Bem Vindo

- Com esta série não é pretendido fazer história, mas sim é visado, ao lado das imagens, que poderão ser úteis aos leitores, a sintetizar em seus acontecimentos principais a vida da Cidade de Porto Alegre inserida na História.

Não se despreza documentos oficiais ou fontes fidedignas para garantir a credibilidade; o que hoje é uma verdade amanhã pode ser contestado. A busca por fatos, dados, informações, a pesquisa, reconhecer a qualidade no esforço e trabalho de terceiros, transformam o resultado em um caminho instigante e incansável na busca pela História.

Dividir estas informações e aceitar as críticas é uma dádiva para o pesquisador.

- Este Blog esta sempre em crescimento entre o Jornalismo, Causos e a História.

Haverá provavelmente falhas e omissões, naturais num trabalho tão restrito.

- Qualquer texto, informação, imagem colocada indevidamente (sem o devido crédito), dúvida ou inconsistência na informação, por favor, comunique, e, aproveito para pedir desculpas pela omissão ou inconvenientes.

(Consulte a relação bibliográfica e iconográfica)

- Quer saber mais sobre determinado tema, consulte a lista de assuntos desmembrados, no arquivo do Blog, alguma coisa você vai achar.

A Fala, a Escrita, os Sinais, o Livro, o Blog é uma troca, Contribua com idéias.

- Em História, não podemos gerar Dogmas que gerem Heresias e Blasfêmias e nos façam Intransigentes.

- Acompanhe neste relato, que se diz singelo; a História e as Transformações de Porto Alegre.

Poderá demorar um pouquinho para baixar, mas vale à pena. - Bom Passeio.

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Velórios e Cemitérios de Porto Alegre


Cemitérios e a Morte com Arte


"Os vivos são sempre e cada vez mais governados pelos mortos".


Morte
Desigualdades no Morrer
"The living are always, and more and more, governed by the dead"

- A Morte e Cemitérios de Porto Alegre, as diferenças no morrer encontradas nos Cemitérios da cidade de Porto Alegre.


- As categorias: - óbitos infantis; óbitos violentos; características epidemiológicas — gênero, profissão, cultura; pobreza/riqueza, incluindo mortes anônimas, integrar aspectos históricos, artísticos e literários no entendimento da saúde/doença das populações, tornando o perfil sanitário das mesmas mais integral e abrangente.

 - O dom de despertar no passado as centelhas de esperança é privilégio exclusivo do historiador convencido de que também os mortos não estarão em segurança se o inimigo vencer.
Walter Benjamin
A Morte

- Estudos que indicam os diferenciais entre as classes sociais, tanto na prevalência quanto nos diferentes tipos de patologias, fazem parte da epidemiologia desde a sua constituição como disciplina científica, em meados do século XVIII. 

- Podem-se citar, por exemplo, as investigações sobre as epidemias de tifo na Silésia, realizadas e publicadas por Wirchow e Neumann, na Alemanha, durante o início do movimento da medicina social (Rosen, 1980). 

- Na França, foi fundamental a contribuição de médicos sociais como Villermé (1988), indicando doenças que atingiam preponderantemente estratos populacionais desprivilegiados e extremamente depauperados pelas condições de trabalho criadas pela revolução industrial emergente.

- Já no século XX, o movimento denominado epidemiologia social preocupou-se fundamentalmente em reafirmar a antiga assertiva de que as pessoas adoeciam de acordo com sua inserção de classe na sociedade. Foi elaborado o conceito de 'perfil epidemiológico de classe', considerado a expressão das vulnerabilidades no plano do biológico nas diferentes classes sociais (Breilh, 1990).
Laurell (1983) observou que, entre as tarefas da corrente médico-social da medicina, encontra-se o encargo de demonstrar que a doença possui caráter histórico e social. 

