Bem Vindo

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quarta-feira, 24 de março de 2010

Ruas do Centro de Porto Alegre Antigo

Ruas, história e estórias























Como chegar no Centro de Porto Alegre

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01. Avenida Alberto Bins, começa na Rua Senhor dos Passos, junto à Praça Otávio Rocha, e termina na Avenida Cristóvão Colombo.
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Foi aberta dentro dos terrenos da grande chácara da família Pinto Bandeira, denominada “Chácara São Rafael” e popularmente chamada de “Chácara da Brigadeira”. Em 1870, Rafaela Pinto Bandeira Freire, filha do Brigadeiro Rafael Pinto Bandeira, ofereceu ao municipio terrenos para abrir uma nova via pública, desde a Senhor dos Passos até à Rua da Conceição, que então se chamava Rua União. Em 1872 a Câmara construiu uma comissão especial para a execução da via que desde passou a ser chamada de Rua São Rafael.
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Junto a Igreja São José
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Em 1874, um mapa da Cia. Hidráulica Porto-Alegrense já registra dez ligações domiciliares de água, sendo oito delas no ano anterior. A Rua São Rafael, concluída em 1877, foi prolongada até a Rua da Aurora, atual Barros Cassal em 1893. O nivelamento do leito da artéria foi dificultado por uma pedreira, no cruzamento da Rua Pinto Bandeira.
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Em 1889, Guilherme Kluwe obteve licença municipal para extrair pedra e cascalho das ruas São Rafael e Pinto Bandeira, comprometendo-se a nivelá-las já que o anterior contratante, Malfati Virgilio, teria abandonado o trabalho, deixando-as esburacadas. Recebeu o seu primeiro calçamento em 1906.
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Embora fosse considerada “rua nobre”, com vários colégios, o Turner Bund (atual SOGIPA) e residências de pessoas importantes da colônia germânica, ainda não assumira, no princípio deste século, a função de radial urbana, decisiva para o fluxo do tráfego entre o Centro e o Bairro Floresta. Só assumiu esse caráter no plano de reformas do Intendente Otávio Rocha, que abriu na antiga Rua 24 de Maio (Beco Rosário) a avenida que hoje tem seu nome, conectada à embocadura da Rua São Rafael e projetou a conexão com a Avenida Cristóvão Colombo, que só foi concluída em 1929, pelo prefeito Alberto Bins:
“A Avenida São Rafael acha-se com seu traçado completo, sendo já intenso o seu tráfego, a começar da Praça 15 de Novembro até a Rua Cristóvão Colombo”.
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O segmento final desse traçado, desde a Praça Otávio Rocha até a Cristóvão Colombo recebeu, por lei municipal de 6/7/1936, o nome de Avenida Alberto Bins.
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02. Avenida Borges de Medeiros, começa na Avenida Mauá e termina na Avenida Padre Cacique.
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Década de 1940
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No final do século XIX, com o nome de General Paranhos, a Borges era um estreito beco que subia da Andrade Neves até a Rua Duque de Caxias e descia em outra fortíssima ladeira até a rua Coronel Genuíno. Por muitos anos, a General Paranhos conviveu com três apelidos populares: Travessa do Poço, entre a Duque e a Riachuelo, Beco do Freitas, entre a Riachuelo e a Andrade Neves e Beco do Meireles, da Duque para o sul.
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Obra junto a rua Fernando Machado
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Para resolver o problema da topografia, que transformara a via em foco de crime e prostituição, houve muitos planos de urbanização e melhorias, prevendo o seu alargamento. No governo de Otávio Rocha que a Borges de Medeiros foi pensada como obra de viação:
(...) "As rampas de acesso à Rua Duque de Caxias, que atualmente têm 9% e 12%, ficarão reduzidas, respectivamente, a 1% e 5%, para o que se vai fazer o rebaixo de 13 metros no ponto culminante. Ai será construído um viaduto de cimento armado, em arco abatido, por onde se fará a passagem da Rua Duque de Caxias (...) É uma obra de viação de grande relevo, porque vai encurtar o trajeto para todas as linhas de comunicação dos arrebaldes Menino Deus, Glória, Teresópolis e Partenon".
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Década de 1940
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Em 1932 foi inaugurado o Viaduto Otávio Rocha, que permitiu unir o porto à zona sul, mudando consideravelmente o perfil urbano do centro da cidade. O Viaduto foi uma obra conjugada com o aumento do trajeto da avenida, indo primeiro até a Praça Montevidéu e depois com sua extensão até a Praia de Belas, em 1943.
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Vista esquina rua dos Andradas
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No início dos anos quarenta do século passado, começaram a surgir grandes espigões na Borges de Medeiros, fruto de incentivos fiscais concedidos pelas autoridades que queriam pressa na mudança da arquitetura da cidade. A resposta foi rápida e logo brotaram prédios com 10, 15 ou 20 andares, como o Sulacap, o Sul América, o União e o Vera Cruz, este último considerado, na época, um marco da arquitetura modernista.
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Junto a avenida Mauá, década de 1960
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Com o aterro na região do Praia de Belas, a Borges é ampliada até a Avenida Padre Cacique tendo como área limítrofe de lazer, o Parque Marinha do Brasil.
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1964
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03. Avenida Desembargador André da Rocha, começa na Avenida João Pessoa e termina na Rua General Lima e Silva.
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Resultou do alargamento e reforma do primitivo Beco do Oitavo criado por volta de 1828, quando foi construído o quartel do 8º Batalhão da Infantaria, no local da atual Praça Raul Pilla.
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As referências à travessa ou beco do 8º Batalhão, registradas a partir de 1833, descrevem reclamações dos moradores, contra as imundices despejadas pelo quartel na via pública. Em 1894, o Barão de Caxias, como presidente da Província, determinou providências ao Marechal comandante da guarnição.
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Em 1879, recebeu o nome de Rua Três de Novembro, data da segunda Batalha de Tuiuty.
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A proximidade com o quartel e as péssimas condições sanitárias ocasionaram uma desvalorização da rua que, nos primeiros decênios do século XX, foi tomada por cortiços, focos de meretrício e cabarés de terceira categoria. Em 1938, o Prefeito José Loureiro da Silva, desapropriou as casinhas, implantando uma avenida de duas pistas, oficialmente denominada Avenida Três de Novembro.
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Finalmente, em 1952, a avenida teve seu nome alterado Rua Desembargador André da Rocha, em homenagem ao ilustre magistrado e professor de Direito, Manoel André da Rocha, nascido no Rio Grande do Norte, com vasta folha de serviços à magistratura, à administração e ao ensino.
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04. Avenida Independência, vai da Praça Dom Feliciano à Rua Mostardeiro.
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Rua Independência
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O caminho nasceu espontaneamente como ligação entre a vila de Porto Alegre e a Aldeia dos Anjos de Gravataí, que tiveram fundação quase simultânea. Desde 1829 são encontradas referências à “estrada denominada dos Moinhos de Vento” que, partindo do Alto da Misericórdia, ou Alto da Santa Casa, dava acesso aos moinhos de vento de Antônio Martins Barbosa ou Barbosa Mineiro, prosseguindo tortuosa até os campos da Aldeia dos Anjos.
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As Mansões
A Paulista Gaúcha
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Esta saída da cidade era embaraçada pela propriedade de dona Josefa Eulália de Azevedo, a “Brigadeira” que em meados de 1826, possuía uma olaria e andara extraindo argila no caminho, prejudicando o livre trânsito.
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A tendência de urbanizar a “estrada dos moinhos” é, provavelmente, anterior a Revolução Farroupilha, que impediu a expansão da cidade, fechada por entrincheiramentos defensivos.
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Beneficência Portuguesa - século XIX
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A partir de 1843, o alinhamento da estrada começa a ser projetado. Entre 1845 e 1846, para efetivar a regularização da rua foi necessário indenizar os herdeiros da chácara da Brigadeira, “... à base de seis mil-réis o palmo de frentes, desde a esquina da Rua da Conceição (Rua da Brigadeira)”. Uma altíssima quantia foi paga pela Província “pela porção de terreno necessário para se continuar a Rua da Praia, assim como pelo que ficasse entre esta e os terrenos da Santa Casa, atual Praça Dom Feliciano”.
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Em 1857, aquela artéria passou a denominar-se Rua da Independência iniciando na Praça da Misericórdia.
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A água encanada foi instalada pouco depois da implantação dos serviços da Cia. Hidráulica Porto-Alegrense. Desde então, a urbanização permaneceu precária por muito tempo. Em 1884, Felicíssimo de Azevedo, em suas crônicas denominadas “Cousas municipais”, deplorava a situação de abandono em que se achava a Rua Independência, embora fosse, na sua opinião, “o mais lindo arrabalde da cidade, não só pela sua posição elevada, de onde se goza a mais bela vista, como pela solidez do terreno, que o torna o mais salubre de Porto Alegre”. Em 1885, a rua ainda não possuía sarjetas e nem marcação dos cordões, mesmo no trecho inicial, entre as ruas da Conceição e Barros Cassal.
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Sob o regime republicano o calçamento da Rua Independência é efetuado. Primeiro em 1893, na administração do Intendente Alfredo Azevedo e, em 1916, na administração do Intendente Montaury, com o emprego de pedras irregulares. Os paralelepípedos só seriam utilizados em 1925, como se deduz do relatório do intendente Otávio Rocha daquele ano:
“Comecei a substituir todo o calçamento da Rua Independência, que pretendo seguir a paralelepípedos até ao Prado”.
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A estatística predial de 1892 encontrou na Rua da Independência um total de 96 casas, sendo 44 prédios térreos, 47 assobradados e cinco sobrados. O que explica e justifica a implantação da linha de bondes da Cia. Carris Urbanos, a contar de 1894, ano da inauguração do Prado Independência.
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Em 1933, um decreto determinou a mudança do nome da Rua Independência para Avenida General Flores da Cunha, restabelecido em 1937, pelo Prefeito Loureiro da Silva.
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No início do século XX, a Avenida Independência começou a se consolidar como um dos locais prediletos da burguesia para habitação. Os palacetes da Independência, construídos entre 1900 e 1930, expressam um momento histórico de prosperidade do comércio e da indústria porto-alegrense. Com o surgimento do Bairro Petrópolis e a urbanização de outros arrabaldes, a preferência burguesa pela avenida foi enfraquecida, ocasionando a degradação de muitos dos antigos palacetes que foram demolidos para a construção de edifícios de apartamentos ou transformados em pensões, casas de cômodos e prédios comerciais.
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05. Avenida João Pessoa, começa na Avenida Salgado Filho, atravessa a Cidade Baixa e terminar na Avenida Bento Gonçalves.
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Junto a Faculdade de Direito
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Conhecida desde o século XVIII como “caminho da Azenha”, nasceu como o caminho de ligação entre a vila e a ponte da Azenha que conduzia a Viamão, através da Estrada do Mato Grosso.
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Década de 1910
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No início do século XIX, devido às medições da Várzea “de fora do Portão”, o alinhamento desse caminho, ao longo do qual se situavam várias chácaras, começa a ser pensado.
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Em 1820, já é conhecida como rua Nova do Portão, ou “rampa que desce para a vargem imediata ao mesmo”, não passando de um caminho semi-rural. Em 1842 começa a ser urbanizada e recebe o nome de Rua da Azenha, com extensão muito superior à remanescente e atual Avenida da Azenha. Em 1842 e 1843, foi estabelecido o alinhamento das residências.
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Rua Duque de Caxias com avenida João Pessoa
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O calçamento da ladeira adjacente ao antigo quartel do 8º Batalhão (Praça Raul Pilla), assim como a correção dos alargamentos sempre foi motivo de preocupação. A primeira “calçada do Portão para a Várzea”, foi executada em 1845. Mas só com a cooperação da Província, por volta de 1857, foi possível fazer uma obra duradoura, com a urbanização da Praça Argentina. Desta época é a imagem que o cronista Catão Coelho registrou para a posteridade em seu livro “A várzea de outrora”, dando a seqüência de casas e propriedades que conhecera em sua meninice. Até a Rua Venâncio Aires, só havia, de transversais, o Beco do Oitavo (André da Rocha), o Firme (Avaí), o Beco da Olaria (Sarmento Leite), o Beco do Totta (República) e o Beco de Dona Aurélia (Otávio Corrêa). “Do beco em diante, seguia um grande terreno vago...”.
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Garagem de bondes da Carris
Década de 1920
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Em 1864, o estabelecimento do primeiro sistema de transporte coletivo, com a popular “maxambomba”, ao longo da Rua da Azenha, gerou muita polêmica, porque os empresários do “trilho de ferro” desejavam construir valos protetores ao longo dos trilhos que impediriam o trânsito de outros veículos e os vereadores se opuseram. Fracassada a “maxambomba” (tipo de bonde a tração animal), os bondes de tração animal, implantados a partir de 1873, também usaram a Rua da Azenha.
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Junto ao Parque da Redenção - década de 1920
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Relatório de 1887 descreve: “a (estrada) que da terminação do Campo da Redenção conduz à ponte da Azenha sofreu radical e dispendioso conserto. Baixa e pantanosa, pelo derramamento das águas do arroio da Azenha ao menor crescimento destas, hoje oferece seguro e enxuto trânsito pelo grande aterro que sofreu e extensas calhas que se construíram, restando terminar o aterro de um e outro lado das proximidades da ponte”. Tratava-se, provavelmente, da urbanização do trecho da Avenida João Pessoa, entre a Venâncio Aires e o início da Azenha, e desta última até a ponte.
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Década de 1960
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Adotada em 1884, a denominação oficial de Campo da Redenção para a antiga Várzea e Campo do Bom Fim, a primitiva Rua da Azenha, no trecho adjacente àquele Campo, passou a ser chamada de Rua da Redenção, e, mais adiante, de Avenida da Redenção, que terminava na embocadura da Rua Venâncio Aires, onde começava a Rua da Azenha.
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Um dia após a Revolução de 1930, o nome Avenida Redenção foi substituído por Avenida João Pessoa, em homenagem ao presidente da Paraíba, companheiro de chapa de Getúlio Vargas na campanha da Aliança Liberal.
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O prolongamento da Avenida João Pessoa, desde a esquina da Rua Laurindo até a Avenida Bento Gonçalves, já projetado desde 1925 por Otávio Rocha, foi completado pelo Prefeito Loureiro da Silva, na década de 40.
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06. Avenida Julio de Castilhos, começa na Avenida Borges de Medeiros, junto ao Mercado Público e termina na Rua da Conceição. Aterro da década de vinte do século XX.
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Início do século XX
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Os terrenos acrescidos ao litoral da Rua Voluntários da Pátria, desde a Rua Vigário José Inácio até a Rua da Conceição, foram objeto de uma longa ação judicial entre os proprietários e o Município, sendo afinal decidida a favor do município. Os herdeiros desejavam que a abertura da Rua Voluntários da Pátria fosse executada sobre suas propriedades para assegurar os terrenos acrescidos no lado norte da mesma.
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A idéia de uma avenida litorânea, implantada nos fundos dos terrenos marginais da Rua Voluntários da Pátria, surgiu em 1862, quando o governo central permutou com o município terrenos definidos como de marinha, sob a condição de que fossem destinados a logradouro público e “aformoseamento” do litoral. A avenida ou rua faria conexão com outra rua litorânea, a Rua das Flores (atual Siqueira Campos).
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Foi concebida em 1914, numa época de grandes obras que objetivavam a modernização da cidade, incluindo a destruição dos cortiços e abertura de largas avenidas para absorver a frota de automóveis que já atingia três mil veículos, conforme registro do jornal Diário de Notícias. Considerada como ação imprescindível para a remodelação do centro, a obra só foi iniciada em 1925, pelo intendente Otávio Rocha, com demolições de inúmeras casas e 24 armazéns, numa operação arrasa quarteirão.
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A ampla Avenida Júlio de Castilhos foi inaugurada em 1928, pelo intendente Major Alberto Bins, em cerimônia presidida por Borges de Medeiros, pouco tempo antes de deixar o Governo do Estado, descongestionando a estreita Rua Voluntários da Pátria.
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07. Avenida Loureiro da Silva, Primeira Perimetral, começa na Avenida Presidente João Goulart e termina na Rua Engenheiro Luiz Englert.
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Junto ao Colégio Parobé
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08. Avenida Mauá, começa na Rua General Portinho e termina na Rua da Conceição.
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Desfile Militar da avenida Mauá - Década de 1930
Revolução de 1930
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Implantada na década de vinte sobre a área aterrada do Guaíba para construção do porto, margeia os armazéns.
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Em 1928 recebeu o nome de Rua Visconde de Mauá que, por sucessivos atos administrativos, foi alterado para Avenida Mauá.
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Projeto da Mauá, com a elevada sobre a avenida
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A Avenida Mauá foi dividida longitudinalmente pelo Muro da Mauá que possui 2.647 metros de extensão e 14 comportas sendo parte de um complexo de proteção contra as cheias, construído em 1971, pelo extinto Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), composto por 68 quilômetros de diques de proteção que se estendem de norte a sul da cidade que inicia no entroncamento das avenidas Assis Brasil e Freeway e vai até o morro da Assunção. Esse sistema também inclui 18 casas de bombas que bombeiam as águas da cidade e evitam a invasão das águas do rio Gravataí e do lago Guaíba, fechando suas comportas por gravidade.
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09. Avenida Osvaldo Aranha, começa na Praça Argentina e termina na Rua Ramiro Barcelos, no Bairro Bom Fim, contornando, pelo lado norte, o quarteirão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e o Parque Farroupilha - antiga Várzea.
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Década de 1910
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Conhecida como Estrada do Meio ou Caminho do Meio, teve o primeiro arruamento requerido, em 1833, pela Santa Casa de Misericórdia para edificar, no fundo de seu terreno, que fazia frente à Várzea, algumas casas, citadas, em 1836, pelo jornal O Mensageiro, como “casas novas da Caridade, sitas na Várzea”.
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Avenida Bom Fim sem as palmeiras, junto ao prédio do Cine Baltimore - 1931
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Fica evidente, pelo exame de várias resoluções da Câmara Municipal, que a face norte do caminho era toda de chácaras com frentes irregulares, o que retardou a fixação de um logradouro público regular. Em 1849, os vereadores autorizam um fiscal municipal à “mandar compor a Estrada do meio nas proximidades da Várzea desta Cidade, podendo para isso comprar pedra ou cascalho”.
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Em 1867, que foi lançada a pedra fundamental da capela do Senhor do Bom Fim, que deu origem ao nome Campo do Bom Fim em 1870 e, posteriormente, ao Bairro Bom Fim.
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Acidente entre uma Lambreta e o Bonde - 1968
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Desde 1896, a avenida foi servida pelos bondinhos de tração animal da Cia. Carris Urbanos, da linha “Partenon”, que se dirigia àquele bairro através da Rua Santana.
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Na planta municipal de 1916, a face norte do Campo da Redenção foi designada como Avenida do Bom Fim. O Intendente Montaury iniciou, em 1917, a sua arborização e entre 1918 e 1919, o seu calçamento:
“No corrente ano, foi iniciado o calçamento da Avenida Bom Fim, de acordo com o plano de embelezamento desse logradouro, ficando a arborização abrigada pelo passeio central que corre longitudinalmente. No ano próximo começará os trabalhos de calçamento da avenida, no lado oeste desse logradouro, onde já estão executados grande número de trabalhos, como sejam os de drenagem de todo o Campo, esgotos de águas pluviais, terraplanagem e arborização”.
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O calçamento da Avenida Bom Fim, com duas pistas de concreto armado, foi inaugurado pelo Intendente Otávio Rocha, em 1927. Em 1930, recebeu o nome de Avenida Osvaldo Aranha, em homenagem ao ilustre político riograndense, partícipe da Revolução de 1930.
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HPS - 1950
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A partir da década de vinte, a avenida e suas transversais se transformaram em ponto de atração de comerciantes judeus, de origem polonesa ou russa, transformando o Bom Fim no bairro judeu de Porto Alegre.
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10. Avenida Otávio Rocha, inicia na Rua Marechal Floriano junto à Praça XV de Novembro e termina na Senhor dos Passos, adjacente à Praça Otávio Rocha.
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Década de 1920
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Até boa parte do Século XIX, o local era conhecido como “Beco do Rosário”, um estreito caminho que dava acesso aos terrenos de Antônio Pereira Couto, um dos quais doado para a construção da Igreja do Rosário. Em 1876, depois de algumas melhorias nessa via pública, o lugar passou a ser chamado oficialmente de Rua 24 de Maio, em homenagem à Batalha de Tuiuti.
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Década de 1940
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A inauguração do Cais do Porto da cidade, em 1921, determinou a reorganização no sistema viário e a abertura de novas ruas para facilitar a circulação de mercadorias. A Rua 24 de Maio foi então alargada para melhorar o acesso aos arrabaldes da Floresta e de São João, como previa o arquiteto João Maciel em seu plano visionário de melhoramentos da cidade, elaborado em 1914 e resgatado pelo Intendente Otávio Rocha.
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Década de 1940
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Em 1932, o Intendente Alberto Bins, responsável pelo término da obra, alterou seu nome para Avenida Otávio Rocha, uma homenagem ao Intendente que iniciou a obra e faleceu em 1928.
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Vista da Praça Otávio Rocha
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11. Avenida Padre Tomé, começa na Avenida Mauá e termina na Rua dos Andradas, em frente à Igreja de Nossa Senhora das Dores.
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Antiga Praça Padre Tomé - década de 1910
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Integrava, no princípio do século passado, a Praia do Arsenal, concedida ao município em 1824, pelo presidente da Província Visconde de São Leopoldo. Em 1859, com a urbanização da Rua da Alfândega (hoje Sete de Setembro), e a construção de um novo Arsenal de Guerra, o Presidente Ângelo Muniz da Silva Ferraz permutou com a Câmara Municipal os terrenos situados entre as atuais ruas General Canabarro com os da marinha da Rua Voluntários da Pátria, entre as ruas Vigário José Inácio e Barros Cassal. Também nesta época, conforme o resumo histórico do Padre C. J. Papen sobre a Igreja de Nossa Senhora das Dores, a Irmandade da Ordem Terceira obteve a concessão do terreno da marinha enfrente à igreja, devendo, em contrapartida, construir um cais na extensão correspondente, “pelo alinhamento além da Rua da Alfândega”.
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Em 1860, o aterro e o cais protetor nos fundos da Rua Sete de Setembro já estavam prontos, como relata Antão Fernandes Leão:
“O aspecto repulsivo que apresentavam essas praias em toda a extensão em que hoje se acham a praça e cais da Marinha e o da Rua da Alfândega não incomodará mais a quem demandar o porto desta cidade e nem os seus habitantes”.
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Em 1873, a “praça em frente à igreja”, onde foram realizados vários enforcamentos, segundo alguns relatos, recebeu a denominação oficial de Praça Padre Tomé. Já no século XX, o logradouro foi prolongado até o cais do porto, em função do aterro no qual se implantaram a Rua Siqueira Campos e a Avenida Mauá.
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Atual avenida Padre Tomé
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Em 1931, o prefeito Alberto Bins alterou seu nome para Avenida Padre Tomé em homenagem ao Padre Tomé Luiz de Souza, professor e pároco da Catedral.
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12. Avenida Presidente João Goulart,
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Junto ao antigo Gazômetro
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13. Avenida Senador Salgado Filho,
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Em obras e as demolições para o alargamento - década de 1930
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Já concluída na década de 1930
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2000
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14. Avenida Sepulveda, começa na Avenida Mauá e termina na Praça da Alfândega.
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Década de 1960
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Foi implantada em área do aterro para a construção do cais do Porto, a partir de 1912.
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Em 1925 foi urbanizada e recebeu, do Intendente Otávio Rocha, a denominação mantida até hoje, em homenagem ao oficial português Manoel Jorge Gomes de Sepúlveda, que, sob o falso nome de José Marcelino de Figueiredo, foi governador e capitão-general da Capitania do Rio Grande de São Pedro e o virtual fundador de Porto Alegre.
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A colônia portuguesa radicada em Porto Alegre doou um obelisco em sua homenagem, implantado no centro da avenida.
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15. Largo Archimedes Fortini, 
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Largo Visconde do Caírú,
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16. Largo dos Medeiros, ponto em que a Rua dos Andradas se alarga, entre a Rua General Câmara e a Praça da Alfândega.
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Década de 1910
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Em 1957 foi sancionada a lei que oficializou a homenagem aos irmãos Eugênio e Pantaleão Medeiros, proprietários da antiga Confeitaria Central, na esquina Rua dos Andradas com a Rua General Câmara, onde hoje está o edifico do Banco Itaú, que foi o ponto de reunião das famílias depois das sessões dos cinemas (nessa época os melhores eram localizados ao redor da praça), que para lá se dirigiam para tomar o chá acompanhado de deliciosos doces.
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17. Largo Glênio Peres, idealizado como um espaço sociocultural e universal, o projeto de implantação objetivou criar um amplo espaço aberto, livre de obstáculos, integrando num eixo visual os prédios históricos implantados no seu entorno: o Paço Municipal, o Mercado Público, a Praça XV, o antigo abrigo de bondes e os da Rua José Montaury.
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1924
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Sua implantação foi idealizada ao longo de algumas décadas. As primeiras tentativas de mudar o visual da Praça XV e arredores ocorreram nas décadas de 60 e 70, envolvendo iniciativas e ações de três prefeitos: Telmo Thompson Flores, Guilherme Villela e João Dib. Mas foi com o prefeito Alceu Collares, no final dos anos 80, que surgiu a proposta de transformar o local num “Largo Cívico”. O projeto acabou sendo desenvolvido e implantado no governo seguinte, na gestão de Olívio Dutra, e recebeu o nome de Largo Jornalista Glênio Peres, em homenagem ao político recentemente falecido.
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Terminal de ônibus - 1970
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O projeto foi executado por etapas e exigiu a transferência de inúmeras linhas de ônibus, do então chamado Terminal Praça XV de Novembro, para os terminais Rui Barbosa, Parobé e Conceição.
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Atual
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Com área total de 6.309,00 metros quadrados, foi pavimentado com pedras portuguesas seguindo um desenho rendilhado, semelhante, segundo pesquisa histórica, ao que existia no local no final dos anos 20, incluindo a instalação de trilhos e do Bonde nº 123, totalmente restaurado e retirado, após algum tempo, em função da depredação.
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Projeto
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Por ser uma área concebida para ficar a maior parte do tempo livre, destinada à circulação de pedestres e para manifestações populares diversas, sem nenhum tipo de comercialização, recebeu um tratamento urbanístico diferenciado, inclusive no mobiliário urbano. Na época, cogitou-se a realização de uma feira de artesanato, nos moldes do Brique da Redenção, que funcionaria somente aos sábados à tarde e de amostras de feiras regionais, como a Festa da Uva ou a Ocktoberfest ou mesmo feiras étnicas, com apresentações de espetáculos musicais, mas sempre obedecendo a um calendário básico de eventos e ao horário, sempre do meio para o final da tarde e à noite.
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As obras iniciaram no dia 2 de agosto de 1991 e a inauguração ocorreu em abril do ano seguinte.
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18. Largo José Almorim de Albuquerque,
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19. Largo Vespasiano Julio Veppo,
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Junto a Estação Rodoviária
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20. Rua Avaí, antiga rua da Cidade Baixa reduzida a um pequeno segmento entre a Avenida João Pessoa e a Primeira Perimetral, devido à implantação desta última artéria, em 1974. Anteriormente chegava até o Riacho, um pouco acima da Ponte de Pedra.
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Em 1821 era conhecida como Rua da Fonte, pois desembocava na Várzea diante de uma das primeiras fontes da Vila. Entretanto, o nome consagrado pela população foi Beco do Firme, pois na esquina voltada para o norte e o nascente, olhando para a Várzea e para a nova ruela, existia a residência de Antônio Francisco Firme, que foi uma das requisitadas para abrigar a comitiva do Imperador Pedro I, quando este veio a Porto Alegre, em 1826.
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Em 1884, a Câmara Municipal resolveu “mandar abrir desde já à servidão pública a rua Avaí na parte ultimamente desapropriada”, prolongando o Beco do Firme, até a Rua da Concórdia (atual José do Patrocínio).
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Após 1886 foi estendida até a Rua da Margem (atual Rua João Alfredo), atravessando terrenos muito alagadiços e pantanosos. A secção final, além da Rua João Alfredo, somente foi aberta pelo Intendente José Montaury, já na república.
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Em 1879, a Câmara Municipal alterou a denominação de “Beco do Firmo” para Rua Avaí, em homenagem à famosa batalha vencida pelas armas brasileiras no Paraguai. Com fortes razões, o cronista Coruja contestou a nome “Firmo” em vez de “Firme”, erro da memória municipal.
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21. Rua Caldas Junior, inicia na Avenida Mauá e termina na Rua Riachuelo.
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Grande Hotel - 1930
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Sua origem remota aos tempos da vila, quando foi conhecida como Beco da Inácio Manoel Vieira que, segundo o cronista Coruja, ali edificara vários prédios, até o ano de 1829, quando já era chamada, também, de Beco Quebra-Costas e Beco do Fanha, apelido de um taverneiro fanhoso, Francisco José Azevedo.
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Segundo seu traçado original, o beco deveria subir o morro em direção à Rua Duque de Caxias, até a atual Rua General Auto. Mas, já e 1829, a passagem morro acima achava-se vedada “por ter o Exmo. Visconde de São Leopoldo, em tempo que serviu de Presidente desta Província, amurado os terrenos de sua propriedade e estreitado a largura do dito beco”. Em 1860, em função da largura do Beco do Fanha, que impossibilitava a passagem de dois carros ao mesmo tempo, foi estabelecida a mão única de tráfego no sentido da subida.
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Em 1873, a Câmara trocou a denominação popular para Travessa Paysandu, em homenagem ao feito de armas da guerra contra o Uruguai em 1864/65. Em 1874, recebeu calçamento entre as ruas Riachuelo e Andradas, e, em 1882, no segmento entre a Andradas e a Sete de Setembro.
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Na administração do Intendente José Montaury, o beco perde suas características primitivas através de um alargamento de sete metros do lado da numeração ímpar, totalizando 13 metros, maior que a dimensão de muitas ruas centrais consideradas nobres. As obras, concluídas em 1919, e a construção do primeiro prédio da Caixa Econômica Federal, na esquina da Rua Sete de Setembro, do “A Federação” (Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa) e do Grande Hotel (já demolido), na esquina da Rua dos Andradas, concorreram, decisivamente, para inovar a imagem da via.
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Junto ao prédio do Correio do Povo
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Em 1944, o Prefeito Antônio Brochado da Rocha efetuou uma troca de nomes entre as ruas “Caldas Júnior” no Bairro do Partenon, e a Rua Paissandu, em homenagem ao Correio do Povo.
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22. Rua Capitão Montanha, inicia na Avenida Mauá e termina na Praça da Alfândega.
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Foi implantada sobre o aterro executado para a construção do porto. Em 1925 recebeu o nome Rua Capitão Montanha, em homenagem ao Capitão Alexandre José Montanha, engenheiro do Exército português, responsável pelo primeiro plano urbano de Porto Alegre e medição dos lotes distribuídos aos colonos açorianos.
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23. Rua Carlos Chagas, começa na Avenida Mauá e termina na Rua Comendador Manoel Pereira.
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Foi aberta nos terrenos acrescidos pelo aterro do Cais do Porto, na década de vinte. Recebeu sua atual denominação em 1936, em homenagem ao médico e cientista mineiro Carlos Justiniano Ribeiro Chagas, descobridor da moléstia de Chagas.
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24. Rua Cassiano do Nascimento, vai da Avenida Mauá à Praça da Alfândega.
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Implantada na área de aterro do Guaíba para a construção do Porto. Foi nomeada por decreto, em 1925, do Intendente Otávio Rocha, em homenagem ao Dr. Alexandre Cassiano do Nascimento, pelotense, propagandista da República, vice-presidente do Estado, deputado federal, constituinte de 1891, Ministro do Exterior no governo do Marechal Floriano Peixoto, e senador pelo Rio Grande do Sul.
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25. Rua Chaves Barcelos, vai da Avenida Mauá à Rua Voluntários da Pátria.
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Implantada na área do aterro do Guaíba para a construção do Porto. A denominação foi dada, em 1926, pelo Intendente Otávio Rocha, “considerando que a família Chaves de Barcelos tem conquistado justos títulos de benemerência por obras meritórias que atestam os sentimentos filantrópicos de seus membros”, especialmente o Comendador Antônio Chaves Barcelos, que destinara vultosa quantia à organização de uma fundação beneficente com o seu nome.
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26. Rua Comendador Manoel Pereira, começa na Praça Osvaldo Cruz e termina na Rua da Conceição.
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Foi aberta sobre terrenos conquistados pelo município após longa discussão judicial entre a Intendência Municipal e herdeiros do Cel. Vicente Ferrer da Silva Freire, concluída na década de noventa, do século XIX.
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Na planta municipal de 1896, a rua aparece em projeto e sem denominação. Em 1902, conforme o relatório, o município ainda possuía ali terrenos com 118 metros de frente, neles incluídos os 22 metros de um lote reservado à construção da Usina Elétrica Municipal, na esquina da Rua Coronel Vicente.
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Entre 1905 e 1906, o Intendente Montaury mandou executar um aterro na então chamada Rua Triunfo. Nesta época a Câmara propõe que “a nova rua em construção que parte da Praça Pinto Bandeira e termina à Rua da Conceição” fosse denominada Rua Montaury, que não foi possível, pois não era permitido homenagear pessoas vivas.
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Em 1909, o leito da Rua Triunfo foi reparado com resíduos de carvão de pedra. O nome só foi alterado para o atual, em 1936, em homenagem a um forte empresário, com descendência ilustre.
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27. Rua Coronel Fernando Machado, começa na Rua General Vasco Alves e termina na Rua Coronel Genuíno.
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Rua do Arvoredo - 1860
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A Rua do Arvoredo, que deu origem à Rua Coronel Fernando Machado, ganhou notoriedade por um episódio insólito: o crime do século XIX, história macabra de um açougueiro que, auxiliado por sua mulher, esquartejava corpos humanos transformando-os em lingüiça.
O crime foi desvendado pelo cachorro farejador de um menino, vítima do açougueiro.
O historiador Décio Freitas tratou do tema escrevendo o livro “O Maior Crime da Terra – O Açougue Humano da Rua do Arvoredo”.
Talvez nosso primeiro serial killer.
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Início século XX
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Com a designação de Rua do Arvoredo, foi uma das primeiras ruas dos tempos da vila de Porto Alegre. Em 1788 encontra-se registrada a escritura pública de compra e venda, relativa a uma “casa e cozinha de palha”, fazendo frente “para a rua direita que sai da Matriz” e “fundos para a rua do Arvoredo”, fato que assinala a existência de moradores, de condição modesta, já no século XVIII.
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Em 1843, os vereadores determinaram a execução de calçadas aos proprietários da Rua do Arvoredo. Em 1851, a Câmara autorizou seu procurador a fazer um cano de tábuas nos fundos do quintal do Palácio para canalizar as águas que desciam do morro, ali colocando de 20 a 40 carroçadas de aterro, “a fim de dar trânsito àquele lugar”. Dois anos depois, obras são realizadas na Rua do Arvoredo, desde a Rua de Belas (atual General Auto), até o Alto da Bronze (atual Praça General Osório), “onde proximamente se acabou de abrir a dita rua”. Embora constando aberta até a Rua General Vasco Alves na planta oficial de 1839, o trecho imediato ao Alto da Bronze talvez se conservasse ainda irregular e intransitável.
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1923
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A inauguração da Fonte dos Pobres, em 1857, atrás do palácio do Governo, determinou a realização de algumas obras complementares. Os proprietários dos terrenos localizados em frente ao chafariz foram intimados a construírem um muro, para que fosse possível executar o nivelamento e aterro daquele trecho da rua.
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Em 1865, foi iniciada a construção do Seminário Diocesano (hoje Cúria Metropolitana), na esquina da Rua Espírito Santo. Nesta época a Câmara concedeu licença ao tambeiro Propício de Abreu para manter vacas de leite em seu curral à Rua do Arvoredo.
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Em 1870, a Câmara Municipal mudou o nome de Rua do Arvoredo para Coronel Fernando Machado, em homenagem a Fernando Machado de Souza, coronel no combate de Itororó, em 1868, na Guerra do Paraguai.
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Estatística Predial de 1892 registrava a existência de 234 prédios. No fim do século, havia um trecho da rua que concentrava um grande número de prostíbulos: o famigerado Beco do Céu, que movimentava os plantões policiais...
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Em 1894, a Intendência adquiriu um terreno para “desobstrução da Rua Cel. Fernando Machado, entre General Paranhos e Marechal Floriano”, evidenciando a existência de estreitamentos que impediam a implantação do alinhamento projetado.
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Atual
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Segundo o Intendente José Montaury o calçamento foi executado em 1906. A urbanização da Praça General Osório (Alto da Bronze), a construção da escadaria de acesso à Rua General João Manoel, a abertura da Avenida Borges de Medeiros e o ajardinamento dos fundos do Palácio do Governo foram fatores relevantes na melhoria da Rua Coronel Fernando Machado.
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28. Rua Coronel Genuíno, começa acima da Praça Marquesa de Sévigné e termina no Praça dos Açorianos.
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Estabelecendo uma seqüência cronológica das ruas da “cidade baixa” antiga, Felicíssimo de Azevedo registrou que a Rua Coronel Fernando Machado era a avó, a Demétrio Ribeiro a Filha, e a Coronel Genuíno a neta.
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Documento de 1820 já cita uma “rua travessa da margem do Riacho”, que não pode ser outra senão a mesma Rua da Figueira, referida na documentação municipal de 1827, que iniciava na Rua Alegre ou São José, um dos segmentos da atual Rua Duque de Caxias, e que foi interrompida por proprietários do local.
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A tentativa de reabrir a parte alta da Rua da Figueira ao público transcorre de 1827 a 1843, com sucessivas determinações da Câmara Municipal desrespeitadas pelos proprietários. Em ata de 1827 é relatado o início dessa novela:
“... que sempre esteve livre ao trânsito público, se achava agora vedada com tapagem de cercas de taquaras (...) e que a dita rua era designada no Plano da Cidade, acordou a mesma Câmara que se passasse mandando para serem notificados os moradores da Rua Alegre, cujos fundos entestam naquela rua da Figueira, para recuarem as suas divisas e cercas, deixando livre ao mesmo trânsito em toda largura que o dito Arruador sinalaria na conformidade do mesmo Plano...”.
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Em 1843 os vereadores pediram ao presidente da Província para desapropriar um trecho de uma das propriedades:
“fazendo-lhe ver que achando-se aberta a Rua da Figueira até quase ao encontrar-se com a Rua do Rosário (...), acontece faltar somente abrir-se em um terreno ocupado por dona Francisca Barreta, sendo ele de foro, e que em conseqüência só se tem de indenizar as benfeitorias...”.