- Outro aspecto a ser relevado é a definição do objeto de estudo da saúde coletiva, de modo a permitir um aprofundamento na compreensão do processo saúde/doença e suas implicações sociais. Um último aspecto a se considerar é o da determinação social do adoecer humano. Em todos esses casos, é primordial o recorte dos grupos a estudar, de modo a possibilitar que se constatem as diferenças nos perfis patológicos nas classes que compõem a sociedade.

- Estudiosos da saúde/doença nas populações têm evidenciado agudas diferenças na morbidade e na mortalidade das populações, assim como outras desigualdades. No Brasil, vários pesquisadores apresentam dados concretos que alertam para a precariedade das condições de saúde da população e para a desigual distribuição de riscos, doenças e morte. "A riqueza da epidemiologia está em não se aprisionar em um único modelo explicativo e buscar o conhecimento dos processos de intermediação que expliquem dentro de um marco de determinação social as flagrantes desigualdades nas probabilidades de adoecer e morrer de nossa população"

- A qualidade de vida determina e especifica a saúde. Constitui, portanto, um ponto chave da análise epidemiológica o impacto dos períodos que, como os de crise, acentuam processos sociobiológicos destrutivos (Breilh, 1990). Entender esse fenômeno em suas múltiplas dimensões não é tarefa fácil.

- Pode-se citar algumas das teorias que buscam explicar as desigualdades em saúde. A teoria do artefato sugere que classe social e saúde são variáveis artificiais e sem determinação causal. A teoria da seleção natural coloca os mais pobres como os mais suscetíveis à enfermidade e à morte. A teoria materialista e estruturalista indica que as desigualdades em saúde decorrem das condições materiais e econômicas da população. 

- Finalmente, a teoria cultural-comportamental acentua as diferenças que a conduta, os comportamentos e estilos de vida acarretam em relação ao processo de adoecer (Blane, 1997).

- Tem-se buscado exaustivamente construir indicadores de saúde abrangentes, ou seja, parâmetros ou medidas que dêem conta de identificar de modo sensível, específico, econômico e factível o perfil sanitário das populações. 

- Na realidade, a maioria dos indicadores utilizados é negativa, uma vez que não mede saúde, mas doença, morte e incapacidade. O olhar com que a saúde coletiva contempla a morte, no entanto, passa por um viés administrativo, em que a morte permanece neutra, abstrata, separada dos corpos que adoecem e dos rituais do morrer e do enterrar os mortos. Penetrar nos espaços sociais reservados à morte também foi objetivo deste trabalho.

- A partir desse referencial teórico, os autores elaboraram uma proposta pedagógica prática. Ao referencial acrescentou-se uma referência obtida da leitura de uma entrevista com o escritor Caio Fernando Abreu. Nela, o autor relatava a prática de um professor de filosofia que iniciava o curso com visitas a cemitérios, objetivando diminuir a onipotência e o antropocentrismo inerente ao ser humano. Utilizou-se essa experiência como idéia inicial da pesquisa.

- Com essa atividade, buscava-se qualificar a capacidade de observação do grupo de alunos, acurar o olho clínico, o olho imagético, características que se considera fundamentais para a qualificação de pesquisadores. Os alunos eram em sua maioria profissionais de área da saúde que exerciam suas atividades rotineiras de atenção à saúde no atendimento a pacientes em ambulatórios e hospitais. 

- A proposta previa um distanciamento do campo habitual de práticas destes alunos, acreditando-se que, dessa maneira, as pessoas estariam mais despidas de julgamentos a priori. Entrou-se no cemitério como grupo de cidadãos comuns, procurando deixar de lado as prerrogativas e as máscaras sociais, os títulos e os papéis sociais.

- Outro objetivo da visita era observar as diferenças no morrer, no Cemitério da Santa Casa, evidenciadas em mausoléus, lápides, no estado de conservação dos jazigos, na idade, gênero e ocupação dos mortos, nas frases de despedida e em outros indícios que se julgassem relevantes. Procurava-se corporificar, individualizar e contextualizar as estatísticas de mortalidade.