Daí em diante, porém, o assunto foi esquecido, explicando o estreito e ladeirento beco, onde hoje nasce a Rua Coronel Genuíno, atrás do prédio do Colégio Sevigné.
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Em 1874, a designação Rua da Figueira foi alterada para Rua Coronel Genuíno, em homenagem a Genuíno de Sampaio, morto na repressão aos “Mucker” (em alemão, significa falso santo em português). Na Estatística predial de 1892, a rua possuía 101 prédios.
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Ao longo do tempo, a Rua Coronel Genuíno sofreu transformações profundas em decorrência de algumas obras marcantes: A canalização do Riacho, que inutilizou a Ponte de Pedra, eliminou sua clássica função de rua de acesso ao Riacho; a implantação da Praça Daltro Filho, em 1938/39, tomou parte do seu leito; e, finalmente, o prolongamento da Avenida Borges de Medeiros seccionou sua extremidade sul.
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29. Rua Coronel Vicente, começa na Avenida Mauá e termina na Avenida Independência.
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A abertura dessa rua foi, a princípio, embaraçado por uma discordância partidária entre a maioria da Câmara, o governo provincial e os proprietários da “Chácara da Brigadeira”, aonde o logradouro viria a ser aberto.
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Em 1877, a Câmara, já com outra composição, recebeu um ofício de dona Rafaela dizendo concordar com a abertura, em sua chácara, de “uma rua com a cláusula de ser denominada Rua do Coronel Vicente e com a expressa cláusula de ser denominação perpétua”. No mesmo ano, o Fiscal Geral comunicava que havia intimado dona Mariana Minaberry a desocupar “a parte da Rua Coronel Vicente que tem edificada”. Em 1880, é construída uma pequena calha e de alguns aterros são executados na nova rua.
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Na planta da cidade em 1881, por Henrique Breton, o novo logradouro figura com uma única construção, na esquina da Avenida Independência.
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Na Estatística Predial de 1892 havia 21 prédios térreos e três assobradados na Rua Coronel Vicente.
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Entre 1905 e 1906, a rua recebeu seu primeiro calçamento e foi prolongada até a Rua Triunfo (atual Comendador Manoel Pereira). A extensão até a Avenida Mauá decorreu das obras do Porto e respectivo aterro, já na década de vinte do século XX.
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A designação da rua é óbvia homenagem ao Coronel Vicente Ferrer da Silva Freire, marido da doadora do respectivo terreno. Nascido em Salvador em 1782, veio para o Rio Grande do Sul em 1809, ocupou funções de relevo na administração militar da Província. Partidário dos caramurus, foi assassinado pelos Frroupilhas, em sua fazenda do Rio dos Sinos, a em 1839.
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30. Rua da Conceição, começa na Avenida Mauá e termina na Rua Alberto Bins.
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Em 1834, o Coronel Vicente Ferrer da Silva Freire, casado com dona Rafaela Pinto Bandeira Freire, filha do Brigadeiro Rafael Pinto Bandeira manifestou sua intenção de abrir uma rua por dentro de sua chácara, conhecida como “Chácara da Brigadeira”, para ligar a Estrada dos Moinhos de Vento com o caminho Novo, em requerimento à Câmara Municipal. Porém, devido à Revolução Farroupilha, a abertura só foi concretizada em 1845.
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Em 1857, os vereadores deliberaram que a denominação Rua da Brigadeira fosse alterada para Rua da União, enquanto a “travessa que segue da Conceição para a Várzea” passaria a se chamar Rua da Conceição.
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Em 1874, a Câmara Municipal unificou o topônimo Rua da Conceição desde a embocadura da Várzea, ou Campo do Bom Fim, até a Rua Voluntários da Pátria, já que, desde 1858, o consagrado nome da padroeira da Igreja de Nossa Senhora da Conceição originou o nome da rua adjacente e da praça na sua frente.
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No mesmo ano, foi instalada, na esquina da Rua Voluntários da Pátria, a estação da estrada de ferro para Novo Hamburgo, fator que ocasionou a transformação econômica da Rua da Conceição naquele setor, tornando-a numa rua de grande importância comercial.
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Em agosto de 1935, a extensa Rua da Conceição sofreu uma redução: o segmento que ia de Avenida Osvaldo Aranha até a Avenida Independência e a Travessa 1º de Março foram unificadas compondo uma nova rua, designada Rua Sarmento Leite.
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Sob a administração do prefeito Telmo Thompson Flores (1969 – 1975), a Rua da Conceição sofreu profundas transformações devido à construção do conjunto de pista elevada e túnel destinados a ligar, por um sistema viário expresso, as áreas da Rua Voluntários da Pátria e do quarteirão universitário. Um grande trecho do lado ímpar da rua desapareceu e seu leito foi rebaixado, em parte, até o nível do túnel.
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31. Rua Demétrio Ribeiro, começa na Washington Luís e terminando na Praça Daltro Filho.
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Sua execução data de 1810, como se deduz de um ofício dirigido pela Câmara Municipal ao Governador da Capitania daquele ano. A nova rua, aberta na pequena várzea que se estendia entre a Rua do Arvoredo e o curso do Riacho, foi chamada, a princípio, de rua nova da Vargem do Riacho. A partir de 1827, entretanto, começa a aparecer a denominação de Rua da Varzinha ou Varginha, pela qual foi popularmente conhecida durante mais de um século.
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Mas a abertura dessa nova via pública não foi pacífica: o trecho situado entre as atuais ruas General Auto e General Portinho permaneceria fechado ao trânsito até o fim da década de cinqüenta, porque os proprietários de chácaras e terrenos resistiram à desapropriação e usaram de todos os recursos protelatórios para que a via não fosse aberta. Desde 1827, pelo menos, a Câmara Municipal determinou providências para pôr a rua “livre ao trânsito público em toda a sua extensão” .
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Em 1833, os vereadores vistoriaram o local, verificando que a rua estava praticamente aberta, “ficando apenas no centro um pequeno espaço cuja tapagem interpolada embaraça o trânsito”. Como a Rua do Riacho (Washington Luíz) alagava durante o inverno era necessário assegurar uma passagem.
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Os abaixo-assinados de moradores interessados na abertura da rua se repetiram em 1844 e em 1851. Mas, sobretudo João Marcos dos Santos Bittencourt, o famoso “Mil onças”, que o cronista Coruja aponta como indivíduo mais cacete da cidade, dificultou a desapropriação. Com o arquivamento dos dois últimos processos de desapropriação, em 1856, pressume-se que o assunto tenha se encerrado. Em 1861 são instalados dois lampiões da iluminação pública na área recém aberta: um na esquina da Rua do Arroio e outro na esquina da Rua Direita.
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Em 1885, para celebrar a visita a Princesa Imperial, Isabel de Órleans, a Câmara mudou o nome da Rua da Varzinha para Rua Dona Isabel, denominação que durou pouco mais de quatro anos, pois com a proclamação da República, as placas da Dona Isabel cediam lugar às do jovem republicano Demétrio Ribeiro.
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Em 1874, a rua contava 36 ligações d’água da Cia. Hidráulica Porto-Alegrense. O calçamento foi cogitado a partir de 1884, completado. Segundo a Estatística Predial de 1892, contava 294 prédios, entre os quais 13 sobrados. Uma obra pública modificou sensivelmente a aparência da rua no seu trecho final: a instalação da Praça Daltro Filho, mediante a demolição das casas de todo um quarteirão, a partir de 1938.
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32. Rua Dom Sebastião, ligava a Rua Duque de Caxias com a Rua Coronel Fernando Machado.
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Em 1868, durante a construção o Seminário Diocesano o Bispo Dom Sebastião Dias Laranjeira solicitou à Câmara Municipal a abertura uma rua entre as construções eclesiásticas e o Palácio, oferecendo auxilio monetário para desapropriar algumas casas localizadas no alinhamento da Rua do Arvoredo e que só foram efetivadas em 1875.
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Em 1884, a câmara nomeia a rua como Dom Sebastião e envia o projeto e o orçamento ao presidente da Província, solicitando auxílio para a obra.
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Em 1929, conforme relato do Intendente Alberto Bins ao Conselho Municipal, foram executadas diversas obras, objetivando amenizar a forte rampa impeditiva ao tráfego de veículos, transformando-a em escadarias:
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“No início da rua, a uns 30 metros além do alinhamento do Palácio, em demanda à rua Fernando Machado, começa o primeiro lance da escadaria, que se segue debaixo de um terraço, por sua vez sustentado por uma colunata. (...) Descendo-se em direção à rua Fernando Machado, encontra-se outro amplo patamar, calçado com pedras de cores tipo português, e por onde, com mais sete degraus, conduz ao terraço principal, que ocupa toda a largura da rua em frente à cripta da nova Catedral. Daí em diante, a escadaria segue em lances retos, intercalados por amplos patamares, moldurados pelo verde das rampas naturais. A construção, com o seu reboco de imitação a pedra, está em perfeita harmonia com as linhas arquitetônicas do Palácio e com as da Catedral”.
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Em data não conhecida, a rua e sua escadaria foram fechadas para o uso público, passando a fazer parte integrante dos jardins do Palácio e sua saída para a Rua Coronel Fernando Machado foi obstruída pela construção de uma casa de bombas do Departamento Municipal de Água e Esgotos.
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33. Rua dos Andradas, a Rua da Praia nasceu com cidade de Porto Alegre, às margens do Guaíba, compondo com as atuais ruas Riachuelo e Duque de Caxias os três eixos principais da ocupação urbana.
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1888
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A mais antiga rua da cidade começava na ponta do Gasômetro, onde foram implantados os Armazéns Reais e o Arsenal da Marinha, e ia até a General Câmara, junto a Praça da Alfândega, na época, Largo da Quitanda, onde se aglutinavam os comerciantes. Recebeu seu primeiro calçamento, provavelmente, em 1799. Da Rua do Ouvidor (Atual General Câmara) até a Senhor dos Passos era conhecida como Rua da Graça, até 1843, quando as ruas foram emplacadas.
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1900
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O botânico francês Saint-Hilaire, que esteve na cidade em 1820, fez elogios a Rua da Praia, destacando a grande movimentação do comércio. Já Nicolau Dreys destaca as edificações: ”Nesta rua, formada por casas geralmente altas, de estilo elegante e moderno...”.
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Junto a Rua Mal. Floriano, início século XX
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Em 1865, a Câmara Municipal, em comemoração ao aniversário da Independência, alterou seu nome para Rua dos Andradas, desconsiderando sua identidade centenária e popular. Neste período, o antigo calçamento, executado à base de calha central, para a qual se inclinavam as calçadas, começou a ser substituído utilizando-se o sistema de pista abaulada, com sarjetas adjacentes a cada um dos passeios.
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Junto a praça da Alfândega - 1906
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As pedras irregulares só são substituídas por paralelepípedos a partir de 1885.
Em 1923 é introduzido o “requinte do calçamento de paralelepípedos de granito em mosaico” com duas cores.
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Vista da Rua da Praia, onde se observa o Grande Hotel e o Theatro São Pedro e Palácio Piratini (ao fundo)
 Década de 1920
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No passado a rua abrigou cafés, confeitarias e uma quantidade de cinemas que agitavam a noite da cidade, como o Cacique, o Imperial, o Guarani e o Ópera e foi o centro cívico da cidade e do estado, ponto de encontro de políticos e estudantes.
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Final século XIX
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A Rua da Praia é o coração da cidade. Nela estão a Igreja das Dores, a Casa de Cultura Mário Quintana, o Museu Hipólito da Costa, o Clube do Comércio, o Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, a Catedral Episcopal, as Galerias Chaves e Malcon, a Livraria do Globo e os quartéis do Exército Brasileiro e da Brigada Militar.
Temos ainda, a Esquina Democrática, a Praça Brigadeiro Sampaio, a Praça da Alfândega, grande palco da feira do livro, e o calçadão para pedestres.
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Início século XX
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34. Rua Doutor Flores, inicia na Rua Voluntários da Pátria e termina na Rua Riachuelo, junto à Praça Conde de Porto Alegre, antiga Praça do Portão.
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Atualmente composta por cinco quadras, por volta de 1814 era chamada de Rua Santa Catarina e não chegava no Caminho Novo (atual Rua Voluntários da Pátria), pois era fechada por uma chácara. Esta ligação só foi efetivada em 1842 quando o terreno foi desapropriado.
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Em 1873, a Câmara Municipal alterou o nome da rua para Rua Doutor Flores, em homenagem ao ilustre médico e político Luiz da Silva Flores, antigo morador da rua.
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A Sociedade Germânia, denominada “Gesellschaft Germânia”, a mais antiga sociedade recreativa de Porto Alegre, fundada em 1855 por alemães radicados na cidade, construiu uma imponente sede social na Rua Doutor Flores, funcionando de 1886 a 1917, quando foi incendiada e saqueada por manifestantes antialemães.
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35. Rua Duque de Caxias, começa na Rua General Salustiano e termina na Praça Conde de Porto Alegre e Viaduto Loureiro da Silva.
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1906
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A tradicional rua da Capital, que se desenvolveu ao longo da parte mais alta da colina onde nasceu a antiga vila, teve várias denominações espontâneas: Rua Formosa, Rua Direita da Igreja, Rua da Igreja, da Praia do Arsenal até a igreja Matriz e Rua São José, Rua Alegre, Rua do Hospital da Igreja até a Praça do Portão (atual Praça Conde de Porto Alegre). Nenhum desses nomes era oficial e eram usados arbitrariamente.
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Antigo Liceu
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Em 1820 Saint-Hilaire assim a descreveu:
”Uma das três grandes ruas, chamada rua da Igreja, estende-se sobre a crista da colina. É ai que ficam os três principais edifícios da cidade, o Palácio, a Igreja Paroquial e o Palácio da Junta. São construídos alinhados e voltados para noroeste. Na outra face da rua, em frente, não existem edifícios, mas tão somente um muro de arrimo, a fim de que não seja prejudicada a linda vista daí descortinável”.
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Em 1843 foram colocadas, pela primeira vez, placas indicativas nas ruas e o nome Rua da Igreja foi adotado. A denominação de Rua Duque de Caxias só foi adotada no final de 1869, quando os vereadores nomeiam uma comissão para angariar fundos para o seu calçamento, pois se tratava de uma rua nobre, freqüentada pelos estudantes do liceu e da Escola Normal e por famílias aristocráticas da cidade como a dos Barreto Pereira Pinto e a dos Corrêa da Câmara.
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No final do século XIX o ajardinamento de três praças – da Matriz, Conde de Porto Alegre e General Osório – em três pontos da rua Duque de Caxias, concorreu para seu embelezamento. A partir de 1909, com o estabelecimento dos bondes elétricos, foi implantada a linha circular “Duque”, também conhecido como bonde “D”.
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Década de 1960
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Abriga prédios que são cartão postal da cidade, como o Palácio Piratini, a Catedral Metropolitana, o Palácio Farroupilha, o palacete do Visconde de Pelotas, onde Dom Pedro II se hospedou quando visitou o Rio Grande do Sul, denominado atualmente de Solar dos Câmara e que abriga um centro cultural, o Museu Júlio de Castilhos, a antiga Junta da Real Fazenda, único prédio da época da fundação de Porto Alegre, que permanece até os dias de hoje e a sede da Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser (FEE).
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36. Rua Engenheiro Luiz Englert,
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37. Rua Espirito Santo, com apenas três quadras, a estreita Rua Espírito Santo tem seu início ao lado da Catedral Metropolitana na Rua Duque de Caxias, terminando na Whashington Luis, próximo ao Largo dos Açorianos.
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Final século XIX
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Foi aberta em 1817, atendendo as reivindicações dos moradores da Rua do Arvoredo (atual Rua Fernando Machado). O memorial dos moradores descrevia que, para chegarem à igreja, tinham que passar pelo interior do cemitério que seria fechado pela execução de um muro.
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A ladeirenta via pública de 43 palmos ficou conhecida como Beco do Império, nome da construção que servia às festas da Irmandade do Divino Espírito Santo, ao lado da Matriz, e como Beco do Cemitério.
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Em 1856, os vereadores decidiram alterar seu nome para Beco do Espírito Santo, certamente atendendo as reivindicações dos moradores envolvidos com as tradicionais festas da Irmandade do Divino Espírito Santo, realizadas na Igreja da Matriz. Em 1881, o beco ganha status de rua e passa a ser chamado de Rua do Espírito Santo.
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O poeta Mário Quintana, atento á história de Porto Alegre, escreveu o poema “Imemorial”, que fala do Beco do Império
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38. Rua General Andrade Neves, antigo Beco do Leite, começa na Rua General Câmara e termina na Avenida Borges de Medeiros, junto à Avenida Salgado Filho.
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Início do século XX
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É uma das ruas mais antigas da cidade, conhecida pelo nome de Rua Nova. Parece ter sido aberta por convenção entre os moradores da Rua da Praia e Rua da Ponte, pois a maioria das casas de ambas as ruas possuiam portão de saída por ela. Até a abertura da Avenida Salgado Filho, na década de quarenta, se desenvolvia até a Rua Marechal Floriano. No século XIX um projeto previa seu prolongamento até a Santa Casa, que não ocorreu por questões judiciais que envolviam desapropriações.
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A estreita travessa teve seu primeiro calçamento executado em 1843. Seu nome foi alterado, em 1869, para Rua Barão do Triunfo, em homenagem ao herói riograndense na Guerra do Paraguai, José Joaquim de Andrade Neves. Como já existia a Rua Barão do Triunfo no bairro Menino Deus, batizada pelos moradores, a Câmara municipal reparou o equívoco alterando o nome para Rua Andrade Neves, concedendo dupla homenagem ao Barão do Triunfo.
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Antes de se transformar em rua comercial, com edifícios de escritórios e hotéis, no início do século XX, a ruela era o centro da boemia, com seus cabarés e casas de jogos. O clube dos caçadores, um elegante cassino, foi por muitos anos o grande ponto de jogatina do centro.
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39. Rua General Auto, começa na Duque de Caxias e termina na Rua Washington Luís.
Foi descrita pelo cronista Coruja como “um caminho ladeiro por onde se descia para a praia do Riacho”. Chamada de Rua de Belas, era, possivelmente, a continuação do velho Beco do Fanha (atual Rua Caldas Júnior), que foi absorvida por proprietários privados, no segmento entre a Rua Riachuelo e a Rua Duque de Caxias, com o passar do tempo. Um memorial de 1831 menciona a “rua que faz alinhamento com o beco do Fanha, para baixo da Junta da Fazenda”. O prédio da Junta da Fazenda correspondia ao da antiga Assembléia Legislativa, à Duque de Caxias, quase esquina de General Auto.
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Apesar de ser caracterizada pela forte ladeira, a Rua de Belas foi ocupada regularmente, tanto que, já em 1847, os moradores entregaram à Câmara um abaixo-assinado requerendo a instalação de lampiões para a iluminação pública.
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Em 1873, por resolução dos vereadores, passou a denominar-se Rua General Auto, em homenagem ao militar porto-alegrense José Auto da Silva Guimarães, Barão de Jaguarão.
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Em 1874 possuía 132 casas ligadas à rede de água da Cia. Hidráulica Porto-Alegrense. E a Estatística Predial de 1892 registrou 98 prédios, sendo 95 térreos, 2 assobradados e 1 sobrado.
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40. Rua General Bento Martins, começa na Mauá, junto ao Cais do Porto e termina na Whashington Luís.
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Seu primeiro nome oficial foi Rua do Arroio, dado em 1777, desconhecido pela maioria da população que a apelidara com três nomes distintos, dados por seções:
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Entre a Rua da Praia e a da Ponte “Rua dos Pecados Mortais” ou “Rua dos Sete Pecados”, pois ali existiam sete choupanas que eram alugadas para encontros amorosos.
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Entre a Rua da Ponte e da Igreja “Rua da Bola” porque o comerciante Antônio Pereira da Silva, dono de um armazém de secos e molhados criou um campo de futebol nos fundos de seu mercado para que a freguesia pudesse bater uma bolinha entre petiscos e aperitivos.
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Entre a Rua da Igreja até a Rua do Arvoredo “Rua dos Nabos a Doze”, ou somente “Rua dos Nabos”, pois ali residia um comerciante que ficou famoso por vender doze nabos por um vintém.
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O nome General Bento Martins foi adotado pela Câmara em 1870 em homenagem ao Barão de Ijuí.
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41. Rua General Câmara, começa na Avenida Mauá e termina na Rua Riachuelo.
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Final século XIX
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No início do século XIX, quando o governo central transformou a freguesia em Vila de Nossa Senhora Madre de Deus de Porto Alegre, existiam apenas sete ruas com edificações na península. Três paralelas à margem do Guaíba e quatro transversais.
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Cia. Telefônica - 1870
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A Rua General Câmara era uma dessas transversais e fazia a conexão direta entre a Rua da Praia e o alto da Matriz desde 1799. Já nesta época possuia dois nomes: no trecho entre a Rua dos Andradas e a Rua Riachuelo era conhecida como Rua do Ouvidor, certamente por causa do Ouvidor da Comarca, Dr. Lourenço José Vieira Souto que determinou a execução do seu calçamento à Câmara e, no trecho entre a Rua dos Andradas e a Avenida Mauá, como Beco do João Inácio ou Beco da Garapa, porque este comerciante ali vendia uma garapa de qualidade, procedente de sua chácara localizada no Caminho Novo, que atraía um bom número de apreciadores.
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Década de 1910
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Por volta de 1829 a Rua do Ouvidor passou a ser conhecida, também, por Rua da Ladeira. As três designações coexistiram até 1870, quando a Câmara Municipal oficializou o nome de Rua General Câmara em toda a sua extensão, em homenagem ao General José Antônio Corrêa da Câmara, Visconde de Pelotas.
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Década de 1910
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Apesar da denominação centenária, a Rua General Câmara continua a ser chamada, pela população de Porto Alegre, de “Rua da Ladeira”.
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42. Rua General Canabarro, começa na Rua Siqueira Campos e termina na Rua Duque de Caxias.
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Até 1936 englobava a Rua General Cipriano Ferreira, que vai da Rua Duque de Caxias à Rua Washington Luiz. Segundo o cronista Coruja, esta via era conhecida como Beco do Pedro Mandinga, pois, nas proximidades da Igreja de Nossa Senhora das Dores, residia Pedro de Souza Lobo.