- No presente artigo, serão apresentados como resultados algumas das fotografias produzidas pelos alunos durante o processo de visita/observação ao cemitério e serão selecionados alguns textos, observações, reflexões que acompanharam o trabalho, além da fundamentação teórica de aspectos históricos e sanitários relacionados.
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Cemitérios em Porto Alegre
- Atrás de seus muros, a história está representada, através da arte esculpida em mármore, bronze, ferro e pedra, nas sepulturas e mausoléus ali reunidos. Atravessar os portões que guardam esse patrimônio da cidade e caminhar por suas alamedas é iniciar uma viagem ao passado.

- No Brasil Colonial, as vilas se estruturavam com uma capela em seu centro e, ao lado ou nos fundos desta, ficava o cemitério.

- O primeiro Cemitério da Ponta das Pedras, próximo a atual Volta do Gasômetro.

- Os relatos mais antigos com relação aos sepultamentos em Porto Alegre descrevem o terreno no qual se situou por muitos anos na antiga Praça da Harmonia (Largo da Forca), na Ponta das Pedras às margens do rio Guaíba, como o local do primeiro cemitério na primitiva povoação do Porto dos Casais, fundada pelos açorianos (Coruja, 1983; Franco, 1993).

Em 1732, o tropeiro Jerônimo de Ornelas Menezes e Vasconcelos se instala nas terras às margens da lagoa de Viamão.

Em 1740, Jerônimo de Ornelas recebe a carta de Sesmaria, e traz seus parentes e agregados, formando assim uma comunidade.

Em 1752, chegaram sessenta casais açorianos com seus filhos para se instalarem próximos ao povoado de Viamão.

Em 1753, notícias do Cemitério de Porto Alegre, localizado na antiga Praça da Harmonia na beira do rio Guaíba.

Em 1772, a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Viamão é dividida em duas.

A partir do ano de 1772, os sepultamentos passaram a ocorrer no cemitério da Igreja Matriz e inclusive dentro da própria igreja.

- O Cemitério da Matriz estendia-se desde os fundos da antiga matriz, na atual Rua (Duque de Caxias), até a Rua do Arvoredo (Coronel Fernando Machado).

Em 1773, novo edital rebatiza a pequena povoação como Madre de Deus de Porto Alegre, houve a transferência da câmara municipal de Viamão para Porto Alegre.

- Nos terrenos da Igreja das Dores também foram sepultados diversos irmãos da antiga ordem religiosa. Porém, a principal necrópole da época foi a da Igreja da Matriz, que chegaria superlotada ao ano de 1850.

Em 1773, a Irmandade do Arcanjo São Miguel e Almas, fundada na Igreja Matriz do povoado de Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre, sendo uma das instituições mais antigas de Porto Alegre - cidade fundada em 1772.

Em 1801, lê-se em ata da Câmara que "se escreveu uma carta ao vigário desta freguesia para não se enterrarem corpos nesta matriz por um tempo de seis meses, pela representação que esta Câmara fez ao cirurgião-mor pela epidemia que tem havido" (Franco, 1993).
Esses episódios são contemporâneos a várias epidemias ocorreram na cidade no século XIX.

- Não tardou que o Cemitério da Matriz fosse envolvido pela expansão da vila, passando a gerar repetidas preocupações de natureza sanitária.

No início do século XIX, a cidade de Porto Alegre possuía 3.927 habitantes e apenas uma enfermaria, que abrigava os doentes com verbas da caridade pública.

- A necessidade da criação de um hospital era evidente, sobretudo para tratar a população carente, e não foi difícil obter a concessão para se abrir um hospital de caridade.

Em 1803, a pedra fundamental da Santa Casa foi lançada.

Em 1808, Porto Alegre é elevada à categoria de “vila”.

Em 1822, Porto Alegre elevada à categoria de “cidade”.

Em 1825, autorização para a construção de outro cemitério no território da Igreja Matriz, ele seria destinado a enterrar os condenados à pena capital.

Em 1825, autorização para fazer a Capela dos Passos ao lado da Santa Casa de Misericórdia. Cemitério no local.

Em 1826, a inauguração das primeiras enfermarias da Santa Casa.

- Surgiu assim a Santa Casa de Misericórdia, no início com uma função muito mais assistencial que terapêutica, de acordo com os estatutos das instituições portuguesas congêneres, pelas quais se regia. Sua finalidade principal era dar atendimento aos pobres — na doença, no abandono e na morte —, abrigando além dos enfermos, os abandonados, crianças e velhos, os separados, criminosos, doentes e os excluídos do convívio social, como os doentes mentais (Mauch, 1994).
Um dos objetivos da Santa Casa era dar abrigo aos mortos através da construção do cemitério.

Em 1834, já havia uma comissão sanitária, formada por médicos e nomeada pela Câmara Municipal, para debater o problema da necrópole.

Em 1835, inicia o levante Farroupilha.

Em 1836, os imperiais leais ao Imperador retomam a cidade.

Entre 1835 e 1836, durante a ocupação de Porto Alegre pelos farroupilhas, a média anual de enterros aumentou substantivamente, causada também por um surto de escarlatina. Logo, a área destinada aos sepultamentos tornou-se inadequada. O terreno acidentado, de acentuado declive, não permitia mais acolher os enterros, por problemas ocasionados pela chuva e consequente erosão do solo.

Por volta de 1840, o Cemitério da antiga Matriz encontrava-se completamente lotado, não se observando as normas sobre profundidade das covas e sobre o espaço intermediário entre elas. Além disso, não havia indicações sobre a data das inumações, o que levava a serem desenterrados cadáveres ainda em estado de putrefação.

Mas foi em 1843, após o poder público municipal ter autorizado a mudança do cemitério para uma localidade afastada – extra-muros.

Em 06 de agosto de 1844, o Presidente da Província, Luis Alves de Lima e Silva, tomou a iniciativa de adquirir um amplo terreno. Situado longe do Centro, no alto da Colina da Azenha, a sua administração ficou a cargo da Irmandade da Santa Casa de Porto Alegre (Arquivo Histórico do RS, 1846).

Em 1844, é construído o Cemitério Santa Casa, no “Alto da Azenha” pelo general Luis Alves de Lima e Silva, devido à necessidade urgente da construção de um novo cemitério, previsão para ocupar uma área de 8,4 ha. de superfície.

- Foi aprovado, ainda, pela Câmara Municipal o impedimento de efetuar enterros em outro lugar.

Em 1845, os primeiros imigrantes italianos e alemães desembarcaram na capital do estado do Rio Grande do Sul.

Em 1846, quando o Barão de Caxias, na época presidente da província, publicou seu relatório anual, fez citações alarmantes com relação ao antigo cemitério, ao qual não faltavam "a porta da sacristia fechada, cadáveres de escravos mal amortalhados e foçados pelos cães errantes" (Franco, 1993).

- Em certo trecho afirmava ele: - "tão pequeno cemitério mas apinhado de cadáveres, cuja exalação, tão sensível ao olfato em dias calorosos, era quase suficiente para pejar o ar de partículas deletérias".

- E concluía: - "para extinguir o escândalo e esse foco de miasmas, não julguei dever esperar mais. Fiz com que a Santa Casa se incumbisse da edificação de um novo cemitério fora da cidade, em lugar escolhido por uma comissão de pessoas entendidas."

Em 1849, instituiu-se o regimento para o Cemitério da cidade de Porto Alegre.

Em 06 de abril de 1850, ocorreu o primeiro sepultamento no Alto da Azenha, devido a epidemia de febre amarela que se difundia pela Vila de Porto Alegre, era urgente realizar os enterros na nova necrópole.

- José Domingues, um marinheiro português que chegou a Porto Alegre, foi o primeiro livre sepultado.