“Depois do seu falecimento – diz Coruja -, este nome foi ficando esquecido por ter sido substituído pelo de Rua Direita ou Rua do Conde de Porto Alegre. Chamou-se Direita por ser muito torta, pois de praia a praia tem nada menos de quatro rumos ou direções diversas e a Rua da Igreja desencontrou-se por tal modo que nas suas duas partes sul e norte as casas de uma não vêem nem podem ver as casas da outra. O que as liga entre si estas duas secções da Rua Direita, é uma pequena parte da Rua da Igreja”. (Antigualhas, Coleção ERUS, p.111)
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A velha Rua Direita também era chamada “dos Quartéis”, por hospedar corpos de tropa e, na esquina da Rua da Praia, os Armazéns Nacionais, e possuía uma ponte de embarque e desembarque em 1827.
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Na administração do Brigadeiro Salvador José Maciel, foi construído, no trecho entre Andradas e Riachuelo, cortando mais de metade da largura da rua, um armazém para guardar cal que, posteriormente, abrigou os corpos de tropa e, finalmente, a Companhia de Inválidos. Em 1873, foi aprovado em requerimento do vereador Martins de Lima para que fosse demolido “ o antigo e arruinado quartel denominado da companhia de Inválidos, colocado no centro da rua Direita”, (...) “a fim de se abrir ao trânsito público a mencionada rua, que se acha obstruída com o dito quartel”.
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Mediante resolução datada de 1879, os vereadores mudaram sua denominação para Rua General Canabarro.
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43. Rua General Cipriano Ferreira, inicia na Rua Duque de Caxias e termina na Washington Luís.
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Constituia, a princípio, um segmento desencontrado da Rua General Canabarro, conhecida pelo nome de Rua da Direita. O cronista Coruja assim a descreveu:
"Chamou-se Rua Direita por ser muito torta, pois de praia a praia tem nada menos de quatro rumos ou direções diversas, e na Rua da Igreja desencontrou-se por tal modo que nas suas duas partes sul e norte as casas de uma não vêem nem podem ver as casas da outra. O ue as liga entre si, estas duas secções da rua direita, é uma pequena parte da rua da Igreja."
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Em 1936, recebeu o nome de Rua General Cipriano Ferreira, em homenagem ao oficial do Exército nascido em Santana do Livramento.
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A pacata Rua General Cipriano era conhecida, no início da colonização açoriana, como “Cova da Onça”. É que ali, numa pequena ladeira coberta por mato fechado, existia a cova de uma onça-pintada. Por muitos anos, os moradores conviveram com a ameaça da presença da fera. Até que, com a intervenção do coronel José Marcelino de Figueiredo, governador do Rio Grande, os caçadores, vindos de Viamão, abateram o animal a tiros de arcabuz. Como prova do feito, o couro da onça foi exposto na Praia do Arsenal. A população passou a viver tranqüila, sem o temor de ser devorada pela fera.
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44. Rua General João Manoel, começa na Avenida Mauá e terminando na Rua Coronel Fernando Machado.
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Registros de 1785 já a denominavam, por motivos desconhecidos, de Rua Clara. Em 1788, o Senado da Câmara decidiu alugar as casas de Antônio Ferreira de Brito para abrigar a sua sede, determinando o despejo dos seus moradores.
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Em 1808, quando estava sendo executado seu calçamento, ocorreu um incidente entre funcionários e o todo-poderoso Ouvidor da Comarca, Doutor Desembargador e Ouvidor da Comarca José Carlos Pinto de Souza, que queria alterar o alinhamento já traçado e acordado com os proprietários em benefícios de um ou dois moradores.
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Em 1829, dois figurões ilustres resolveram fechar o segmento ao sul da Rua da Igreja, amparados por concessões irregulares do Governador da Capitania, o Conde da Figueira. A Câmara reivindicou a posse, esclarecendo que José Inácio da Silva fora ajudante de ordens do Conde da Figueira, articulador da concessão de um terreno de 22 palmos de frente à Rua Formosa (atual Rua Duque de Caxias). O assunto foi parar nos jornais e, com intervenção da imprensa, José Inácio renunciou à parcela do terreno em questão, prontificando-se a demolir o portão que edificara, possibilitando a reabertada da via. Já o Vigário Geral Soledade só fez acordo com o Procurador da Câmara “para desembaraçar o seguimento da Rua” em 1833.
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Entre 1834 e 1844, uma grande pedra localizada na esquina da Rua Riachuelo atrapalhou o trânsito em ambas as ruas e foi objeto de preocupação dos vereadores que só resolveram a questão em 1844 quando o procurador foi autorizado a concluir o serviço.
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Em 1869, por resolução dos vereadores, a velha denominação de Rua Clara é alterada para Rua General João Manoel, em homenagem ao porto-alegrense João Manoel Mena Barreto, combatente da guerra do Paraguai.
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Desde 1883, o município demonstrava preocupação com a urbanização da quadra final, entre a Rua Duque de Caxias e a Rua Coronel Fernando Machado, uma vez que a ladeira do Morro da Formiga criava dificuldades intransponíveis. Em 1844, a Câmara adiou as obras por considerá-las onerosas, “feita, entretanto, a demarcação, para evitar que se construa qualquer obra”. Em 1922, conforme relatório do Intendente José Montaury, foram plantados 20 jacarandás.
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Em 1928, foram construídos o belvedere e a escadaria para a Rua Coronel Fernando Machado, obra da construtora de Theo Wiedersphan. A família Chaves Barcelos, dona dos imóveis do quarteirão, custeou um terço das despesas. Em relatório de 1929, o Intendente Alberto Bins descreve que “A zona compreendida entre o alto do morro e a rua Fernando Machado, aberta e abandonada, era receptáculo de clandestinos despejos de lixo e de junções de toda a natureza, com grave dano à higiene daquela zona”.
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Na Rua General João Manoel foi construída a primeira usina elétrica da cidade, a Cia. Fiat Lux, na esquina da Rua Sete de Setembro.
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45. Rua General Lima e Silva, começa no entroncamento da Rua Coronel Genuíno e Praça Marquesa de Sévigné, e termina na Avenida Ipiranga.
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Em medição judicial ocorrida em 1813 nas terras de João José de Oliveira Guimarães, o Joãozinho da Olaria, proprietário de uma chácara em frente à Várzea (atual Avenida João Pessoa), com 100 braças (220 metros) de frente e 80 braças da frente ao fundo (176m), onde existia uma grande fábrica de tijolos, já se fala na rua nova da Olaria, para a qual faziam fundos as chácaras de vários proprietários, incluindo a do próprio requerente.
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Pelo menos desde 1825 até 1844, a Câmara Municipal desejava que a Rua da Bragança (atual Rua Marechal Floriano Peixoto) tivesse continuidade até a embocadura da Rua da Olaria. Todavia, a oposição dos moradores da Rua de Bragança impossibilitou a abertura.
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A situação da Rua da Olaria, que deixara de ser “nova”, em 1845, era lamentável, tanto que o Vereador Lopo Gonçalves apresentou requerimento nos seguintes termos:
“Achando-se a Rua da Olaria intransitável por causa das muitas águas que a ela acodem do lado da Várzea, acontecendo o mesmo nas quatro ruas travessas – a do 8° Batalhão, a do Firme, a do Israel Paiva, e a última, que é a saída da rua da Olaria – está em tão péssimo estado que basta chover duas horas, para que nela não se possa nem passar a pé, nem a cavalo...”

As quatro transversais a que se refere o vereador seriam, em termos atuais, a Av. André da Rocha, a Rua Avaí, a Rua Sarmento Leite e a Rua Otávio Corrêa, que era a “saída” mencionada no requerimento.
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Em 1870, uma resolução da Câmara Municipal alterou o nome de Rua da Olaria para Rua General Lima e Silva, em homenagem ao comandante geral da Guarda Nacional do Município, morador da Rua da Olaria e membro da Câmara Municipal.
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Neste período, a via não chegava na Rua Venâncio Aires. A existência de terrenos pertencentes a herdeiros menores embaraçou por vários anos a saída para a então Rua da Imperatriz, provavelmente só concretizada em 1879.
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A campanha pela abolição da escravatura repercutiu favoravelmente na Rua General Lima e Silva. Em 1884, A Federação notificava a emancipação de todos os escravos da rua, na qual se afixava uma placa: “Na Rua Lima e Silva todos são livres”.
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O prolongamento até a esquina da Rua Dr. Sebastião Leão só aconteceu de 1911, quando a Intendência Municipal abriu a rua sobre terrenos do Cel. Emílio Guilayn e outros, loteadores das ruas Olavo Bilac, Lobo da Costa e Dr. Sebastião Leão. Muito mais tarde, como a retificação do arroio Dilúvio, foi possível a implantação do segmento final, que vai da Rua Dr. Sebastião Leão até a Avenida Ipiranga.
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Em 1944, um Decreto municipal determinou um alargamento em toda sua extensão, de quatro metros de cada lado da rua, mediante recuo progressivo das construções.
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46. Rua General Portinho,
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47. Rua General Salustiano, começando na Rua do Andradas e terminando na Rua Duque de Caxias.
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Localizada na extremidade da península, é assim descrita pelo cronista Coruja: “Praia do Arsenal. Era este o nome dado à praia ocidental da cidade; nem outro nome podia ter; pois do lado do rio só havia umas duas ou três casinhas de capim que serviam de moradia à gente pobre. Hoje tem a placa de General Salustiano”. Em outro trecho de suas Antigualhas, Coruja sita que a Rua General Salustiano era também conhecida como Rua da Passagem, porque nela desembocava a passagem do gado que provinha da outra margem do rio. Na extremidade ocidental da Rua dos Andradas, havia um desembocadouro para a barca que transportava o gado a partir da Ilha da Pintada, e o “curral de passagem”. Ao sair do curral, o gado era conduzido pelos tropeiros ao longo da Praia do Arsenal, prosseguindo pela Praia do Riacho (hoje Rua Washington Luís) e pela Rua da Margem em direção ao matadouro.
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Em 1824, o Visconde de São Leopoldo doou ao município terrenos na Praia do Arsenal, permitindo que, a partir de 1831, quando foi concluída a medição em sete quarteirões distintos, a Câmara os loteasse e vendesse. Vários deles ficaram reservados para logradouro públicos, mas os da face leste da Rua da Praia do Arsenal tiveram seus lotes vendidos a particulares.
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Entre 1852 e 1855, na face oeste da rua, junto ao Guaíba, foi construída a Cadeia, chamada posteriormente de Casa de Correção.
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Com a instalação dos serviços de água da Cia. Hidráulica Porto-Alegrense, a rua recebeu encanamentos. Mas os assinantes de penas domiciliares eram apenas três em 1869, elevando-se para 15 em 1874, conforme relatórios daquela empresa.
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Uma resolução da Câmara Municipal em 1876 mudou a designação de Rua da Praia do Arsenal para Rua General Salustiano, em homenagem ao General Salustiano Jerônimo dos Reis, Barão de Camaquã, que fez brilhante carreira militar na Revolução Farroupilha e nas campanhas do Uruguai e do Paraguai.
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Nesta época o perigoso trânsito de tropas de gado ainda existia. Aquiles Porto Alegre descreveu em uma de suas crônicas:
“E ia o gado xucro, de cabeça em pé, olhar espantadiço, sacudindo a cola no ar, pela Rua da Passagem, obrigando os moradores do sítio a trancarem as portas com receio de algumas rês entrar pelo corredor a dentro”.

O jornal O mercantil, em 1879, divulgou a seguinte notícia:
“No sábado último, pela manhã, ao desembarcar na Passagem uma tropa de gado vindo do outro lado do matadouro do Sr. José Burkat, dispararam dois touros; um foi logo laçado pelos tropeiros, o outro, porém houve mais dificuldades, pois sendo mais bravo e ligeiro, correu pelas ruas do Riachuelo, Martins de Lima, Arvoredo, até a Várzea, onde morreu extenuado. Assim, pois, a remoção da passagem para o outro local é uma necessidade, e a Câmara Municipal deve tratar quanto antes dessa medida urgente”.
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Em 1894, o Conselho Municipal aceitou a proposta de um empreiteiro para calçar, entre outras ruas, a General Salustiano com pedras retiradas da Rua Voluntários da Pátria. Em 1927 o intendente Otávio Rocha mandou alargar a via para 22 metros, segundo projeto de João Moreira Maciel, de 1914.
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48. Rua General Vasco Alves, tem início na Rua dos Andradas e termina na Avenida Loureiro da Silva.
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Com seis quadras, era conhecida pelos nomes de Beco dos Guaranis, Rua Principal e Rua Principal do Arsenal, pois, por volta de 1773, soldados guaranis da Cavalaria Miliciana, se instalaram na esquina da Rua Riachuelo para proteger a “Casa da Pólvora”. Um raio teria destruído o depósito de explosivos em 1831.
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Em 1829, passa a ser chamada Rua da Guarda Principal devido à presença da legião de artilharia de São Paulo. O nome foi oficializado, provavelmente, quando as ruas receberam emplacamento, em 1843. Em 1870, a Câmara alterou seu nome para Rua General Vasco Alves em homenagem ao herói de Campanhas Platinas.
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Na esquina da Vasco Alves com a Rua Duque de Caxias, encontra-se a tradicional Escola Técnica Ernesto Dornelles, anteriormente ocupada pelo prédio do Colégio Fernando Gomes. Na esquina com a Rua Fernando Machado há uma estranha construção que a população apelidou de “Castelinho”, onde funcionou nos anos sessenta, a casa de dança “Ivanhoé”.
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49. Rua General Vitorino, começa na Rua Marechal Floriano Peixoto e termina na Rua Professor Annes Dias, junto à Praça Dom Feliciano.
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Recebeu dos moradores o apelido de Rua do Arco da Velha, pois ali funcionavam algumas casas de prostituição, mas a designação mais freqüente nas concessões de lotes urbanos, entre 1813 e 1814, era a de Travessa de Baixo. A existência de uma prisão militar determinou que a rua também fosse conhecida como Rua ou Travessa da Prisão Militar. Em 1831, documentos apontam mais um nome -Travessa da Caridade.
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Em 1837 começa a ser adotado o nome de Rua da Alegria, que terminou consagrado nas placas oficiais e pela população. Em 1870, uma resolução altera a denominação de Rua da Alegria para Rua do General Vitorino, uma homenagem ao Barão de São Borja, o militar pernambucano Vitorino José Carneiro Monteiro.
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A estreita rua de apenas três quadras foi ponto de partida dos bondes puxados a burro da Companhia Carris Urbanos, linha Floresta, na esquina com a Rua Marechal Floriano Peixoto. No período de 1900 a 1924, a Faculdade de Medicina e Farmácia de Porto Alegre funcionou num prédio entre as ruas Doutor Flores e Professor Annes Dias. O médico rio-pardense Protásio Alves foi o fundador e primeiro diretor da faculdade.
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50. Rua Jerônimo Coelho, começa na Praça Marechal Deodoro (Praça da Matriz) e termina na Rua Duque de Caxias.
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Recebeu a denominação espontânea de Rua do Poço, pois foi construído, no sopé da íngreme descida que vinha da Rua da Igreja, onde mais tarde se rasgou a Avenida Borges de Medeiros, um poço público. No trecho entre a Praça da Matriz e a atual Avenida Borges de Medeiros, a rua era alagadiça, justificando o outro nome recebido - Rua do Pântano.
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Em 1843, a Câmara intimou os proprietários de casas e terrenos da Rua do Poço para calçarem suas testadas no prazo de quatro meses, contratando o empreiteiro João Antônio de Souza Lima para realizar o aterro, que estimou como necessárias 1000 carradas de aterro. Mas, segundo uma ata de 1844, o contratante teve um grande prejuízo, pois foram necessárias outras 1000 carradas para a conclusão do serviço. Mas, nem o aterro, nem o calçamento resolveram os problemas da Rua do poço, visto que, já em 1850, a via era descrita como intransitável ou em completa ruína.
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Em 1851, os vereadores decidiram intimidar “os proprietários de terrenos onde se estagnam águas na Rua do poço, para que os aterrem”, aplicando a norma da lei provincial de 1850, que previra verba para “o aterro das lagoas e pântanos dos lados da Rua Nova do Poço, desapropriando-se os terrenos dos proprietários que não se puderam, por falta de meios, procederem ao mesmo aterro, devendo posteriormente ser vendidos pela Câmara os terrenos aterrados”.
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O problema foi resolvido através da execução de um esgotamento pluvial adequado, custeado pela Província entre 1856 e 1857, na administração do Brigadeiro Jerônimo Coelho. Isso explica a resolução da Câmara Municipal que denominou a via de Rua São Jerônimo, homenageando o santo protetor do protetor da rua... Só mediante resolução, em 1879, a rua recebeu o nome de Rua Jerônimo Coelho.
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Apesar da excelente localização, permaneceu durante muito tempo com uso predominantemente residencial. A Estatística Predial de 1892 acusou na Rua Jerônimo Coelho 49 prédios, sendo 39 térreos, sete sobrados e três assobradados.
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51. Rua José do Patrocínio, começa no entroncamento das ruas Marechal Floriano, Coronel Genuíno e Demétrio Ribeiro e termina na Rua Dr. Sebastião Leão.
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A idéia de uma rua que “partindo da Figueira vá paralela à da Olaria, a sair na da Imperatriz” surgiu em1857 na Câmara Municipal, que nomeou uma comissão para negociar a doação da área afetada com os proprietários dos terrenos. Entretanto, parece ter havido dificuldades nas negociações e a abertura só foi iniciada por volta de 1870.
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Na planta organizada por Henrique Breton em 1881, chamada de Rua da Concórdia, não ultrapassava o alinhamento da Rua Avaí. Em 1883, a Câmara Municipal solicitou recursos à Assembléia Legislativa “para desapropriar os terrenos necessários ao prolongamento da Rua da Concórdia”. E várias outras resoluções, do mesmo ano e do seguinte, deixam entrever que, entre 1883 e 1884, a Rua Concórdia se estendia gradativamente para o sul.
O Jornal do Comércio anunciava, em 1883, a venda de terrenos “nas futuras ruas Lima e Silva, Concórdia e Venezianos”, sinal de que os três logradouros tinham um desenvolvimento simultâneo.
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A ligação final com a Rua da Imperatriz (atual Rua Venâncio Aires) foi brevemente retardada em 1888, devido à recusa do Comendador Batista em doar parte do seu terreno que interrompia a continuidade da via.
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A Estatística Predial de 1892 registrou 108 prédios térreos e um sobrado.
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Finalmente, em 1911, a rua atingiu sua atual configuração, para além da Venâncio Aires, nos terrenos do Coronel Emílio Guilayan, loteador das ruas Dr. Sebastião Leão, Lobo da Costa e Olavo Bilac.
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Em 1914, o Intendente Montaury alterou o nome original desse logradouro para Rua José do Patrocínio, em homenagem ao ilustra jornalista, negro e abolicionista, nascido em Campos – RJ.
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Em 1944, o Decreto n° 313, do Prefeito Antônio Brochado da Rocha, determinou o alargamento de quatro metros em cada um dos lados, mediante recuo progressivo das construções.
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52. Rua José Motaury, começa na Rua Uruguai e termina na Rua Marechal Floriano Peixoto.
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Década de 1960
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O litoral do Guaíba, recortado e irregular, possuía um braço que entrava terra adentro, até, aproximadamente, o local onde foi edificado o Chalé da Praça XV. No século XVIII, a área era conhecida como Porto dos Ferreiros. Em 1822, a Câmara faz referência a uma Rua da Ferraria, que poderia corresponder à atual José Montaury.
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Na década seguinte, a Praça do Paraíso (atual Praça 15 de Novembro) foi projetada, e aparecem citações sobre a Rua Nova do Paraíso e Rua do Paraíso.
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Em 1839, uma planta registra nessa rua a presença do quartel da Polícia Provincial que originou a alcunha popular de Rua da Polícia. Mas o nome oficial, adotado pelo emplacamento de 1843, provavelmente foi de Rua do Paraíso, nome que aparece nos registros da Câmara Municipal.
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Em 1857 recebeu calçamento, renovado em 1870. Nessa época, segundo o relatório da Cia. Hidráulica, a Rua do Paraíso possuía 32 ligações domiciliares de água. Em 1892, possuía 30 prédios, sendo 18 de sobrado.
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Com a Praça do Paraíso, também teve seu nome mudado para Rua Conde D’Eu, conforme resolução de 1869. Em 1889, com o advento da República, passou a ser Rua 15 de Novembro. Recebeu a denominação atual por decreto do Prefeito Alberto Bins, em 1935, em homenagem à José Montaury, Intendente da Capital de 1897 até 1924.
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53. Rua Marechal Floriano Peixoto, vai da Praça XV de Novembro até o entroncamento composto pelas ruas Coronel Genuíno, José do Patrocínio e Demétrio Ribeiro.
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Rua Marechal Floriano - década de 1900
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Final do século XIX
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Demarcava o perímetro externo no primeiro arruamento da vila. Seu primeiro nome, Rua de Bragança, tem origem desconhecida. Era caminho tradicional de procissões da Matriz, que percorriam a Rua da Igreja (Duque de Caxias), a Rua da Praia, a Rua do Arroio (Bento Martins), retornando à Matriz. É provável que, por este motivo, tenha recebido calçamento já em 1819.
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Casa Negra, início século XX
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A abertura do segmento entre a Duque e “as ruas de baixo” ocorreu por volta de 1844 e ficou conhecido como a “Ladeira do Liceu”, porque ali havia um grande número de escolas particulares para meninas que ensinavam a ler, escrever, coser e a bordar.
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A Casa Negra - importante estabelecimento de fumos desta capital
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Entre 1838 e 1857 funcionou ali o Teatro Dom Pedro II, conhecido como “Teatrinho”, antecessor do Theatro São Pedro, que apresentava espetáculos populares.
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Em 1870, era uma das artérias mais importantes do centro, com forte comércio atacadista e varejista e foi batizada pela Câmara como Rua General Silva Tavares, em homenagem ao Barão de Itaqui. Vinte e três anos depois, Júlio de Castilhos, presidente do Estado, articulou a troca do nome para Rua Marechal Floriano Peixoto, Presidente da República, militar da simpatia dos castilhistas, não admitindo a homenagem ao adversário político Silva Tavares que havia assumido o comando de uma tropa na Revolução Federalista.
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Em 2006, a última quadra da Marechal Floriano, passou a fazer parte do “Caminho dos Antiquários”, passeio cultural que atrai, aos sábados, um público aficionado por antiguidades.
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54. Rua Ofredy Strenge Torgo,
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55. Rua Pinto Bandeira, começa na Rua Voluntários da Pátria e termina na Praça Dom Feliciano.
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Rafaela Pinto Bandeira Freire, na ocasião do loteamento da antiga “Chácara da Brigadeira”, ofereceu à Câmara Municipal terrenos para abertura de uma nova rua, com 60 palmos de largura, “que desemboque em frente à Caridade”. O Código de Posturas proibia a abertura de ruas com menos de 80 palmos (17,60m) de largura. Então, a Câmara Municipal aprova a Lei Provincial n° 1085, de 1877, revogando a norma geral e autorizando a abertura da via para que os terrenos pudessem ser postos à venda. Em 1881, a rua já aparece traçada na planta municipal organizada por Henrique Breton.
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Em 1887 a urbanização continuava precária: “Era intenção da Câmara tornar efetiva a abertura da Rua Pinto Bandeira em toda a sua extensão, mas viu-se inibida de prestar esse serviço pelas reclamações que lhe apresentou o Dr. Israel Rodrigues Barcelos, quanto à abertura da rua na secção compreendida entre a praça de D. Feliciano e a rua São Rafael; tendo então contratado, com o italiano Malfatti Virgilio, por preço vantajoso, a abertura da rua desde a desembocadura da rua São Rafael até a dos Voluntários da Pátria, achando-se esse serviço bastante adiantado.”
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Entre a Avenida independência e a Alberto Bins, a Rua Pinto Bandeira havia uma pedreira, da qual, por muitos anos ainda (pelo menos até 1905) se retiraram pedras para a construção civil e para execução dos cordões das calçadas. Em 1888, os vereadores aprovaram a abertura da Rua Pinto Bandeira neste trecho, aceitando um empréstimo sem juros oferecido pelo Sr. Manoel Py, pelo prazo de um ano e a proposta de Malfatti Virgilio, que propôs executar a obra em troca das pedras extraídas da pedreira.
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Em 1905, segundo o relatório do Intendente José Montaury, o logradouro só foi concluído em seu trecho mais alto naquele ano, após a extração de 760m³ de pedras.
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A Estatística Predial de 1892, que ocorreu na fase inicial da abertura da via, registrou a existência de apenas 12 prédios: oito térreos, um assombrado e três sobrados.
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56. Rua Professor Annes Dias, começa no Viaduto Loureiro da Silva e termina na Avenida Independência.
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Corresponde, com sensível redução, ao traçado da antiga Rua da Misericórdia, assim conhecida desde a construção da Santa Casa de Misericórdia, inaugurada em 1826. Ao ser edificada, em seus primórdios, a Santa Casa estava fora do arruamento urbano, e tal circunstância foi louvada pelo viajante francês Saint-Hilaire, em 1820:
“Sua posição foi escolhida com rara felicidade, ficando perfeitamente arejado, bastante distanciado da cidade para evitar contágios e ao mesmo tempo próximo quanto às facilidades de suprimento médico e farmacêutico”.
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Em 1829, foram registrados pedidos de licença ao município, para particulares construírem na Rua da Misericórdia. Todavia, a urbanização dessa via só fica evidente em 1841, quando a Câmara solicita ao presidente da Província todos os galés existentes nas prisões e nos hospitais militares, para trabalharem nos serviços de aterro e desaterro da Rua da Misericórdia e outras. No mesmo ano, os proprietários foram notificados para executarem as calçadas no prazo de quatro meses. Tais preocupações decorriam, naturalmente, do crescimento da Santa Casa, alavancado pela construção do prédio central, asobradado, do lado esquerdo da capela. O “aformoseamento” da Santa Casa era motivo de orgulho da cidade.
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Pela Estatística Predial de 1892, a Rua da Misericórdia possuía 28 prédios, entre térreos e assobradados.
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A abertura da Avenida Senador Salgado Filho, entre 1939 e 1940, determinou a redução da via ocasionada pela destruição do quarteirão que fazia esquina com a Rua Riachuelo.
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Por lei municipal de 1952, o nome antigo e tradicional foi mudado para “Professor Annes Dias”, em homenagem ao ilustre médico riograndense Heitor Annes Dias.
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57. Rua do Riachuelo, inicia na Rua General Salustiano e termina na Rua Doutor Flores em frente à Praça Conde de Porto Alegre.
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Início século XX
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Um dos mais antigos logradouros da cidade, traçada no primeiro Plano da Vila, elaborado pelo Capitão Alexandre Montanha. Da Rua da Ladeira (atual General Câmara) até a Praia do Arsenal era conhecida como Rua do Cotovelo, devido ao seu traçado que configurava um grande cotovelo atrás do Teatro São Pedro. Da Ladeira até a Praça do Portão (atual Praça Conde de Porto Alegre) era conhecida como Rua da Ponte, devido à existência de uma ponte na esquina com a Avenida Borges de Medeiros.
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Início século XX
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O trecho conhecido como Rua da Ponte possuía sérios problemas de alagamento tanto que, em 1830, um vereador propôs que fossem executados os serviços nas ruas que precisavam ser desaterradas para possibilitar o aterro das que necessitavam, tais como a Rua do Poço e da Ponte. Para isso, sugere ao governo provincial que faça uso dos serviços dos condenados a galés.
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Já na Rua do Cotovelo, o maior entrave era a existência de uma pedreira na esquina com a Rua Clara (atual Rua João Manoel), que ali permaneceu por onze anos, de 1833 a 1844, quando finalmente foi quebrada.
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1906
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Em 1843, na ocasião do emplacamento das ruas, a artéria passou a ser chamada unicamente de Rua da Ponte. Essa designação foi alterada em 1865 para Rua do Riachuelo, para solenizar a grande vitória naval sobre a esquadra paraguaia na "Batalha do Riachuelo".
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A Rua Riachuelo abrigou algumas residências nobres, entre elas a primeira casa de Porto Alegre a ter vidraças, motivo de grande inquietação da população, acostumada a resguardar o interior de suas casas. Nesta casa residiram o “Conde da Cunha”, o Conde de Porto Alegre e o Barão do Jacuí. O Palacete Rocco, na esquina da Rua Doutor Flores foi um dos prédios mais elegantes de Porto Alegre.
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1870
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Em 1886 a União Telefônica se instalou na esquina da Rua General Câmara onde, mais tarde, foi construído o prédio imponente da Biblioteca Pública, um dos maiores ícones da arquitetura positivista do Governo de Borges de Medeiros.
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A Estatística Predial de 1892 registrou o denso povoamento da rua, típico da zona central, totalizando 349 prédios, sendo que 270 térreos, 44 sobrados e 35 assobradados.
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58. Rua Sarmento Leite, começa na Avenida Independência, junto à Praça Dom Sebastião, e termina na Rua José do Patrocínio.
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Era conhecida como o Beco do Juca da Olaria no trecho compreendido entre a Avenida João Pessoa à Rua José do Patrocínio, pois, segundo Coruja descreveu nas Antigualhas:
“Era outra travessa entre a Várzea e a Rua da Olaria, na qual residia com sua família e tinha seu estabelecimento o bom velho, nosso conhecido e há poucos anos falecido, José de Souza Costa, geralmente denominado Juca da Olaria; e o seu estabelecimento Olaria do Juca, para a diferenciar da do Joãozinho que lhe ficava próxima”.

Esse trecho mais antigo já aparece, sem nome, na planta da cidade em 1839, da autoria de L. P. Dias, protegida pelo entrincheiramento que resguarda a cidade na Revolução Farroupilha. Além de ser conhecido como beco do Juca da Olaria, também recebia outras denominações como Beco do José de Souza Costa e Beco do Israel Paiva.
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Em 1845, o vereador Lopo Gonçalves solicitou que fossem executadas melhorias nas condições de trânsito da Rua da Olaria, “por causa das muitas águas que a ela acorrem do lado da Várzea, acontecendo o mesmo nas quatro ruas travessas”.
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Em 1857, o segmento da rua entre a Praça da Conceição (atual Praça Dom Sebastião) e a Osvaldo Aranha, que era inteiramente separado do referido anteriormente, recebeu a denominação de Rua da Conceição.
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Em 1874 a Câmara contratou o aterro da Travessa da Olaria com a Cia. Carris Porto Alegrense, que instalara sua sede na esquina da Várzea e precisava manter a travessa em boas condições, pois havia construído 330 metros de trilhos na mesma travessa, para uma ligação auxiliar entre suas duas linhas principais, a da Rua da Margem e a da Várzea.
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Do outro lado, em 1874, foram realizados aterros na Rua da Conceição, “desde a igreja até o Campo do Bom Fim, fazendo-se as calhas laterais e pondo uma camada de cascalho sobre o aterro e o abaulamento”.
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Em 1876 a denominação de Travessa da Olaria foi alterada para Travessa 1° de Março, lembrando o término da Guerra do Paraguai em 1870.
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Em 1866, a Cia. Hidráulica Porto Alegrense instalou um dos seus chafarizes entre os dois segmentos interrompidos da rua, em plena Várzea. Quando a ligação entre a Rua da Conceição e a Travessa 1° de Março foi executada, o chafariz acabou ficando no meio da via pública, determinando sua retirada em 1907.
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Em 1935, foi denominada de Rua Sarmento leite tanto a antiga Travessa 1° de Março como o prolongamento da Rua da Conceição até encontrar a Avenida Independência, em homenagem solicitada pelos doutorandos da Faculdade de Medicina ao Professor Doutor Eduardo Sarmento Leite da Fonseca, diretor da Faculdade de Medicina, falecido naquele ano.
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59. Rua Senhor dos PasSOS, começa na Rua Voluntários da Pátria e termina na confluência da Rua dos Andradas com a Praça Dom Feliciano.
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Era conhecida como Beco do Cordoeiro, assim descrita por Coruja: “Em terrenos contíguos da chácara da Brigadeira e de Antônio Pereira de Couto havia uma estrada, viela ou atalho, que dava caminho da Caridade para a praia, e que não tinha nome de rua por não ter casas laterais. Edificadas algumas casinhas, foi para uma delas morar um cordoeiro chamado João, conhecido por João Cordoeiro, que deu à rua o nome de Beco do Cordoeiro...”.
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Nas posturas municipais de 1831 e na planta da cidade de 1839, a viela é chamada de Beco do Couto ou Rua do Couto. Em 1836, um anúncio do jornal O Mensageiro, assim como um expediente da Câmara Municipal que solicita a colocação de um lampião para iluminação pública, já se referem ao logradouro como Beco do Cordoeiro.
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Em 1841, deliberando sobre ruas que demandavam melhoramento urgente, a Câmara solicitou ao presidente da Província todos os galés existentes nas prisões, para os serviços de aterro e desmonte nas ruas de Santa Catarina, da Misericórdia e do Cordoeiro.
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Em 1843, o beco recebeu definitivamente o nome de Rua Senhor dos Passos.
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Em 1847, a Câmara sugeriu um alargamento da Rua Senhor do Passos, de 48 palmos para 80 palmos, visando o “aformoseamento do edifício da Santa Casa”, que naquela época estava sendo ampliado. Entretanto o alargamento não foi concretizado, pois o argumento parece não ter convencido o presidente da província, que era precionado pela influência de dona Rafaela Pinto Bandeira Freire, senhora da Chácara da Brigadeira e de toda a face leste da rua.
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Em 1869, depois de instalados os serviços de distribuição de água da Cia. Hidráulica Porto-Alegrense havia, na Rua Senhor dos Passos, 28 ligações domiciliares.
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A Estatística Predial de 1892 registrou 75 prédios construídos na rua, sendo 50 térreos, 14 sobrados e 11 assobradados.
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Em 1944 um alargamento de 8,10m para 14,00m, mediante recuo progressivo das construções, foi determinado por decreto, pelo Prefeito Antônio Brochado da Rocha.
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60. Rua Sete de Setembro, começa na Rua General Portinho e termina na Rua Uruguai, junto à Praça Montevidéu, onde está localizado o prédio da Prefeitura de Porto Alegre.
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Até o início do século XIX a atual Sete de Setembro correspondia apenas à irregular costa do Guaíba, quintal das casas da Rua da Praia. Era conhecida, no trecho entre a Rua General Câmara e o Largo Paraíso (Praça XV de Novembro), como Porto dos Ferreiros e, nas imediações da João Manoel, como Beco da Rua Clara ou Beco dos Marinheiros, freqüentadores das bodegas que ali se estabeleceram.
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Em 1844, recebe o primeiro nome oficial: Rua Nova da Praia, alterado em 1856, para Rua da Alfândega. Em 1860 recebe o primeiro nivelamento e alguns melhoramentos até a Praça da Harmonia (Brigadeiro Sampaio) e do Arsenal de Guerra, assim descrito pelo presidente Antão Fernandes Leão: “O aspecto repulsivo que apresentavam essas praias em toda a extensão em que hoje se acha a praça e o cais da Marinha e o da rua da Alfândega não incomodará mais aquém demandar o porto desta cidade e nem os seus habitantes”.
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Em 1865, no mesmo dia em que a Rua da Praia foi designada Rua dos Andradas, recebeu o nome de Rua Sete de Setembro. Com a abertura da Avenida Borges de Medeiros, foi seccionada na altura da Rua Uruguai.
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A Sete de Setembro é conhecida por todos como um centro financeiro, pela existência de um grande número de instituições bancárias. Dois prédios imponentes e importantes do centro da cidade estão na Sete de Setembro: o da Casa de Cultura Mário Quintana, antigo Hotel Majestic, e o Santander Cultural, antiga sede do Banco do Comércio.
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61. Rua Siqueira Campos, começa da Rua General Portinho e termina na Avenida Borges de Medeiros.
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É conhecida popularmente, pelos moradores de Porto Alegre, como a rua da “Paineira” por haver, próximo à esquina da Travessa Francisco Leonardo Truda, uma paineira – árvore frondosa com flores róseas e frutos que se abrem libertando as sementes envoltas em paina – que se transformou em porto de referência na cidade, devido a sua beleza incomum.
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Em 1850, logo após a implantação da Rua Nova da Praia, já se falava em outra rua litorânea. Esta via, chamada de Rua das Flores, aprovada oficialmente pelo presidente da província com largura de 26,49m “... dado ao grande movimento que deveria ter graças ao cais que se planejava construir...”, permaneceu no papel por muito tempo.
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Em 1900, um mapa publicitário já exibe a Rua das Flores em embrião, totalmente implantada na quadra entre a Rua General Câmara e a Uruguai, possuindo diversos trapiches. As obras de aterro do cais, a partir de 1912, contribuíram para sua conclusão entre a Rua General Câmara até a Rua General Portinho. Em 1915, havia poucas linha telefônica, mas já havia alguns aparelhos instalados na Rua das Flores, nas empresas Cia, Nacional de Navegação Costeira, Bromberg e Cia, Companhia Fluvial entre outras, como indicava o catálogo do ano.
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Em 1931, um decreto do prefeito Alberto Bins alterou o nome da Rua das Flores para Siqueira Campos, em homenagem ao oficial paulista do Exército Brasileiro, Antônio de Siqueira Campos, líder do movimento tenentista.
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62. Rua Uruguai, vai da Rua dos Andradas a Avenida Mauá.
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Surgiu no do século XVIII como um simples beco transversal à Rua da Praia com casario colonial até o Porto dos Ferreiros, adjacente à atual Rua Sete de Setembro, à beira do Guaíba. Recebeu o nome popular de Beco ou Rua da Casa da Ópera, pois, em 1794, ali foi construído um barracão de madeira destinado a servir de teatro, chamado inicialmente de Casa da Comédia e, mais tarde, de Casa da Ópera, que foi destruído pela grande enchente de 1833.
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A designação Beco da Casa da Ópera continuou a ser utilizada pela população, alternada para Rua dos Ferreiros ou beco do Porto dos Ferreiros. A partir de 1860, após definição e urbanização da Rua Sete de Setembro, o alinhamento do Beco da Ópera foi marcado, desta em direção ao Guaíba, que era tomado cada vez mais pelos contínuos aterramentos.
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Em 1869, o aterro do Porto dos Ferreiros provoca expressiva transformação naquela área e o nome Beco da Ópera é substituído por Rua do Comércio, devido à grande quantidade de lojas de tecidos que reforçavam sua vocação comercial. No princípio do século XX, a Rua do comércio é prolongada até a Rua das Flores (Siqueira Campos) e o prédio do Paço Municipal é concluído.
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Em 1916, o Intendente José Montaury, em homenagem à República do Uruguai, alterou o nome da Praça Municipal para Praça Montevidéu e da Rua do Comércio para Rua Uruguai. Por volta de 1920, com a construção do Cais do Porto, a rua é prolongada até a Avenida Mauá.
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63. Rua Vigário José Inácio, começa na Avenida Mauá e termina na Rua Duque de Caxias.
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Conhecida como Rua do Bandeira, foi assim descrita pelo cronista Coruja:
“Seus moradores se contavam por unidades, pois não chegava à dezena: começando por cima via-se com frente ao nascente a casa da família do velho Bogango, pai de José Mulher, em frente a esta, mais abaixo, a de D. Catarina Benfica, parente da família Portinho; seguia-se um grande banhado até a Rua da Ponte; mais abaixo o Trem Velho, com o Manoel da Fazenda em frente, e nada mais; o tal Bandeira que lhe dava o nome, morava na esquina do Caminho Novo. Depois que em 1816 aí lançaram a pedra fundamental da Igreja do Rosário, começaram a chamá-la Rua do Rosário”.
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De fato, só a partir de 1813 os governadores da Capitania começaram a conceder, por doação, os terrenos da então chamada Rua do Bandeira, simultaneamente a formação da Rua da Graça (parte superior da Rua dos Andradas), da Rua de Santa Catarina (atual Rua Doutor Flores) e da “Travessa de Baixo”, (atual Rua General Vitorino).
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Apesar da construção da Igreja do Rosário, entre 1817 e 1827, pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, uma confraria de negros livres e escravos o nome de Rua do Bandeira sobreviveu por muito tempo.
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Segundo o plano oficial da cidade, a Rua do Bandeira não deveria acabar na crista da colina, mas sim descer para o sul. Em 1824, a Câmara realizou uma inspeção no lugar onde a Rua do Bandeira “atravessa a Rua Alegre” (nome de um dos segmentos da Rua Duque de Caxias), objetivando a fixação do alinhamento que fora requerido pelo Cel. Francisco Barreto Pereira Pinto. Decidiram, de acordo com o parecer de seu engenheiro, “que a rua seguisse em direitura como se acha marcada, cortando pela pequena casa de meia água pertencente à Confraria de Nosso Senhor dos Passos”.
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Em 1829, a Câmara intimou Francisca Urbana da Fontoura Barreto (viúva do Coronel antes referido, que falecera em 1825), para “demolir o muro que construiu unido à casa de sua morada”. (...) “que, no ato da inspeção, se notou impedir o segmento da Rua do Bandeira”. Como dona Francisca era de família poderosa, após quinze dias, os vereadores deferiram a revogação da ordem que haviam dado e optando por uma ação judicial. Em 1833, a Câmara aprovou uma proposta para tentar uma conciliação, “para pôr franco o segmento da Rua do Bandeira”, que, pelo visto, não teve êxito. Já não era a primeira vez que famílias poderosas fechavam espaços de uso comum do povo.
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Em 1844, quando a cidade começava a recompor-se da Guerra dos Farrapos, os proprietários da Rua do Rosário foram intimados a calçarem as testadas de suas casas, no prazo de dois meses.
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Em 1869, após a implantação dos encanamentos de água da Cia. Hidráulica Porto-Alegrense, o calçamento foi providenciado, desde o Caminho Novo (atual Rua Voluntários da Pátria) até a Rua Riachuelo. O número de ligações domiciliares de água, naquele ano, já alcançava 52.
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Em 1977, a Câmara Municipal altera seu nome, Rua do Rosário, para Rua Vigário José Inácio, em homenagem ao Padre José Inácio de Carvalho Freitas, vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, que acabava de falecer.
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Em 1892, pela Estatística Predial, a rua já alcançava pleno desenvolvimento: contava 149 prédios, sendo 105 térreos, 13 assombrados e 31 sobrados.
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O aterro do cais do Porto, com a implantação das avenidas Júlio de Castilhos e Mauá, ocasionou o prolongamento da Rua Vigário José Inácio até essa última artéria.
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Em 1944, o Prefeito Antônio Brochado da Rocha determinou seu alargamento, por decreto, em quatro metros de cada lado, mediante recuo progressivo, com a formação de galerias para o trânsito de pedestres.
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64. Rua Vinte e Quatro de Maio, começa na Rua Duque de Caxias como escadaria para pedestres e termina na confluência da Rua Avaí com a Primeira Perimetral.
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O cronista Coruja, nascido em 1806, descreve o então chamado Beco da Fonte como “um beco estreito e ladeirento cujas casas se contavam por unidades”.
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Em registros da Câmara de 1833 encontra-se um requerimento de Francisco Jacques Nicoz, residente à “rua da viela da Fonte desta cidade”.
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Já em 1841 é registrado um requerimento de José de Souza Costa, o Juca da Olaria, morador da atual Rua Sarmento leite, que emprestou sua primeira designação àquela via pública como “Beco do Juca da Olaria”, solicitando o alinhado de um terreno no Beco do Jacques, nome dado após o escrivão de ausentes Francisco Jacques Nicós ali ter fixado residência.
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Em 1845, a Câmara Municipal cogitou seu prolongamento até a Rua Sarmento leite, mas desistiu por não haver recursos para desapropriações.
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Em 1879 o nome Beco do Jacques foi alterado oficialmente para Rua Bento Gonçalves, o que pareceu a Coruja uma homenagem irônica ao grande herói da Província.
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Uma lei municipal de 1936 alterou novamente seu nome, desta vez para Rua Vinte e Quatro de Maio, em homenagem à batalha de Tuyuty. Todavia, a viela continuou, por muito tempo, conhecida pelo nome popular.
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Em 1942, o Prefeito José Loureiro da Silva procedeu obras de alargamento e embelezamento da Rua 24 de Maio, construindo uma escadaria ajardinada, entre a Rua Duque de Caxias e a Avenida André da Rocha.
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65. Rua Voluntários da Pátria, começa na Rua Marechal Floriano Peixoto, em frente à Praça Pereira Parobé (atual Terminal Pereira Parobé) e termina na Rua Júlio Castilhos de Azevedo, no Bairro Navegante.
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Final século XIX
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A abertura de uma nova via de acesso à vila de Porto Alegre, fora do esquema viário primitivo começou em 1806, no Governador Paulo José da Silva Gama, que assim a descreveu ao rei:
“Abriu uma estrada e caminho público que ao mesmo tempo em que servia a facilitar a comunicação da Vila para as quintas situadas na margem do rio, era um passeio cômodo e agradável para os moradores, pela sua situação, largura e sombra que lhe faziam as árvores plantadas de um outro lado”. 

Esse caminho marginal ao rio recebeu o nome de Caminho Novo. Seu sucessor, Dom Diogo de Souza, deu prosseguimento às obras, numa extensão de quase quatro quilômetros, até a Várzea do Gravataí, construindo uma casa de campo, com formoso portão, quase na extremidade do percurso.
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Casarão no Caminho Novo
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Se não fosse pelo estaleiro que Joaquim José de Azevedo logo instalou junto ao rio, nas imediações da atual Praça Rui Barbosa, ninguém adivinharia o destino comercial e industrial que estava reservado ao novo caminho: ele continuaria sendo, por muito tempo, “uma bela alameda plantada da banda do rio de árvores frondosas” , como a descreveu o cronista Nicolau Dreys em 1839, sendo o lado oposto ao rio, “bordado de ricas chácaras, de jardins aparatosos, abundantes de flores e de frutos” (Notícia Descritiva, etc., Rio Grande, 1927, p.88).
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Final século XIX
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O desenvolvimento urbano do Caminho Novo permaneceu estagnado durante vários anos, como o de toda Porto Alegre, devido à Revolução Farroupilha. Em razão do prolongado sítio imposto pelos rebeldes, entre 1836 e 1840, o valo que protegia a cidade, com baluartes artilhados, cortava o Caminho Novo na altura da atual Rua Pinto Bandeira, onde existia um portão, com ponte levadiça, que controlava o acesso à praça. Durante o cerco, os equipamentos públicos essenciais foram instalados dentro da área do entrincheiramento. Por essa razão, o matadouro de gado foi transferido para a então chamada Praça do Estaleiro (atual Praça Rui Barbosa - Centro Popular de Compras), onde aportavam as embarcações que traziam gado ou carne.
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Junto ao cais (atual praça Parobé) - década de 1910
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A Municipalidade de Porto Alegre travou uma luta histórica por conservar, como domínio público, para que toda a população pudesse usufruir, o lado da rua que dava fundos para o litoral. Já em 1825, diante de um requerimento de concessão de terras naquela margem, a Câmara resolveu que “em toda a extensão do dito Caminho (...) não havia lugares para se erigirem edifícios, por se achar o rio em dita extensão beirando a rua”, com canoas amarradas, pilhas de lenhas para consumo e madeiras de construção. Todavia, o município não resistiu à constante pressão dos particulares que pleiteavam para si o aforamento daqueles terrenos, considerados da Marinha, e por isso confiados ao domínio direto do Governo Imperial. A Câmara conseguiu apenas garantir a doação, para logradouro público, da área situada entre as embocaduras das atuais ruas Vigário José Inácio e Barros Cassal, formalizada em 1861 pelo Conselheiro Joaquim Antão Fernandes Leão, presidente da Província. Todo o restante da margem do rio, a contar da embocadura da Rua Barros Cassal, foi concedido pelo governo central, a partir de 1869, em aforamento perpétuo aos proprietários de outra face da rua, na proporção de suas respectivas testadas.
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1957
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Em 1870, o Caminho Novo recebeu o batismo oficial de Rua dos Voluntários da Pátria. No mesmo ano, a Câmara providenciou o inicio do calçamento da primeira quadra, até a Rua do Rosário, pois as reclamações eram constantes contra “os grandes pantanais e atoleiros” formados durante o período das chuvas, em virtude da intensa utilização do caminho pelas carretas que se dirigiam ao Mercado.
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Lojas Mesbla (Grande Magazine) - 1960
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A rua sofreu expressiva alterando com a implantação da ferrovia para São Leopoldo, ao longo de toda sua extensão, cuja estação foi edificada em 1874, sob protestos dos moradores e da Câmara Municipal, na esquina da Rua da Conceição.
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A presença da ferrovia, e a utilização da margem do rio para o estabelecimento de trapiches, depósitos, estaleiros e oficinas, iriam traçar definitivamente o destino do Caminho Novo, transformando-o, de um passeio bucólico, numa suja rua de armazéns de atacado e indústrias. A prosperidade de suas empresas refletia-se, contudo, na solidez e ornatos dos sobrados neoclássicos.
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A partir de 1881, começaram os esforços para retirar os carreteiros que freqüentavam a Praça Rui Barbosa (chamada de Praça das Carretas). Foi esse um processo lento, pois os comerciantes da rua eram contrários à retirada dos carreteiros. Parece que, só em 1894, quando a Intendência Municipal fixou o Campo da Redenção como paradeiro oficial das carretas, estas deixaram definitivamente a Voluntários da Pátria. A rua continuou sendo, todavia, por muitos anos, o paraíso das carroças puxadas a cavalo ou burro. Tais carroças, até serem substituídas totalmente pelos caminhões, na década de quarenta, povoavam toda a artéria, lotando o largo da Estação e as ruas adjacentes.
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A construção do novo cais do porto, nas décadas de 50/60 que aterrou uma larga faixa de terrenos, isolou a Rua Voluntários da Pátria do Guaíba, acarretando uma certa degradação, que acabou por afastar as sedes de inúmeras empresas e de diversos clubes náuticos.
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Notícia do Correio do Povo 03 de abril 1909. 
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Rua Voluntários da Pátria, Caminho Novo
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A’ Intendencia – Diversos commerciantes do Caminho Novo, entre as ruas Marechal Floriano e dr. Flores, pedem-nos reclamemos da Intendencia Municipal sobre o estado em que se acha aquelle trecho. Depois que se refez o empedramento, por occasião dos trabalhos de exgottos, não foram retiradas a arêa e a terra ali deixadas pelos trabalhadores. Assim, quando venta, a poeira é insupportavel, e, em dias de chuva, a rua fica transformada em verdadeiro pantano. 
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66. Rua Washington Luis, começa na confluência das ruas Duque de Caxias e General Salustiano e termina na Rua Espírito Santo.
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Praia do Riacho
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Era conhecida como a Praia do Riacho, pois demarcava o litoral sul da península central e a embocadura e o curso inferior do Riacho, antes do aterro.
Em 1824, a Câmara Municipal publicou em edital “para que mais ninguém continue a tirar areia no Caminho de Belas e mais Praia do Riacho, no caminho pelo qual se transita”. Era o caminho escolhido para o trânsito das tropas de gado, quando se deslocavam da Passagem, na Praia do Arsenal, para o matadouro localizado próximo à Várzea.
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Há indícios, desde o século XVIII, da existência de moradores na Praia do Riacho, que conviviam com a freqüente passagem das tropas de gado e com os despejos da cidade na frente de suas casas. Em 1850, os vereadores receberam um abaixo-assinado pedindo providências quanto aos despejos de “imundices e fezes excrementícias dos quartéis e cadeia desta capital perto das casas em que moram os suplicantes”.
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O município resistiu às tentativas de privatização dos terrenos junto ao rio, no lado sul da rua. A Câmara informa, em 1863:
“Por ser este um logradouro público de que se acha de posse desde que começou a povoar-se esta Cidade, e porque está destinado a tomar maior dimensão com o cais, cuja planta já mandou levantar a Assembléia Provincial, e que se projeta para todo aquele litoral da Cidade”.

Entretanto, os presidentes da Província foram menos sensíveis e cautelosos que os vereadores: no mesmo ano, um certo Dr. Francisco Antônio Pereira da Rocha obteve o aforamento de 90 braças de terreno junto ao rio, apesar dos protestos da Câmara. E, pouco depois, a companhia que instalou o gasômetro para produção de gás de iluminação, também foi favorecida com a doação de um terreno contíguo ao anterior. Neste último caso, com anuência dos vereadores.
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ACM
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O litoral da Praia do Riacho era utilizado por lavadeiras e por alguns depósitos de lenha. Em 1886 passou a se chamada de Rua Major Pantaleão Teles, herói da Campanha do Paraguai. Nesta época, havia na região uma Estação de Trem a estrada de ferro de onde partia o conhecido “Trenzinho da Tristeza”, que fazia a ligação com o tradicional balneário fluvial (Riacho/Tristeza).
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O Senador Men de Sá assim a descreve:
“Era zona de classe média, famílias ‘remediadas’ como se dizia então, com a moral, os costumes, a decência e os ridículos, característicos deste segmento social. Havia tudo que figura nos romances, incluindo os saraus, a declamação ao som da Dalila, os namoriscos...”.
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Nas décadas de quarenta e cinqüenta a rua, socialmente degradada, tornou-se um dos maiores focos de meretrício da cidade. Em 1958, quando as casas de lenocínio foram retiradas, a rua teve seu nome alterado, a pedido dos novos moradores, para a Rua Washington Luís, em homenagem ao ex-presidente da República, Washington Luís Pereira de Souza.
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67. Travessa Araújo Ribeiro,

68. Travessa dos Cataventos,

69. Travessa Engenheiro Acelino de Carvalho,

70. Travessa Francisco Leonardo Truda,

71. Travessa Mario Cinco Paus, começa na Avenida Borges de Medeiros e termina na Rua Uruguai.
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72. Travessa Tuiuty,


Outras vias da cidade de Porto Alegre
Outros Bairros

Avenida Azenha ou da Azenha,
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Século XIX
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Avenida Benjamin Constant,
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Avenida Benjamin Constant com Rua Olinda - início século XX
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Igreja São João Batista - 22.06.1969
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Avenida Cristovão Colombo,
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Cervejaria Bopp - década de 1900
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Cervejaria Bopp, atual Shopping Total
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Avenida Cristovam Colombo com avenida Benjamin Constant - década 1960
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Avenida Getúlio Vargas, antiga rua 13 de Maio
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Ponte sobre o Arroio Dilúvio, século XIX
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Avenida Farrapos,
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Abertura da av. Farrapos, década de 1940
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Presidente Jango e Primeiro Ministro Tancredo Neves - 1961
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Avenida Praia de Belas,
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Projeto Plano Diretor para orla aterrada da Praia de Belas - 1953
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Avenida Oscar Pereira,
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Década de 1900
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Avenida President Roosevelt, antiga av. Eduardo
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Av. Eduardo, junto ao Cine Thalia - década de 1910
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Estrada da Cascata,
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1900
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Rodovia BR 290, Freeway
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Inauguração da BR 290 (Freeway) - 1973
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Inauguração da Freeway
Foi na tarde de 26 de setembro de 1973, uma quarta-feira, que o presidente Médici, acompanhado de ministros, inaugurou a então mais moderna via expressa do país: a auto-estrada Porto Alegre-Osório da BR-290. A solenidade foi debaixo do trevo da travessia do Guaíba. A placa que lá existia (foi roubada e nunca reposta) registrava o evento. Grande número de populares acompanhou o ato de cima da ponte. O ministro Mário Andreazza, o grande tocador de obras, foi o único orador da cerimônia. Só no final de sua fala é que revelou o nome oficial que a rodovia estava recebendo: “Auto-Estrada Marechal Osório”. Denominação que, na prática, acabou sendo esquecida. Hoje, de certa forma por culpa da imprensa, todo mundo prefere chamá-la à moda americana: “Freeway”. Mais um dos nossos modismos. Mas Anreazza deixou  também, no seu discurso, um recado importante. Foi quando, dirigindo-se aos motoristas, disse: “Esta rodovia foi feita para ser aproveitada e não para encurtar vidas”.
Cobre um percurso de 96 quilômetros e, ao ser entregue, apresentava mais de duas mil placas de sinalização e recebera mais de 33 mil mudas de plantas no canteiro que separa os dois conjuntos de pistas. Acompanhei a inauguração como integrante da comitiva presidencial, fazendo a cobertura para a Agência Nacional, hoje Radiobrás. Lembro que, embora as placas indicassem a velocidade de até 120 km, o comboio oficial não chegou a tanto: gastou uma hora e dez minutos até Osório. Recordo ainda que, na altura das lagoas, um dos carros da comitiva teve um pneu furado. Parou no acostamento para providenciar a troca. O veículo da imprensa encostou para prestar socorro, mas não foi necessário. Outro episódio fora do ritual foi proporcionado por um jornalista que foi pego com credencial falsa. Ameaçado de detenção, ficou muito assustado e acabou solto, mas impedido de fazer a cobertura. A inauguração da auto-estrada terminou, já noite, com um grande churrasco no galpão do CTG Marquês do Herval, no Parque Marechal Osório. O presidente Médici veio acompanhado de sua mulher, dona Scila, dos ministros Andreazza, dos Transportes;  João Leitão de Abreu, Casa Civil;  e João Batista Figueiredo, Casa Militar, mais o diretor-geral do DNER, Elizeu Resende, e  o deputado federal Arnaldo da Costa Prieto  Os anfitriões no Estado foram o governador Euclides Triches, acompanhado de dona Neda, e o comandante do III Exército, general Oscar Luís da Silva, além de inúmeras outras autoridades locais. 
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Rua Comendador Coruja,
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1970
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Rua Garibaldi,
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Em direção aos Campos da Redencpção - final século XIX
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Rua João Telles,
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Em direção ao Bom Fim - 1900
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Rua Luiz de Camões,
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Táxis junto a igreja São Jorge (em obras) no Parthenon - 1950
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Rua Miguel Tostes,
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Local da atual rua Miguel Tostes - final século XIX
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Rua Ramiro Barcelos,
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Junto a Voluntários da Pátria (antigo Caminho Novo) - 1906
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Dados de Porto Alegre - Linha do Tempo

de 1772 à 2000
Porto Alegre e seus dados e suas estórias

OS PRIMITIVOS HABITANTES
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Os grupos silvícolas que habitaram a região onde surgiria Porto Alegre pertenciam ao grande grupo indígena guarani.
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Ao sul, pelas margens do Guaybe haviam grupos da tribo guarani. Ao norte, pelas margens do Gravataí (atual Passo da Areia) localizavam-se os Tapi-mirim (moradores da pequena aldeia), adversários dos Tapi-guaçú (moradores da grande aldeia), residentes outra margem do Rio Gravataí.
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A LENDA DE OBIRICI
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Obiricí
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O filho do cacique dos Tupi-mirim freqüentemente fazia visitas à tribo Tupi-guaçu. Jovem e de boa aparência, conquistou o amor de duas cunhãs (moças) tipi-mirins. A bela Obirici, filha do cacique, e outra moça, filha de um índio simples. Para decidir com quem ficaria, o jovem tupi-mirim fez um torneio entre as duas: a que acertasse maior número de flechaços em um alvo seria sua eleita. Obirici perdeu, e vencida pela tristeza, passou a chorar. Suas lágrimas, inundaram a região, formando um riacho que correu pelas areias até o Rio Gravataí. Nasceu o Ibicuiretã ... ou Passo da Areia.
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Estátua de Obirici, na Volta do Guerino
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Hoje na região localiza-se o próspero bairro Passo da Areia, onde foi construído um viaduto que foi batizado como Viaduto Obirici, homenagem à bela índia tupi-mirim.
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O PRIMEIRO POVOADO
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No século XXVII o Rio Grande do Sul era grande produtor de gado. Por isso, vinham de São Paulo, tropeiros, em busca dessa riqueza. Em suas andanças pelo Rio Grande usavam certas localidades para seus pousos, que paulatinamente transformavam-se em povoados. Porto Alegre nasceu dessa forma.
Um tropeiro, chamado Jerônimo de Ornelas Menezes e Vasconcelos, originário da Ilha da Madeira, casado com Lucrécia Leme Barbosa, instalou-se, por volta de 1732, nos Campos de Viamão, às margens da Lagoa de Viamão (Guaybe dos indígenas). Assim o fazendo, Jerônimo conquistou direitos sobre essas terras. Em 1939 requereu a posse das terras, recebendo a carta de sesmaria em 5 de novembro de 1740. Jerônimo trouxe, assim, para cá seus parentes e agregados, firmando uma comunidade de aproximadamente 100 almas, construindo sua casa no alto do Morro Santana.
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AS TRÊS SESMARIAS QUE DERAM ORIGEM A PORTO ALEGRE
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Em 1732 Jerônimo de Ornelas Menezes e Vasconcelos estabeleceu-se no Porto de Viamão, no Morro Santana. Em 5 de novembro de 1740 Jerônimo obteve a legalidade de sua posse. A Sesmaria de Santana foi destinada à criação de gado, e tinha uma área aproximada de 14.000 hectares. A Sesmaria foi vendida mais tarde a Inácio Francisco de Melo, e desapropriada, em abril de 1769, pelo governador do Rio Grande, José Marcelino de Figueiredo, para a fundação da cidade de Porto Alegre.
A Sesmaria de São José pertenceu a Sebastião Francisco Chaves, que em maio de 1733 requereu os direitos sobre as terras situadas logo ao sul do Arroio Jacareí, recebendo a concessão em 30.3.1736. A sede da sesmaria era próximo ao local onde hoje se situa a Gruta da Glória. Tinha duas léguas da frente a fundos. Estão compreendidos nessa extensão os atuais bairros Praia de Belas, Menino Deus, Azenha, Santana, Partenon, Santo Antônio, Medianeira, Glória, Teresópolis, Nonoai, Santa Teresa e Cristal.
Dionísio Rodrigues Mendes era o dono da Sesmaria de São Gonçalo, com sede no local onde se formou Belém Velho. Tinha duas léguas de frente a fundos, e correspondia aos atuais bairros da Vila Assunção, Vila Conceição, Pedra Redonda, Camaquã, Cavalhada, Tristeza, Ipanema (parte), Vila Nova e Belém Velho.
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A CHEGADA DOS AÇORIANOS
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Em 1745, devido à insistência do Brigadeiro José da Silva Paes, governador da Capitania de Santa Catarina, o Rei de Portugal autorizou a emigração dos primeiros casais oriundos das Ilhas dos Açores, naquela época com excesso de população. O Rio Grande do Sul, todavia, não foi beneficiado, pois aqui ainda ocorriam lutas entre lusos-brasileiros e espanhóis. Somente mais tarde, após a celebração do Tratado de Madrid, o Governo Metropolitano de Lisboa ordenou ao novo governador de Santa Catarina, Manoel Escudeiro de Souza, que enviasse ao povoado da Lagoa do Viamão alguns casais que estavam por chegar ao Brasil. Em vez disso, o Manoel Escudeiro mandou casais já radicados em Santa Catarina, no que foi censurado pelo rei.
Foi então que um grupo de açorianos deixou a Vila do Desterro (hoje Florianópolis) em meados de abril de 1751, chegando no porto do Rio Grande, expalhando-se pelo interior.
Somente um casal decidiu seguir até o Porto do Dorneles: Francisco Antônio da Silveira, o Chico da Azenha, que recebeu um lote de terras além do Arroio Dilúvio, construindo sua casa onde mais tarde seria construído o Cinema Castelo. Francisco também construiu uma azenha (moinho movido a água) para moagem do trigo (daí a origem do nome do bairro Azenha), no local onde está o Hospital Ernesto Dorneles, plantando toda a região, até a beira do morro onde atualmente se encontram os cemitérios.
No final de 1751 chegou ao Desterro novo grupo de açorianos. O Governador Manoel Escudeiro selecionou, então, sessenta casais, que com seus filhos formava um grupo de aproximadamente 300 pessoas, que no início do ano seguinte seguiram para o Rio Grande do Sul, na nau Nossa Senhora da Alminha. No final de janeiro desembarcavam todos no Porto do Dorneles indo instalar-se no Morro de Santana e adjacências.
O local, contudo, tinha pouca água. Em razão disso terminaram por se deslocar para as margens da Lagoa do Viamão, estabelecendo chácaras próximas ao povoado e estâncias um pouco mais longe.
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O PORTO DE SÃO FRANCISCO DOS CASAIS
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No início o Porto de Viamão constituía-se por um aglomerado de casas de palha ao longo de três ou quatro ruas, que tinham os nomes do principal morador ou do mais antigo. Entretanto, quando chegaram os casais açorianos passaram a construir olarias, surgindo então as primeiras casas de pedra, cobertas de telhas, que se foram localizando na Rua da Praia, próximo à atual ponta do Gasômetro, naquele tempo conhecida como Ponta de Pedra.
Começou a surgir a São Francisco dos Casais, com ruas e suas casinhas brancas com janelas e portas azuis.
O povoado localizava-se onde atualmente se encontram a Rua dos Andradas, a Washington Luiz, a Duque de Caxias e Riachuelo. Mais tarde surgiram chácaras ao longo da Estrada da Azenha, até a ponte de madeira construída por Chico da Azenha, ocupando um e o outro lado do atual Parque Farroupilha.
A primeira igrejinha do povoado foi construída onde atualmente está a Praça da Alfândega. Ali também ficava o porto.
Alguns casais instalaram suas casas nos altos da atual Avenida Independência, onde plantavam e moiam trigo. Os moinhos que construíram é que deram nome ao bairro Moinhos de Vento.
Na Praia de Belas, já no século XIX, estabeleceu-se com uma chácara Antônio Rodrigues de Belas, que deu nome ao lugar.
O Guaíba, então, ia até a Praça da Alfândega (hoje Senador Florêncio). Sua margem prosseguia por onde passa atualmente a Rua Siqueira Campos, prosseguindo até o Navegantes junto a Rua Voluntários da Pátria (antigo Caminho Novo).
Nos atuais bairros do Partenon, Medianeira, Glória, até Itapuã haviam estâncias, de onde vinha a carne e o leite para o povoado.
Assim, o primitivo Porto do Viamão deu lugar ao povoado do Porto do Dorneles, ao qual seguiu-se a Freguesia do Porto de São Francisco dos Casais.
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A NOVA CAPITAL
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Quando José Marcelino de Figueiredo tomou posse da Comandância da Capitania de São Pedro do Sul, em 23 de abril de 1769, não lhe agradou do local onde estava a capital. Foi então visitar o Porto dos Casais. Desde então passou a trabalhar para que ali se instalasse a capital. Em 1771 foi autorizado pelo então Vice-Rei para preparar a localidade para sediar a capital.
José Marcelino então determinou que seu substituto, o Ten. Cel. Antônio da Veiga de Andrada passasse a tratar da urbanização do Porto dos Casais. O Cap. Eng. Alexandre José Montanha ficou encarregado dessa tarefa.
Foi preciso desapropriar as terras de Inácio Francisco, localizadas na colina, o melhor ponto para a construção da Igreja Matriz, do Palácio e da casa da Real Fazenda. As obras passaram a ser realizadas, enquanto que José Marcelino, no Rio, procurava obter as leis necessárias à instalação da nova capital.
Finalmente foi assinada a Provisão Régia de 26 de março de 1772, desmembrando o Porto dos Casais de Viamão, criando a freguesia do Porto dos Casais e anexando Viamão à nova freguesia. No mesmo dia foi editada a Provisão Eclesiástica, sendo nomeado primeiro vigário da nova freguesia o padre José Gomes de Farias, que iniciou suas atividades no dia 29 de setembro do mesmo ano. Em 18 de janeiro de 1773 foi publicado o Edital Eclesiástico mudando o orago de São Francisco dos Casais para Nossa Senhora Madre de Deus de Porto Alegre, que por alvará de 20 de outubro de 1795 passou a ser Paróquia Perpétua.
José Marcelino de Figueiredo renomeado em 5 de abril de 1773, retornou do Rio, realizando detalhada inspeção nas obras de transferência da capital, transferindo sua residência para o Porto dos Casais, no dia 25 de julho de 1773, data em que a localidade transformou-se em capital da província.
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A CRIAÇÃO DA VILA DE PORTO ALEGRE
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Porto Alegre transformou-se em capital da capitania quando ainda era mera freguesia. Isso perdurou até 1808. Foi o Governador Paulo José da Silva Gama quem, através de cartas dirigidas à Coroa, obteve uma Carta Régia, datada de 19 de agosto de 1806, autorizando-o a regulamentar as quatro vilas que integrariam a capitania: Rio Grande, Vila Príncipe (Rio Pardo), Vila Anádia (Santo Antônio de Patrulha) e Porto Alegre. Entretanto, antes da criação das quatro vilas, O Príncipe D. João elevou a capital da capitania à categoria de vila, pelo Alvará de 23 de agosto de 1808. Todavia, a instalação da nova vila só ocorreu em 11 de dezembro de 1810, quando a Câmara Municipal lavrou o “Auto de Criação desta Vila de Porto Alegre”. E no dia 13 do mesmo mês foi lavrado o “auto de Demarcação e Declaração dos limites que ficam pertencendo a esta Vila de Nossa Senhora Madre de Deus de Porto Alegre”.
No ato de instalação da vila, levantou-se um pelorinho. Tosco, de pedra bruta, não tinha mais do que um metro e meio. Ignora-se onde foi localizado.
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ORIGEM DO NOME PORTO ALEGRE
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Nossa cidade teve diversos nomes: Primeiramente, Porto do Viamão, depois Porto do Dorneles, em seguida Porto de São Francisco dos Casais, ou Porto dos Casais, e, ao ser criada a Freguesia, Nossa Senhora Madre de Deus de Porto Alegre.
Não se sabe ao certo como surgiu a expressão Porto Alegre na denominação da freguesia, de onde, por certo, veio o nome de nossa cidade.
Segundo o historiador Walter Spalding, Porto dos Casais passou a se denominar Porto Alegre “por inspiração patriótica portuguesa, e religiosa” escolhidos por D. Frei Antônio do Desterro, que assinou o ato de criação da Freguesia.
Na época, a cidade de Portoalegre, localizada no Alto Alantejo, em Portugal, se notabilizara pela luta entre portugueses e espanhóis pelas fronteiras dos dois países. Por isso teria seu nome sido lembrado para a nova freguesia.
Há historiadores que afirmam, entretanto, que a origem do nome está na bela localização à margem do Guaíba e no encantamento dos morros que cercam a cidade.
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PORTO ALEGRE SE TORNA CIDADE
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Pela Carta de Lei, de 14 de novembro de 1822, o Imperador D. Pedro I elevou a Vila de Nossa Senhora Madre de Deus de Porto Alegre à categoria de cidade.
Apesar da importância do evento para a cidade não houve qualquer solenidade, como também não foi lavrada nenhuma ata de elevação da vila à categoria de cidade.
Nessa época Porto Alegre ainda era uma vila colonial, com cerca de 12.000 habitantes. Ainda existiam os muros da cidade, mandados construir por José Marcelino de Figueiredo, para defesa contra as incursões espanholas. Já o portão colonial, localizado onde atualmente situa-se o Viaduto José Loureiro da Silva encontrava-se parcialmente destruído. Além dos muros, chácaras, pelas estradas da Azenha, da Aldeia, Praia de Belas e Moinhos de Vento. A vida social se resumia a bailes e teatro amador.
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A REVOLUÇÃO FARROUPILHA EM PORTO ALEGRE
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Na madrugada de 20 de setembro de 1835 travou-se o primeiro combate, na Ponte do Chico da Azenha. A resistência dos legalistas todavia foi de pouca monta. Assim, no dia seguinte os farrapos entravam na cidade, chefiados pelos coronéis José Gomes de Vasconcelos Jardim e Onofre Pires da Silveira.
Ao se aproximarem da entrada da cidade, os insurrentos tiveram uma surpresa: O 8º BC a eles se uniu em lugar de combatê-los. Com isso, o Presidente Rodrigues Braga e todos os seus auxiliares, entre os quais o Comandante de Armas e o Chefe de Polícia, meteram-se em debandada, seguindo para o Rio de Janeiro.
No dia 25 de setembro de 1835 entrou solenemente em Porto Alegre o General Bento Gonçalves da Silva, sendo então empossado o novo presidente, Dr. Marciano Pereira Ribeiro, que foi empossado pela Câmara Municipal e a Assembléia Provincial Legislativa. Somente em 15 de junho de 1836 a cidade foi definitivamente retomada pelos legalistas.
No período da invasão ocorreu uma insurreição de escravos, que passaram a fugir de seus donos para incorporar-se a unidades militares negras criadas pelos farroupilhas, que prometiam liberdade em troca do serviço militar.
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Este trabalho foi feito com base nas seguintes fontes bibliográficas:
Pequena História de Porto Alegre, de Walter Spalding.
Porto Alegre, A Cidade e sua Formação, de Clóvis Silveira de Oliveira

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Porto Alegre em 2009 - Dados

Porto Alegre / Rio Grande do Sul
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Município de Porto Alegre
"A Capital dos Gaúchos"
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"Mui Leal e Valerosa"
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Brasão Bandeira

O Brasão
A Cruz de Cristo - Recorda a origem cristã e portuguesa da nossa gente, foi usada na época dos descobrimentos.
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O Portão Colonial - Era o marco da entrada da cidade. Ele existiu em Porto Alegre, foi construído em 1773 quando José Marcelino de Figueiredo transportou a capital da Capitania de São Pedro. Relembra a organização da cidade, pois era fechado às 22 horas, separando o centro da cidade dos arrabaldes.
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A vida da cidade passou a acontecer a partir do Largo do Portão, em suas imediações construiu-se a Santa Casa de Misericórdia, e a Praça do Portão passou a denominar-se em 1873 Praça General Marques e, em 1912, Praça Conde do Porto Alegre.
O Portão Colonial também relembra a instalação do Clero, do Senado, da Câmara e da Justiça.
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Sustentado por um paliçal e assentado sobre um filete de outro que representa o solo rico da cidade, pois todo o terreno era plantado, agricultado e repleto de granito do qual saiu a maioria dos pedestais que sustentam os monumentos de Porto Alegre.
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A Caravela - Recorda a Nau da Nossa Senhora da Alminha que, segundo a tradição, trouxe à região do então Porto dos Dornelles ou Viamão, os casais de açorianos que inauguram em 1751 o povoamento oficial do lugar, hoje Porto Alegre.
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A Coroa Mural de Ouro - A Coroa Mural de Ouro, de cinco torres, significa cidade grande, cidade cabeça, capital. Na família, o homem é o cabeça do lar, segundo a Bíblia o homem é a cabeça do casal e a mulher é o coração. Assim, também, em um Estado, a capital é a cidade cabeça.
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O Listel de Gole - Carregado das letras de prata, recorda o heroísmo da nossa gente nas lutas políticas e sociais.
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O Conjunto de Esmaltes e Metais - Relembra as cores das bandeiras do Brasil e do Rio Grande do Sul. O ouro é o símbolo de fidelidade. O azul é o céu sereno do Rio Grande do Sul. O verde, as águas mansas do Guaíba e também as campinas verdejantes do sagrado solo gaúcho. O vermelho significa a fé e o amor. A prata, a seriedade e o caráter nobre e altivo de nossa gente.
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A Frase - A frase "leal e valerosa cidade de Porto Alegre" é o título nobiliárquico que Dom Pedro II, em 1841, outorgou à Porto Alegre pela sua constância e difelidade ao trono, diante a Revolução Farroupilha de 1835 à 1845.
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Hino
Aniversário 26 de março
Fundação 1772
Gentílico porto-alegrense
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Lema: "Leal e Valerosa Cidade de Porto Alegre"
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Prefeito: José Fogaça (PMDB)
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Localização:

30° 01' 58" S 51° 13' 48" O

Estado Rio Grande do Sul
Mesorregião Metropolitana de Porto Alegre
Microrregião Porto Alegre

Região metropolitana Região Metropolitana de Porto Alegre
Municípios limítrofes Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Eldorado do Sul, Nova Santa Rita, Triunfo e Viamão.

Distância até a capital 2.027 quilômetros
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Características Geográficas:

Área 496,827 km²
População 1.420.667 hab. est. IBGE/2007
Densidade 2.859,5 hab./km²
Altitude 10 metros
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC-3
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Indicadores:

IDH 0,865 elevado PNUD/2000
PIB R$ 27.977.351 mil (BR: 6º) IBGE/2005
PIB per capita R$ 19.582,00 IBGE/2005
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Outras informações Ficha técnica

Região Sul

Padroeira: Nossa Senhora Mãe de Deus

Gini 0,5

Vereadores 36

Porto Alegre é a capital do estado do Rio Grande do Sul. Pertence à mesorregião metropolitana de Porto Alegre e à microrregião de Porto Alegre. É localizada junto ao Guaíba, no extremo sul do país, a 2.027 quilômetros de Brasília.
A cidade constituiu-se a partir da chegada de casais açorianos portugueses na primeira metade do século XVIII. No século XIX contou com o influxo de muitos imigrantes alemães e italianos (também recebeu imigrantes árabes e poloneses).
O feriado de Porto Alegre é o dia 2 de fevereiro, dia de Nossa Senhora dos Navegantes, festa religiosa mais popular da cidade. É uma das capitais estaduais no Brasil onde o índice de desenvolvimento humano é o mais elevado.
É a maior região metropolitana do sul do país, e a quarta do Brasil, com 3.959.807 habitantes (IBGE/2007). Na capital gaúcha residem atualmente (2007) 1,42 milhão de pessoas, sendo a décima cidade mais populosa do Brasil de acordo com dados do IBGE.
Possui uma arquitetura moderna, e cresceu muito nas últimas décadas em função da grande afluência de pessoas à capital, transformando-se numa cidade superpovoada e um dos maiores centros urbanos do país.
É a segunda capital brasileira com menor taxa de analfabetos no país (3,45%) , e onde a venda de livros é a maior entre as capitais.
A longevidade na cidade é de 70,3 anos para os homens e de 78,6 anos para as mulheres, com uma média de 74,0.
O índice de mortalidade infantil (mortes/mil nascimentos) é de 3,87.
O IDH de Porto Alegre é de 0,865 , 9ª melhor qualidade de vida do país.
Foi eleita em 2004 pela consultoria inglesa Jones Lang LaSalle uma das 24 cidades com maior potencial para atrair investimentos no mundo, e a única representante brasileira.
Em 2001, foi a cidade sede da primeira edição Fórum Social Mundial, evento agora itinerante, que enfoca as questões sociais do mundo atual sob a perspectiva da esquerda política. Foi sede deste evento também em 2002, 2003 e 2005.
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História

O primeiro nome dado à atual Porto Alegre foi o de Porto da Viamão, no século XVIII. Como ainda não existia um centro urbano, os estancieiros da região aproveitavam o Guaíba como meio de comunicação com Rio Grande e Rio Pardo. A região, na época conhecida como campos de Viamão, era um distrito de Laguna (em Santa Catarina).
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O porto, assim, era conhecido como Porto de Viamão.
Em 1740, a área foi concedida como sesmaria a Jerônimo de Ornelas, português nascido na ilha da Madeira e que estava instalado ali desde 1732. Em decorrência, o porto passou a ser chamado de "Porto do Dorneles". De acordo com o historiador Walter Spalding, o porto propriamente dito ficava na foz de um pequeno riacho, onde atualmente está localizada a Ponte de Pedra do Largo dos Açorianos.
Nessa mesma época, o governo português incentivou a vinda de casais açorianos à região, com o intuito de resolver dois problemas: o primeiro era o superpovoamento das ilhas dos Açores, e o segundo era assentar a dominação portuguesa no sul do Brasil, região ameaçada pelas colônias espanholas do sul e oeste do continente sul-americano. Assim, em 1752 chegou a primeira leva de casais açorianos, que se instalaram no então Porto de Dorneles e serviram de ponto de apoio aos novos casais imigrantes que chegavam para se instalar em outras regiões do Rio Grande do Sul. Com essa leva de casais, o porto passou a ser conhecido como o "Porto dos Casais".
Em 1763, com a invasão espanhola da cidade de Rio Grande, então capital do Estado, a sede do governo acabou por ser transferida para Viamão, cidade adjacente ao Porto dos Casais. Com o desenvolvimento do porto e sua posição estratégica à beira do rio Guaíba, o governador da época, José Marcelino de Figueiredo, resolveu transferir a capital de Viamão para Porto dos Casais em 1773, trocando nessa ocasião o nome para Porto Alegre. A antiga colônia açoriana, além de centro administrativo, virou área militar. Paliçadas de madeira foram construídas em torno da cidade, no lado oposto ao rio, nas proximidades do Hospital da Santa Casa (construído em 1803 e ainda em atividade atualmente). As estreitas ruas da Porto Alegre colonial foram projetadas como um labirinto, possuindo nítido caráter defensivo.
O príncipe Dom João elevou a capital da capitania à categoria de vila, e o decreto oficial ocorreu em 11 de dezembro de 1810, quando a Câmara Municipal lavrou o "auto de criação da Vila de Porto Alegre". E no dia 13 do mesmo mês foi lavrado o "auto de demarcação e declaração dos limites que ficaram pertencendo a Vila de Nossa Senhora Madre de Deus de Porto Alegre".
Pela Carta de Lei, de 14 de novembro de 1821, o imperador D. Pedro I elevou Porto Alegre à categoria de cidade. Nessa época a população era de doze mil habitantes.
Antigo mercado públicoEm 1835 inicia-se no Rio Grande do Sul uma das maiores guerras já travadas em território brasileiro, a Revolução Farroupilha. Mesmo fortificada, Porto Alegre foi invadida, sendo retomada no ano seguinte pelos Imperiais. A partir de então, a cidade sofreria três intermináveis cercos até o ano de 1838. Foi a resistência a esses cercos que fez D. Pedro II dar à cidade o título de "Mui Leal e Valerosa".
A guerra não impediu que fosse construído o primeiro Mercado Público, organizando o comércio nas áreas centrais. Apesar do inchaço populacional daqueles tempos, a malha urbana só voltaria a crescer em 1845, após o fim da revolução e da derrubada das muralhas que cercavam a cidade. A partir de então, chegaram à cidade os primeiros imigrantes alemães e italianos, instalando restaurantes, pensões, pequenas manufaturas, olarias, alambiques e diversos estabelecimentos comerciais.
No período de 1865 a 1870, a Guerra do Paraguai transforma a capital gaúcha na cidade mais próxima do teatro de operações. A cidade recebe dinheiro do governo central, além de serviço telegráfico, novos estaleiros, quartéis, melhorias na área portuária, além da construção do primeiro andar do novo Mercado Público. Em 1872, as primeiras linhas de bonde entram em circulação na cidade.
Em 1884 decreta a libertação de seus escravos, quatro anos antes da Lei Áurea. No fim do século XIX e início do século XX, período em que a cidade já contava com cerca de setenta mil habitantes, intensas obras de melhoria são realizadas, como instalação de eletricidade, rede de esgotos, transporte elétrico, água encanada, hospitais, ambulância, telefonia e indústrias. Também foram instaladas as primeiras instituições de ensino superior do estado: as faculdades de Farmácia e Química em 1895, de Engenharia em 1896, de Medicina em 1898 e de Direito em 1900. Elas deram origem à atual UFRGS.
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Geografia
Prédios de Porto Alegre

A maior parte da cidade de Porto Alegre é cercada por prédios.
A área do município de Porto Alegre é de 470,25 km² (Censo IBGE/2000). Destes, 44,45 km² estão distribuídos nas 16 ilhas do Guaíba sob jurisdição do município. Atualmente a cidade conta com 78 bairros.
Possui um relevo montanhoso na região mais ao sul, apresentando morros, sendo o mais alto deles o Morro Santana, com 311 metros de elevação acima do nível do mar.
A cidade ainda possui 70 km de margens banhadas pelo Guaíba.
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Bairros

O primeiro bairro criado em Porto Alegre foi o Medianeira, através da Lei Municipal nº 1762, de 23 de julho de 1957. Somente a partir deste ano as demais áreas da cidade passaram a ter denominações próprias pois, até então, a divisão era feita por "distritos". A primeira referência encontrada, neste sentido, data de 1º de dezembro de 1892 quando, pelo Ato n° 07, assinado pelo Intendente João Luiz de Faria, o município foi dividido em oito distritos, e estes subdivididos em "comissariados".
Pela Lei Municipal n° 36, de 31 de agosto de 1925, foi autorizado o desmembramento do 8° e do 9° distritos. Em 1927, através do Decreto 115, houve uma retificação nos limites do Município e a divisão do território passou a ser feita por zonas (urbana, suburbana e rural) e distritos, além de ser criada uma subdivisão por seções.
Os distritos criados eram nove, subdivididos em até quatro seções cada um. Em 1940, através do Decreto-lei n° 25, foram delimitadas, novamente, as três zonas e os distritos. No texto do decreto são mencionados apenas três distritos (Distrito da Cidade, Distrito de Belém Novo e Distrito da Pintada). Este tipo de divisão foi mantido até quase o final da década de 1950, quando começaram a ser criados os bairros.
A primeira lei surgiu em 1957 e, posteriormente, em 1959, através da Lei 2022, além da delimitação do Centro, foram criados outros 58 bairros.
Ainda existem algumas áreas do território sem denominação oficial (zona indefinida) e que são conhecidas por "apelidos", como é caso do Morro Santana, Passo das Pedras, Chapéu do Sol e Aberta dos Morros. Atualmente a cidade conta com 78 bairros oficiais.
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Os cinco mais populosos e suas respectivas áreas, segundo dados do Censo do IBGE de 2000, são:

Rubem Berta: 78 624 moradores - 8,51 km²
Sarandi: 60 403 moradores - 9,44 km²
Restinga: 50 020 moradores - 21,49 km²
Partenon: 47 460 moradores - 5,70 km²
Santa Tereza: 47 175 moradores - 4,54 km²
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Clima

O clima é temperado subtropical úmido, com verões quentes e invernos frios (para os padrões brasileiros) e chuvosos (tipo Cfa, segundo Köppen). É a segunda capital mais fria do país.
A temperatura média em janeiro é de 25°C, e em julho é de 14°C, com as temperaturas recordes de 40,7ºC em 1 de janeiro de 1943 e de -4,0°C em julho de 1918. A média anual é de aproximadamente 19,4°C e a neve é muito rara, tendo sido observada em 1879, 1910, 1984, 1994, 2000 e em 2006 . As geadas ocorrem algumas vezes durante o ano.
Não é incomum a presença de "veranicos", que fazem a temperatura subir para 30 graus por alguns dias em pleno inverno.

A média anual de chuva é de 1299 mm.
Mês                             Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Maior temperatura  °C 31  31   28   26   22   19  19   20   21  23   27    29
Menor temperatura °C 19  20   18   16   12     9    9   10   12   14  16    18
Fonte: BBC Weather
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Meio Ambiente

Porto Alegre é uma das capitais mais arborizadas do Brasil, foi a primeira cidade no Brasil a criar a Secretaria do Meio Ambiante.
Cada habitante da cidade tem direito a aproximadamente 17m² de área verde. Em 1976 foi criada em Porto Alegre a primeira Secretaria do Meio Ambiente do Brasil.
Existem programas de arborização e preservação das matas nativas. Muitas das avenidas são arborizadas com tipos específicos de árvores, como por exemplo as paineiras da avenida Icaraí e os guapuruvus na avenida Teresópolis. As floradas adicionam beleza cênica à cidade.
Também são freqüentes os ipês, as timbaúvas, os jacarandás e os plátanos.
As encostas dos morros são preservadas, mas enfrentam problemas com loteamentos clandestinos e invasões. A cidade conta com duas áreas de conservação ambiental: o Parque Estadual do Delta do Jacuí e a Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger.
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Problemas Ambientais

As grandes áreas verdes de Porto Alegre ajudam a amenizar seus problemas ambientais, mas a cidade apresenta problemas com lixo e poluição, entre outros. De acordo com uma pesquisa feita pelo jornal Folha de São Paulo, o nível de poluição na cidade é o dobro acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde, sendo a segunda capital mais poluída do Brasil, atrás apenas de São Paulo.
Os alagamentos da avenida Goethe e regiões próximas se intensificaram com o aumento do asfaltamento da cidade, diminuindo a infiltração da água e aumentando o seu escoamento superficial. Para reverter esse problema de drenagem urbana, foi construído o Conduto Álvaro Chaves. Iniciado em maio de 2005, a obra teve seu término em 2008, diminuindo grandemente os alagamentos.
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Parques, Praias e outras áreas públicas

Praia de Ipanema em Porto Alegre, com seu calçadão a beira rio.
Praia de Belem Novo, com suas praias e recantos.
Praia do Lami, balneário na zona sul rural de Porto Alegre.

Os parques mais freqüentados pelos porto-alegrenses são o Parque Moinhos de Vento (ou Parcão), o Parque Farroupilha (ou Redenção) e o Parque Marinha do Brasil. Destaca-se também a Praia de Ipanema, localizada na zona sul da cidade.
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Outras áreas públicas mais freqüentadas são:

Estância da Harmonia
Largo Glênio Peres
Morro do Osso
Morro Santa Teresa
Praça da Alfândega
Praça da Matriz
Parque Chico Mendes
Parque Mascarenhas de Moraes
Parque Maurício Sirotski Sobrinho
Praça da Encol
Jardim Botânico de Porto Alegre
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Cidades Vizinhas

A região metropolitana de Porto Alegre conta com mais de 30 cidades. Entre elas as principais são: Canoas, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Gravataí, Alvorada, Cachoeirinha e Viamão. Elas estão ligadas a Porto Alegre através da rodovia BR-116, do Trensurb, da BR-290 (a freeway), da avenida Assis Brasil e da avenida Castelo Branco, formando uma grande conurbação.
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Distâncias Rodoviárias
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de capitais brasileiras:

Aracaju 3.296 Km
Belém 3.854 Km
Belo Horizonte 1.760 Km
Brasília 2.111 km
Campo Grande 1.413 Km
Cuiabá 2.137 Km
Curitiba 720 Km
Florianópolis 497 Km
Fortaleza 4.174 Km
Goiânia 1.855 Km
João Pessoa 3.908 Km
Maceió 3.568 Km
Natal 4.046 Km
Recife 3.781 Km
Porto Velho 3.598 Km
Rio de Janeiro 1.555 Km
Salvador 3.117 Km
São Luís 3.911 Km
São Paulo 1.134 Km
Vitória 2.020 Km
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de cidades do Mercosul:

Montevidéu/Uruguai - 890 km
Buenos Aires/Argentina - 1.063 km
Assunção/Paraguai - 1.102 km
Santiago/Chile - 2.450 km
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Política
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Câmara Municipal

São onze os partidos políticos com representatividade na Câmara Municipal de Porto Alegre:

Partido Democrático Trabalhista (PDT), com cinco vereadores;
Partido da Frente Liberal (PFL), com dois;
Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com quatro;
Partido Progressista (PP), com três;
Partido Popular Socialista (PPS), com dois;
Partido da República (PR), com dois;
Partido Socialista Brasileiro (PSB), com um;
Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com dois;
Partido Social Liberal (PSL), com um;
Partido dos Trabalhadores (PT), com nove;
Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), com cinco.
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Prefeitos

Paço Municipal de Porto Alegre teve, de 1989 até 2004, apenas prefeitos do PT.
Em 2005, José Fogaça, do PPS, foi o eleito.
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Lista parcial de prefeitos eleitos de Porto Alegre:

Alceu de Deus Collares - PDT (1986-1988)
Olívio Dutra - PT (1989-1992)
Tarso Genro - PT (1993-1996)
Raul Pont - PT (1997-2000)
Tarso Genro - PT (2001-2002)
João Verle - PT (2002-2004)
José Fogaça - PPS (2005-2008)
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Economia

Segundo dados do IBGE/2005, o PIB de Porto Alegre é de R$ 27.977.351.000,00 e seu PIB per capita é de R$ 19.693,11.
Segundo a consultoria inglesa Jones Lang LaSalle (2004), Porto Alegre está em segundo lugar em produção rural e industrial entre as cidades brasileiras. Por sua posição geográfica, a cidade é definida como a capital do Mercosul.
O turismo não é uma área muito aproveitada para a economia da cidade. Muito tem sido discutido sobre a revitalização do Cais do Porto, que incentivaria o turismo na região.
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Comércio

A cidade conta com diversos shopping centers e lojas. No centro se encontra o Mercado Público, histórico prédio de Porto Alegre. No verão ocorre a maior liquidação da cidade, o Liquida Porto Alegre, consagrado como o maior evento comercial da Região Metropolitana. Para muitas lojas, a liquidação representa o segundo melhor período de vendas, superado apenas pelo Natal.

O Mercado Público de Porto Alegre é um dos prédios históricos da cidade.
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Abaixo uma lista dos principais centros comerciais da cidade:

Aeroshopping
Boulevard Strip Center
Bourbon Shopping Assis Brasil
Bourbon Shopping Country
Bourbon Shopping Ipiranga
Bourbon Shopping Wallig (em construção)
Brique da Redenção
Caminho dos Antiquários
Centro Comercial João Pessoa
Centro Shopping
DC Shopping
Floresta Shopping Center (em construção)
Lindóia Shopping
Mercado Público
Rua da Praia Shopping
Barra Shopping Sul
Shopping João Pessoa
Shopping Iguatemi
Shopping Moinhos
Shopping Praia de Belas
Shopping Total
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Demografia

A capital conta com 1.420.667 habitantes, segundo estimativas do IBGE para 2007. Tem em sua composição étnica 82% de brancos, descendentes de várias partes da Europa; 8% de mestiços, devido a miscigenação ocorrida entre brancos e negros (escravos) ou brancos e índios, entre negros e índios e até entre os três grupos; 8% de negros descendentes de ex-escravos; e uma minoria de asiáticos, inferior a 2%.
Segundo dados da ONU e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA (2001), Porto Alegre tem o "Melhor Índice de Desenvolvimento Humano" (IDH) entre as metrópoles nacionais.
No entanto, de acordo com a consultoria inglesa Jones Lang LaSalle, a cidade tem um terço dos habitantes vivendo em más condições habitacionais.
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Criminalidade

O crescimento populacional da cidade de Porto Alegre é acompanhado pelo crescimento da criminalidade. Crimes antes praticados em outras regiões do Brasil, como seqüestros-relâmpago, surgiram na capital. Além disso, nos últimos anos houve crescimento do número de roubos de carro na cidade. Porto Alegre é a cidade em que mais se rouba carros (proporcionalmente ao número da frota) do Brasil . Para cada 100 mil carros, são roubados 113,83 mensalmente na cidade. Ao mesmo tempo em que o número de roubos de carros na cidade aumenta, o de furtos diminui. De 2003 até 2007, a média de furtos mensais diminui de 659 para 388.
Através da página Alerta Veículos é possível acompanhar as ocorrências de furto e/ou roubo de veículos registradas nas últimas 72 horas na capital e todo estado do RS.
Em 2007, dentre as 13 maiores capitais, Porto Alegre foi campeã no aumento de homicídios de um ano para outro, com crescimento de 55,7%. O crescimento da violência faz com que os porto-alegrenses invistam em equipamentos de segurança, como grades de proteção, presentes na maioria das casas e prédios da cidade.
A prefeitura vem instalando câmeras de segurança nas ruas, o que até agora não resultou em reduções significativas nos níveis de violência. Entretanto, essa ação é vista por parte da população como uma tentativa de compensar a escassez de policiais nas ruas.
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Cultura
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Turismo

Usina do Gasômetro, localizada às margens do lago Guaíba.
Porto Alegre é a sexta porta de entrada de visitantes estrangeiros no país.
Entre os principais pontos turísticos da cidade estão a estátua do Laçador (na entrada da cidade) e a Usina do Gasômetro.
O pôr-do-sol do Guaíba também é outro ponto de destaque turístico de Porto Alegre.
Os parques mais freqüentados são o Parque Moinhos de Vento, o Parque Farroupilha (da Redenção) e o Parque Marinha do Brasil.
Atualmente a prefeitura de Porto Alegre vem investindo na Linha Turismo: uma linha de ônibus especial que tem como itinerário os principais pontos turísticos da cidade. Em funcionamento desde janeiro de 2003, já teve mais de 180 mil visitantes. O ônibus da linha possui dois andares, sendo o superior aberto. O passeio dura cerca de 80 minutos, tem 28 km de extensão e conta com guia especializado e sistema de áudio em três línguas, o português, inglês e espanhol. Maiores informações podem ser encontradas na página da Linha Turismo.
Porto Alegre também pode ser apreciada do lago Guaíba, através de passeios nos barcos Cisne Branco, Noiva do Caí e outros. Saindo de diferentes lugares e com diferentes trajetos, os barcos oferecem uma vista pouco usual da cidade.
Sendo um dos principais centros de negócios do Mercosul, Porto Alegre atrai eventos e congressos, trazendo à cidade milhares de turistas. Possui dezenas de centros de convenções, destacando-se o da Federação das Indústrias do Estado (FIERGS), localizado na zona norte, e que possui um teatro e modernas instalações para convenções e exposições; o Centro de Eventos da PUC; e o Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael.
A rede hoteleira portoalegrense é de boa qualidade e, nos últimos anos, novos hotéis de importantes cadeias nacionais e internacionais têm se instalado na cidade.
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Esportes

A cidade se destaca em diversos esportes como o futebol, ginástica olímpica, natação, basquete, tênis, judô, faustebol, esportes à vela, corrida, entre outros.
O futebol é uma grande paixão dos porto-alegrenses. Há uma grande rivalidade entre dois times de futebol em especial, que são o Sport Club Internacional, fundado em 1909; e o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, fundado em 1903. Geralmente o Campeonato Gaúcho de Futebol é vencido por um desses dois times. O confronto entre as duas equipes é conhecido como clássico Gre-nal.
Na ginástica olímpica, destaca-se Daiane dos Santos, a mais famosa ginasta porto-alegrense. A ex-atleta do Grêmio Náutico União, foi a primeira brasileira a conquistar a medalha de ouro nos mundiais.
No judô, João Derly, atleta da SOGIPA, tornou-se celebridade quando se tornou o primeiro atleta brasileiro da modalidade a conquistar uma medalha de ouro em um campeonato mundial da categoria principal (sênior). Além disso, Tiago Camilo e Mayra Aguiar, ambos judocas, também treinam no clube porto-alegrense. Em 2007, João Derly e Tiago Camilo foram campeões mundiais e, com isso, o clube de Porto Alegre tornou-se a única agremiação brasileira tricampeã do mundo.
Anualmente ocorre a Maratona Internacional de Porto Alegre, a maior e mais tradicional prova do segmento no Rio Grande do Sul.
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Cinemas

Porto Alegre é uma cidade muito bem servida de cinemas, considerando o número de salas por habitante, apesar de os grandes cinemas de rua de Porto Alegre terem quase todos desaparecido.
A cidade conta com 60 salas de cinema, localizadas principalmente em shopping centers, com destaque ao Bourbon Shopping Country e ao Bourbon Shopping Ipiranga, com oito salas cada um.
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Mídia
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Imprensa

Os jornais de maior circulação em Porto Alegre são Zero Hora, Correio do Povo, O Sul, Diário Gaúcho e Jornal do Comércio.
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Rádio

Existem diversas rádios em Porto Alegre, as principais, rádio Gaúcha, rádio Farroupilha, rádio Guaíba, rádio Pampa, rádio Atlantida.
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Televisão

Os canais com maior audiência na cidade são a RBS TV (filiada à Rede Globo), canal 12, Rede Bandeirantes, canal 10, SBT, canal 5, Rede Record, canal 2, TV Pampa (filiada a Rede TV), canal 4, Ulbra TV, canal 48, Rede Brasil, canal 55, TV Aparecida, canal 59, MTV, canal 14, Record News, canal 18, Reve Vida, canal 20, TV Canção Nova, canal 24, TVCom, canal 35, TVE, canal 7, MIX TV, canal 40, TV Futura, canal 30
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Museus
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Lista dos Museus e Acervos da cidade de Porto Alegre

Acervo Artístico da Prefeitura de Porto Alegre
Acervo Cultural do Hospital Moinhos de Vento
Associação de Imagem e Som de Porto Alegre
Museu Açoriano Sul-Riograndense
Museu Anchieta de Ciências Naturais
Museu Antropológico do Rio Grande do Sul
Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul
Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS)
Museu da Academia de Polícia Federal
Museu de Arqueologia e Etnografia da UFRGS
Museu Banrisul
Museu da Brigada Militar
Museu Histórico Bispo Isac Aço
Museu da Caixa Econômica Federal
Museu da Câmara Municipal de Porto Alegre
Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul
Museu de Ciências do Colégio Americano
Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS
Museu do Comando Militar do Sul
Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa
Museu do Complexo Hospitalar Santa Casa
Museu da Cerveja
Espaço Cultural dos Correios
Museu da Eletricidade do Rio Grande do Sul
Museu Engenheiro Ruy Tedesco
Fundação Instituto Gaúcho do Trabalho e Folclore
Fundação Iberê Camargo
Museu de Geologia
Museu do Grêmio Futebol Porto Alegrense
Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul
Museu Itinerante Memória Carris
Museu Joaquim Felizardo
Museu Júlio de Castilhos
Museu Judaico de Porto Alegre
Memória RBS
Memórias das Telecomunicações
Memorial do Ministério Público
Memorial do Rio Grande do Sul
Memorial da Câmara Municipal de Porto Alegre
Museu de Mineralogia e Petrologia Luiz Englert
Museu Meridional
Memorial do Mercado
Memorial Sogipa
Memorial Acemista-ACM
Museu do Motor
Museu do Palácio do Piratini
Museu de Paleontologia Irajá Damiani Pinto (UFRGS)
Museu Previdenciário Flores da Cunha
Pinacoteca Barão de Santo Ângelo
Santander Cultural
Museu do Seguro do Rio Grande do Sul
Museu do Trabalho
Museu da UFRGS
Museu da Varig
Museu Vicente Rao
Museu do Vinho e Enoteca
Museu Wonderlamd de Miniaturas
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Planetários em Porto Alegre
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Planetário Professor José Batista Pereira
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Música
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Bandas

Banda Municipal de Porto Alegre
Banda da Brigada Militar do RS
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Música Popular

Muitas bandas de Porto Alegre já tiveram grande projeção nacional, como Engenheiros do Hawaii, Cachorro Grande, Fresno, Nenhum de Nós, Os Replicantes e Papas da Língua, entre outras.
Destaques individuais porto-alegrenses na música popular são Adriana Calcanhoto, Elis Regina, Lupicínio Rodrigues e Renato Borghetti, entre outros.
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Teatro, Música (Erudita e Popular)

A grande quantidade de descendentes de imigrantes europeus no estado e o relativamente elevado nível da educação geral do povo gaúcho criaram em Porto Alegre um bom público para a música erudita, apreciador de vários gêneros e estilos, e que possibilita a existência na cidade de duas orquestras sinfônicas com coros sinfônicos associados - a OSPA, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, e a Orquestra da PUC - além de uma orquestra de câmara estável, a Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro, e diversos outros grupos vocais e instrumentais e músicos solistas.
Dentre esses se destacou o Conjunto de Câmara de Porto Alegre, dedicado à música medieval, de atuação marcante mas infelizmente há pouco dissolvido; mas o camerismo se mantém em alto nível através de outros grupos, como o Trio de Madeiras de Porto Alegre e o vanguardista Faskner.
Solistas como Olinda Alessandrini, Augusto Maurer, Luciane Cuervo e Cristina Caparelli, e as cantoras Lúcia Passos e Ângela Diehl são também justamente apreciados pela comunidade em aparições freqüentes.
A continuidade da vida musical erudita em Porto Alegre é garantida ainda pela atividade da Escola de Música do Instituto de Artes da UFRGS, da Escola de Música da OSPA, de diversos conservatórios e escolas privados e inúmeros professores independentes de mérito, sem contar os estabelecimentos de ensino particular que oferecem aulas de iniciação musical.
Especialmente a Escola de Música da UFRGS, com seus cursos de graduação e pós-graduação, tem sido historicamente um dos mais importantes centros de formação de ótimos instrumentistas e compositores que atuaram na cidade e mesmo desenvolveram carreiras internacionais.
Ali ensinaram ou ensinam, ou passaram por suas classes músicos importantes como Esther Scliar, Hubertus Hofmann, Radamés Gnatalli, Celso Loureiro Chaves, Bruno Kiefer, Armando Albuquerque e Tasso Corrêa.
Junto à PUC é notável a atuação do maestro e compositor Frederico Gerling Junior.
O mercado fonográfico começa a dar atenção ao movimento erudito local, incluindo a composição contemporâneas, e pelo menos uma gravadora sediada em Porto Alegre tem um apreciável catálogo de intérpretes e compositores locais, com repertório clássico bem como de produção inovadora.
Há um programa variado de concertos em diversos teatros e centros culturais da capital, apresentações de óperas e bailados não são raras, e concertos sinfônicos em logradouros públicos atraem considerável assistência.
Pelo Theatro São Pedro já passaram nomes como Arthur Rubinstein, Magda Tagliaferro, Heitor Villa Lobos e Bidu Sayão, com a OSPA já atuaram estrelas como Friedrich Gulda, Pierre Fournier, Kurt Redel, Montserrat Caballé, Luciano Pavarotti e Nelson Freire, e orquestras estrangeiras já incluem a cidade em suas excursões.
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Teatros e Auditórios

Theatro São Pedro
Auditório Araújo Viana
Anfiteatro Pôr-do-Sol
Teatro da OSPA
Centro Municipal de Cultura
Clube da Cultura
Sala Álvaro Moreira
Teatro Bruno Kiefer
Teatro de Câmara
Teatro de Arena
Teatro Carlos Carvalho
Teatro do Instituto Goethe
Teatro do IPE
Teatro Museu do Trabalho
Teatro Renascença
Teatro do SESC
Teatro do Sesi
Auditório Tasso Corrêa
Teatro do Bourbon Country
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Centros Culturais

Biblioteca Pública
Casa de Cultura Mario Quintana
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo
Fundação Iberê Camargo
Planetário de Porto Alegre
Santander Cultural
Solar dos Câmara
Solar Lopo Gonçalves
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Arquitetura

A cidade de Porto Alegre é um grande museu arquitetônico a céu aberto, onde encontramos exemplares dos diferentes estilos em voga dos últimos dois séculos, concentrados principalmente no centro da cidade.
Pelas ruas centrais podem ser vistos prédios históricos como a Catedral Metropolitana de Porto Alegre, a Cúria Metropolitana de Porto Alegre, o Palácio Piratini e o Theatro São Pedro, dividindo espaço com a arquitetura moderna do Palácio Farroupilha, onde funciona a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul e o Tribunal de Justiça.
A influência da arquitetura alemã é muito expressiva na cidade, e pode ser constatada nas obras de José Lutzenberger, que imigrou para o Rio Grande do Sul em 1920, e é o autor dos projetos dos prédios do Instituto Pão dos Pobres, da Igreja São José e do Palácio do Comércio; e de Theodor Wiederspahn, que imigrou em 1908, e foi o responsável pelo prédio da Delegacia Fiscal (atual MARGS), dos Correios e Telégrafos (atual Memorial do Rio Grande do Sul), do Banco da Província (atual Santander Cultural), do Hotel Majestic (atual Casa de Cultura Mario Quintana), do Edifício Chaves, do Cine Guarany, da antiga Cervejaria Bopp (depois, Cervejaria Brahma), da Central Telefônica Ganzo, do Edifício Ely (atual Tumelero), da Faculdade de Medicina da UFRGS, do Bier e Ulmann, do Moinho Chaves e do Hospital Moinhos de Vento, entre e outros, todos localizados na zona central.
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Monumentos de Porto Alegre

Estátua do Laçador, símbolo da capital gaúcha, escolhida pelos porto-alegrenses, em 1991, como símbolo da capital gaúcha.

Fonte Talavera de La Reina
Monumento a Bento Gonçalves
Monumenro ao Gal. Osório
Monumento aos Açorianos
Monumento ao Expedicionário
Monumento a Júlio de Castilhos
Ponte de Pedra
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Prédios históricos de Porto Alegre

Cais Mauá
Casa Godoy
Catedral Metropolitana de Porto Alegre
Cervejaria Brahma
Chalé da Praça XV
Edifício Ely
Hidráulica Moinhos de Vento
Hotel Majestic
Igreja Nossa Senhora das Dores
Igreja de Nossa Senhora da Conceição
Palácio Piratini
Prédio dos Correios e Telégrafos
Santander Cultural, antigo Banco da Província
Sede da Prefeitura de Porto Alegre
Solar dos Câmara
Solar Lopo Gonçalves
Theatro São Pedro
Usina do Gasômetro
Casa Torely
Sede da Cruz Vermelha
Mercado Público
Prédio da Alfândega
Margs
Secretaria da Fazenda do RS
Colégio Militar
Complexo da UFRGS no campus velho
Santa Casa de Misericórdia
Beneficiencia Portuguesa
Cine Guarany
Museu Hipolito Jose da Costa
Casa Rosada ( Cãmara Legislativa do RS)
Biblioteca Pública do RS
Galeria Chaves
Livraria do Globo
Arquivo Público do RS
Asilo Padre Cacique
Capela do Bom Fim
Capela do Divino
Catedral da Santíssima Trindade
Centro Cultural CEEE
Cine Teatro Capitólio
Clube do Comércio
Confeitaria Rocco
Correio do Povo
Cúria Metropolitana
Edificio Tuyuti
Riachuelo, nº 933
Hipódromo do Cristal
Igreja Metodista Central
Igreja N. Sra. Navegantes
Igreja São José
Igreja São Pedro
Instituto Pão dos Pobres
Museu Julio de Castilhos
Museu Comando Militar do Sul
Área histórica Militar
Palacinho
Palacio Farroupilha
Paço Municipal
Predio João Paz Moreira
Predio da Previdência do Sul
Travessa Venezianos
Viaduto Otávio Rocha, entre outros.
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Educação
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Colégios

Porto Alegre conta com 92 escolas públicas municipais , sendo 40 delas de ensino infantil, 47 de ensino fundamental (sendo quatro delas de educação especial), duas de ensino médio e uma de ensino básico; e 260 escolas públicas estaduais, além de escolas públicas federais.

Escola Técnica Parobé
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Porto Alegre conta com algumas dezenas de escolas particulares, sendo que grande parte delas pertencem a congregações religiosas católicas, entre elas:

Colégio Anchieta,
Colégio Farroupilha,
Colégio São Francisco,
Colégio Mãe de Deus,
Colégio Sevigne,
Colégio Rosário,
Colégio das Dores,
Colégio Bom Conselho,
Colégio Israelita,
Escola Pastor Dohms,
Instituto Vicente Palloti.
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Cursos pré-vestibular

Unificado,
Univesitário,
Objetivo,
Fleming,
Fenix

Freqüentados por grande parte dos alunos que participam de concursos vestibulares concorridos, como os das faculdades federais do estado, os cursos pré-vestibulares vêm sofrendo uma grande expansão na cidade ultimamente.
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Faculdades e Universidades

Porto Alegre conta com diversas faculdades e algumas universidades.
A cidade possui duas universidades federais, a UFCSPA e a UFRGS, e uma estadual, a UERGS.
A maior universidade privada de Porto Alegre é a PUCRS, que também é a maior universidade privada do Sul do país.
Faculdade Ritter dos Reis,
Faculdade Dom Bosco,
FAPA - Faculdade Porto Alegre,
IPA - Instituto Porto Alegre.
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Sociedade

A rua Padre Chagas e rua Fernando Gomes, também conhecidas como Calçada da Fama, estão localizadas no bairro Moinhos de Vento e possuem diversos bares, cafés, restaurantes e casas noturnas, sendo duas das mais famosas ruas da noite porto-alegrense.
Além delas, a rua Lima e Silva, no bairro Cidade Baixa, também é conhecida por seus bares, restaurantes e casas noturnas, de estilo mais alternativo.
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Clubes

A cidade conta com muitos clubes em áreas para prática de esportes de competição, além da atividade social.

Os mais conhecidos são:

Sociedade Gondoleiros, futsal
Associação Leopoldina Juvenil – tênis, futsal, ginástica olímpica, hockey
Clube dos Jangadeiros – esportes de vela
Grêmio Náutico União – natação, ginástica olímpica, ginástica rítmica, judô, esgrima, remo, basquete, tênis, escotismo
Lindóia Tênis Clube – tênis, escotismo
Sociedade Libanesa de Porto Alegre – tênis
SOGIPA (Sociedade Ginástica Porto Alegre) – atletismo, basquete, ginástica olímpica, judô, tênis, patinação artística, vôlei, escotismo
Veleiros do Sul – esportes de vela
Clube do Comércio: Tênis, Futsal, Natação, Ginástica, Sinuca, Musculação,
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Restaurantes

Com uma rede de restaurantes de ótima qualidade, Porto Alegre oferece opções para todos os gostos e estilos: culinária brasileira, alemã, árabe, chinesa, espanhola, francesa, indiana, italiana, japonesa, mexicana, polonesa, portuguesa, tailandesa e vegetariana, entre outras, além da culinária típica gaúcha, as Churrascarias.
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Casas Noturnas

Entre as diversas casas noturnas de Porto Alegre, destacam-se a
Microcervejaria Dado Bier (localizada no interior do shopping Bourbon Country),
Opinião (casa de shows e espetáculos),
Manara (tradicional casa freqüentada por universitários),
Strike 410 (casa que conta como diferencial suas pistas de boliche),
Boxx Brazil (localizada na Zona Norte) o maior pub do mundo,
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entre outros mais alternativos como a NEO e o Bar Ocidente.
Sempre novas casas entram e outras saem.
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Infra-Estrutura
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Área de Saúde

A cidade tem 35 hospitais, 883 clínicas, 204 consultórios, 19 laboratórios de análises patológicas, 41 laboratórios de análises clínicas, num total de 1.182 estabelecimentos voltados aos serviços de saúde.
O total de leitos hospitalares em Porto Alegre é 7.906, sendo 5.816 ocupados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) do Governo Federal.

Porto Alegre conta com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, que é o hospital de ensino da faculdade de medicina da UFRGS,
Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre,
Grupo Hospitalar Conceição, formado por 4 hospitas,
Instituto do Coração,
Hospital Ernesto Dorneles,
Hospital de ensino da UFCSPA,
Hospital São Lucas, hospital de ensino da PUCRS.
HPS - Hospital de Pronto Socorro, referência no atendimento das urgências e emrgências traumatológicas
Com os hospitais privados que são referência o Hospital Moinhos de Vento, Hospital Mãe de Deus.
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Transporte

O porto de Porto Alegre na margem do lago Guaíba, no centro da capital, onde a cidade começo, conhecido como Cais Mauá, e o porto novo, conhecido como Cais Navegantes.
Porto Alegre não enfrenta muitos problemas com o transporte. Entretanto, o transporte nas ruas e avenidas da cidade vem demonstrando sinais de saturação durante a última década. Apesar das diversas mudanças de tráfego já realizadas, os engarrafamentos ainda são constantes nas principais avenidas da cidade durante os horários de pico. A EPTC (
Empresa Pública de Transporte e Circulação)é a empresa que planeja e fiscaliza as atividades relacionadas ao trânsito e aos transportes de Porto Alegre.
A ponte do Guaíba, que liga a capital à região sul do Estado, é um dos cartões postais de Porto Alegre.
As principais vias arteriais do trânsito urbano da cidade são a Avenida Ipiranga, Avenida Farrapos, Avenida Protásio Alves, Avenida João Pessoa, Avenida Bento Gonçalves, Avenida Sertório, Avenida Independência, Avenida Assis Brasil, Avenida Loureiro da Silva (Primeira Perimetral), Segunda Perimetral, Terceira Perimetral, Avenida Borges de Medeiros, Avenida Juca Batista.
O transporte público de Porto Alegre é baseado em ônibus, metrô de superfície, táxis e lotações. A empresa Carris é a mais importante empresa de transporte coletivo de ônibus da cidade e a mais antiga do Brasil em atividade. A Estação Rodoviária de Porto Alegre recebe milhares de viajantes durante todos os dias da semana.
A Trensurb é a empresa que administra os trens urbanos, que ligam Porto Alegre às suas cidades vizinhas.
A cidade conta com o Aeroporto Internacional Salgado Filho, o maior e mais movimentado do Sul do país. Localizado na zona norte da capital gaúcha, recebe aviões de todo o país, e também recebe regularmente vôos interncacionais. O aeroporto recebe pessoas de várias partes do país em direção a Buenos Aires, Santiago, Rosário, Córdoba e Montevidéu.
Na margem oeste do lago Guaíba, está situado o porto de Porto Alegre. Sua posição geográfica possibilita um tráfego permanente entre Porto Alegre e Buenos Aires, transportando produtos siderúrgicos e principalmente produtos agrícolas.
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Serviços

O abastecimento de água na cidade é realizado pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE).
O fornecimento de energia elétrica é realizado pela Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE).
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Principais Eventos em Porto Alegre

Porto Alegre possui uma série de Eventos e Atividades Culturais. Além da programação tradicional, há grandes eventos que marcam a passagem do tempo com um calendário peculiar.
No verão, Porto Alegre oferece anualmente para seus habitantes o Porto Verão Alegre, um circuito de peças teatrais, dança, artes plásticas e música.
A Festa de Navegantes em Porto Alegre, que acontece no dia 2 de fevereiro, é a maior festa religiosa, e homenageia Nossa Senhora dos Navegantes, a padroeira da cidade.
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No início de abril ocorre o Fórum da Liberdade, organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE). É um dos maiores eventos de debate de idéias das Américas, onde convidados do mundo todo vem expor e debater sua idéias.
Em maio já ocorreu por duas vezes a Globaltech, a maior feira de ciências e tecnologia da América Latina. Lá se encontram as maiores universidades do estado e do país para discutir sobre o futuro.
Geralmente no 1º semestre ocorre o Fórum Internacional de Software Livre, um dos maiores eventos do mundo sobre software livre. O FISL reúne palestras, debates e os melhores profissionais da área.
Em setembro, ocorre na Estância da Harmonia, localizada no Parque Maurício Sirotski Sobrinho, o Acampamento Farroupilha, onde centenas de piquetes montam suas barracas e fazem os seus churrascos, para festejar a Revolução Farroupilha em 20 de setembro.
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A Festa da Tradição
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Na área cultural, setembro é marcado pelo Porto Alegre em Cena, festival de grandes proporções que reúne apresentações de teatro, dança e música de artistas e grupos convidados de todo o mundo.
Em outubro anualmente ocorre a Feira do Livro, a maior feira de livros a céu aberto da América . A primeira edição da Feira foi em 1955, a primeira do Brasil. Estima-se que quase dois milhões de pessoas visitem a Feira.
A cada dois anos, em geral no período que compreende outubro a dezembro, Porto Alegre sedia a Bienal do Mercosul, evento artístico-cultural de grande porte e de grande atração turística.
Na cidade a "Corrida para Vencer o Diabetes", promovida pelo Instituto da Criança com Diabetes. Trata-se de uma corrida solidária na qual se arrecadam fundos para o instituto, que promove tratamento e assistência a crianças e adolescentes com diabetes.
Nos verões de 2001, 2002, 2003, 2005 e 2010 a cidade foi sede do Fórum Social Mundial, reunindo em cada uma das duas últimas edições mais de 100 mil pessoas de mais de 100 países para discussões, debates e mobilização. Durante a última edição foi produzida a Consenso de Porto Alegre, onde os intelectuais de esquerda que comporam boa parte do evento entraram num consenso quanto a medidas globais a serem tomadas urgentemente.
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Principais buscas hoteleiras: Hotel Carnaval 2010, Hotel Fazenda, Hotel Ibis, Hotel São Paulo, Hotel Rio de Janeiro, Hotel Paris, Hotel Nova York, Hotel Brasília, Hotel Porto Alegre, Turismo GLS, Resorts
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Pousada: Pousada Salvador, Pousada Búzios, Pousada Fortaleza, Pousada Paraty, Pousada Gramado, Pousada Porto Seguro, Pousada Ubatuba, Pousada Porto de Galinhas, Albergue
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Passagens Aéreas:
Estaduais:
Nacionais: TAM, Gol, Azul, OceanAir, Trip, Webjet,
Internacionais: American Airlines, Continental Airlines, Delta Airlines, United Airlines,
Ponte Aérea: Rio-São Paulo, Passagens Aéreas Promocionais.
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A cidade concentrada.

História do bairro Centro
Seu centro histórico cultural

CENTRO Oficialmente contando com uma população de quase 37 mil moradores, segundo o IBGE, o Bairro Centro foi criado e delimitado pela lei 2.022, de 1959, mas sua origem remonta os primórdios da ocupação de Porto Alegre. Com seu povoamento e desenvolvimento, em função da criação da freguesia Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre em 1772, possui íntima ligação com a rua dos Andradas que, ainda hoje, é chamada de rua da Praia, sua primeira denominação. E foi nela, a mais antiga da cidade, que se estabeleceu a primeira capela da Vila com invocação de São Francisco. A abertura das atuais rua Riachuelo e Duque de Caxias, formavam, junto com a rua da Praia, as principais vias da Vila, onde se assentaram as mais antigas residências e casas comerciais. Os arrabaldes mais próximos, como a atual Cidade Baixa, eram considerados zonas rurais. A antiga e tradicional rua Duque de Caxias teve mais de uma denominação, conforme diferentes registros: rua Formosa, Rua direita da Igreja, rua Alegre e rua da Igreja. Mas o primeiro nome oficial foi o de rua da Igreja, por ali localizar-se o único santuário da cidade. Foi, por anos, a rua mais nobre da cidade, residindo ali políticos, comerciantes e militares de altas patentes em luxuosos sobrados e solares das famílias aristocráticas da cidade, como o Solar dos Câmaras, mais antigo prédio residencial de Porto Alegre. Também conhecida como “Altos da Praia”, na Duque da Caxias foi construída a Igreja da Matriz, atual Catedral Metropolitana, posteriormente denominada de Marechal Deodoro a praça ali existente, mas conhecida por Praça da Matriz. Abriga, ainda, os prédios dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e o Theatro São Pedro, o mais antigo da cidade, tendo sua construção concluída em 1858. A rua Riachuelo também teve outras denominações, como rua do Cotovelo, nas proximidades ao Theatro São Pedro, e rua da Ponte. Suas primeiras residências remontam ao ano de 1788. Típica rua de zona central, nela residiam pessoas ligadas à classe dirigente. A peculiar denominação de logradouros antigos do Centro é o fato de fazerem referência a alguma característica que possuía, como a rua do Arvoredo (atual Fernando Machado), a rua do Riacho (atual Washington Luis), a rua da Varzinha (atual Demétrio Ribeiro), o Beco do Fanha, depois denominada Travessa Paysandu (atual Caldas Junior), a rua do Poço (atual Jerônimo Coelho), entre outras. As igrejas do Centro são também locais que nos remontam a histórias e costumes de seus habitantes. A Catedral Metropolitana teve sua primeira edificação em 1794, porém só foi finalizada no século XIX, com a construção de suas duas torres em 1846. No ano de 1915, o arcebispo Dom João Becker inicia estudos preliminares para a construção da grande Catedral, cujas primeiras obras iniciam em 1920, e a finalização da nova Igreja da Matriz, no seu estilo romano Renascença, ocorreu em 1972, com a conclusão da cúpula. Mas será somente em 1986 que ela é inaugurada e dada por concluída. A Igreja Nossa Senhora dos Dores, na rua dos Andradas, é a mais antiga da cidade, e sua construção pela irmandade Ordem Terceira Nossa Senhora das Dores, remonta a 1807, somente sendo concluída em 1904. A primeira edificação da Igreja Nossa Senhora do Rosário, localizada na rua Vigário José Inácio, em estilo barroco, foi realizada entre os anos de 1817 e 1827, pela Irmandade Nossa Senhora do Rosário, confraria de negros livres e escravos, cumprindo importante papel, durante todo o século XIX, na vida de pessoas dessa comunidade. Sob alegação de não comportar seus fiéis, em 1950 a Mitra Arquidiocesana mandou demolir o prédio, erigindo a atual sede da Igreja. No chamado “paralelo 30”, na Praça Montevidéo, encontramos o Paço Municipal, sede da Prefeitura de Porto Alegre, que teve sua construção iniciada no ano de 1898 e terminada em 1901. Em frente ao prédio, se encontra a “Fonte Talavera”, doação da comunidade espanhola através da “Sociedade Espanhola de Socorros Mútuos”, em homenagem ao centenário da Revolução Farroupilha. Atravessando a Av. Borges de Medeiros, temos o Mercado Público Central, que teve sua primeira edificação em 1844. Surgindo da necessidade de um local para comercialização e sociabilidade de seus moradores, a planta para nova construção foi aprovada em 1862, e teve início em 1864. No ano de 1870, é inaugurado o novo prédio. O Mercado Público sempre teve importante papel para cidade: além de seu comércio, durante o século XIX era o local onde circulavam as últimas notícias do Brasil, devido ao intenso fluxo de pessoas, sobretudo em função do Porto. Seus bares também eram referências para encontros, principalmente pela boemia da cidade e, no térreo do Mercado, encontra-se o mais antigo bar da cidade, O Naval, onde se pode encontrar uma boa parte da memória da cidade. O atual prédio do Mercado, no Largo Glênio Peres, possui a mesma aparência externa, mesmo após o incêndio de 1912 e da construção do segundo piso, no ano de 1913, na administração republicana do Intendente José Montaury. Sua restauração foi inaugurada em 1997. A Avenida Borges de Medeiros, outro logradouro importante que atravessa a área central, teve sua obra de abertura iniciada na segunda década do século XX, na administração do intendente Otávio Rocha. No projeto de abertura desta avenida, constava a construção do viaduto Otávio Rocha, de grande importância arquitetônica, e onde o espaço de baixo foi aproveitado com lojas comerciais. As obras da avenida foram concluídas na década de 1940, na administração de José Loureiro da Silva. É nesta administração que o centro da cidade vai adquirindo cada vez mais características das modernas cidades do século XX, com suas amplas avenidas e arranha-céus. O Centro dispõe dos mais diversos e variados serviços e entretenimento, sobretudo ligados a atividades histórico-culturais. Na rua Duque de Caxias, está localizado o museu Julio de Castilhos, instituição cultural criada por decreto estadual em 30.01.1903, com caráter de museu antropológico, artístico e histórico. A atual sede do Museu, prédio de estilo neoclássico, foi residência do presidente do estado do Rio Grande do Sul, Julio de Castilhos até o ano de 1905, quando foi adquirido pelo governo estadual para abrigar o Museu. Na rua dos Andradas, próximo ao Gasômetro, encontra-se o Museu da Brigada Militar, os quartéis e Museu do Exército. Em direção à Rua General Câmara, encontramos o imponente prédio do Hotel Majestic, atual Casa de Cultura Mario Quintana, transformado em centro cultural no final da década de 80. Na esquina das ruas dos Andradas e Caldas Jr., encontramos a sede do Museu José Hipólito da Costa, onde antes funcionava a sede do jornal A Federação. Em frente, ocupando a quadra que vai até a rua Sete de Setembro, está instalada a sede do Grupo Caldas Júnior. Na Praça da Alfândega, localizam-se o Museu de Arte do Rio Grande do Sul- Ado Malagoli, o Memorial do Rio Grande do Sul e o prédio Santander Cultural que, diariamente, apresentam atividades ligadas a exposições, mostras de vídeos e cinemas, visitas guiadas, etc. Outro ponto significativo do Centro é a Usina do Gasômetro, que funcionou como tal a partir de 1874, local conhecido como a Praia do Riacho, onde desembocava o Riacho Sabão (Arroio Dilúvio) até o início do século XX.
 
Antecedentes Históricos do bairro Centro

A origem do Centro urbano de Porto Alegre confunde-se com a própria origem da cidade. Isto porque foi exatamente neste sítio, habitando por indígenas de diversas raças como Charruas, Tapes e Guaicanãs, até 1700, que se originou o processo de colononização. Com o avanço paulista em direção ao Sul, a fundação de Lages em 1684, Viamão em 1730 e da Colônia do Sacramento, abre-se o caminho ao comércio e ao surgimento das cidades. Os bandeirantes dividem entre si as terras da região, cabendo a Jerônimo de Ornelas uma sesmaria às margens do Guaíba, cuja área aproximava-se a do atual Município de Porto Alegre. A posse desta área foi reconhecida em carta oficial em 1740, data considerada como a de origem da nova cidade.
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As primeiras manifestações urbanas ocorreram na Praia do Arsenal, conhecida como Ponta da Cadeia, com a construção dos primeiros prédios públicos: Casa da Câmara do Governador, Cadeia e Forca, esta última fronteira ao desembarcadouro.
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A partir deste ponto são estabelecidas ligações através de caminhos, com a localidade de Viamão e os aldeamentos índios, primeiro esboço da futura estrutura viária urbana. Considerando os condicionantes históricos, políticos e econômicos da época, como as lutas entre Portugal e a Espanha pela conquista de territórios, compreende-se o rápido desenvolvimento ocorrido, em detrimento de outros núcleos contemporâneos. Efetivamente, a posição geográfica de Porto Alegre foi decisiva na questão militar e adequada ao comércio nos momentos de paz. O próprio governo português, reconhecendo esta posição previligiada, enviou famílias de Açorianos para a nova localidade.
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No período colonial, o desenvolvimento do núcleo era caracterizado pelo crescimento ao longo do rio, a partir da Ponta da Cadeia na direção leste e paralelo ao cais. A encosta norte do promontório favorecia as embarcações e ali eram realizados os contatos com o exterior. Naturalmente situaram-se nesta zona as principais atividades comerciais e residenciais, sendo que a encosta sul não possuia valor. Ainda neste período foi criado o segundo centro cívico na parte mais elevada da colina, no entorno da Praça da Matriz, com a edificação da Catedral e o Palácio do Governo.
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No ano de 1773 as muralhas, paliçadas de madeira, foram construídas ao longo da Rua da Conceição, Praça do Portão, Sarmento Leite, Praia de Belas, servindo, durante 100 anos, de anteparo ao desenvolvimento em direção ao continente. No aspecto urbano, o período colonial é caracterizado, fundamentalmente, pelo preenchimento dos vazios no interior das muralhas. Fora delas há o plantio, fundamentalmente de trigo, um pequeno comércio e o artesanato. A situação de crescimento intra-muros acentuou-se, ainda mais, no período Imperial, com o advento da Revolução Farroupilha (1835/45). Há uma atrofia no crescimento urbano e um adensamento desproporcional na área Central, originando as bases polarizadoras do futuro.
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Mesmo com a chegada dos imigrantes com tradição manufatureira e o rompimento das muralhas, em termos de crescimento territorial urbano, a valorização da área central permanece. Efetivamente quase a totalidade dos edifícios públicos e comerciais foram construídos nesta área, atraindo a população que ocupava, gradativamente, as cristas e os vales, porque ali ocorriam as suas atividades principais.
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Os primitivos caminhos foram trasnformados em avenidas que, por sua vez, geraram as vias secundárias. Todo esquema assim disposto converge para o centro urbano que, fisicamente, não tem possibilidade de se expandir, a não ser verticalmente. Aquela qualidade primitiva do promontório que dominava as planícies ao sul e o estuário do Guaíba, desaparecida a questão militar, e abertos novos caminhos para o Interland, tornou-se um fator de anomalia para o desenvolvimento da área central. Agora, o pólo principal está geograficamente excêntrico à cidade, asfixiando suas atividades pelo adensamento violento de uma pequena área que preservou a mesma estrutura do período colonial com uma população várias vezes maior.
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Ruas do Bairro Centro, sua história
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