- Em 12 de abril de 1850, Eva, a primeira escrava ali acolhida.

Em 1855, uma epidemia assolou a Província do Rio Grande, ocasionou a mortandade de 10% da população de Porto Alegre, principalmente de escravos e setores mais pobres, cujas condições sanitárias eram deploráveis. Foram tomadas várias medidas sanitárias, inclusive matança e enterramento de cães vadios.

Em 1856, é inaugurado o Cemitério Evangélico de Porto Alegre, foi o primeiro “cemitério-jardim” do estado do Rio Grande do Sul. Possui vegetação de grande porte, por isso denominado também de Cemitério Floresta.

- É mantido pela Comunidade Evangélica de Porto Alegre (CEPA) e, apesar de denominação "evangélica", a utilização de sepultamentos é aberta também a todas as demais religiões.

Em 1865, tem inicio o maior conflito do continente a Guerra do Paraguai.

Em 1874, ocorreu uma epidemia de varíola na capital. As atas da Câmara Municipal apresentam várias resoluções para combate à epidemia. Uma das mais curiosas foi a resolução dos vereadores de queimar alcatrão em volta da cidade, para desinfetar o ar.

Em 1880, o Cemitério da Santa Casa contava com mais de 30 mil sepultamentos, sendo 6.723 de escravos e 23.577 de livres.

- O deslocamento até a colina era feito por tração animal, motivo de queixas constantes devido ao péssimo estado das estradas, além do aclive da Azenha, que chegou a dificultar as obras do Cemitério.

Em 1880, a Companhia Carris começou a conduzir os ‘coches fúnebres’, que ficavam abrigados nos campos da Redempção.

Em 1881, iniciou-se a construção do atual muro para delimitar a área no alto da Colina da Azenha.

Até 1884, este foi o procedimento para o sepultamento: - os livres eram sepultados no interior do Cemitério e os escravos, fora de seus muros.

- No mesmo ano, com a “abolição da escravatura” em Porto Alegre, quatro anos antes da assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel, todos os falecidos da Capital gaúcha passaram a ser enterrados na parte interna da necrópole.

No século XIX, é fundado o Cemitério Belém Velho, no arraial do Belém Velho.

Em 1888, tem início o Cemitério São José I, da comunidade alemã católica, no Alto da Azenha.

A partir de 1889, segundo os Relatórios da Santa Casa, diversas irmandades passaram a se encarregar dos traslados até a região.

Em 1893, o Cemitério da Santa Casa já continha 43 anos de existência e 50 mil mortos, forçando a ampliação do terreno.

- Os surtos de cólera, tuberculose, febre tifóide, moléstias intestinais e afecções cardíacas determinaram o aumento dos índices de ocupação da necrópole.

Durante o século XIX, a necrópole da Santa Casa acolheu a expansão urbana da Capital gaúcha.

No decorrer do século XX, a população de Porto Alegre cresceu vertiginosamente, propiciando o surgimento de outros cemitérios na cidade.

Em 1907, o espaço contava com 36,9 mil m² dos 104 mil m² atuais.

- O Cemitério da Santa Casa centralizou, por muitos anos, os sepultamentos dos mortos da cidade, inclusive os dos irmãos de São Miguel e Almas e de Santa Bárbara, os da Sociedade Alemã e da Beneficência Portuguesa, que adquiriram para suas irmandades quadros dentro da necrópole.

- A Irmandade São Miguel e Almas, ao comprar a sua propriedade, e a Irmandade Santa Bárbara, ao se extinguir, destinaram seus quadros à Santa Casa.

Em 1908, inauguração do Cemitério da Irmandade São Miguel e Almas. A referida Irmandade se desvinculou do Cemitério da Santa Casa.

- Foi Instalado no lado oposto da estrada da Cascata. O cemitério foi projetado pelo engenheiro italiano Armando Boni.

- O local do cemitério e o da primeira batalha entre revolucionários e legalistas na Guerra dos Farrapos, com vitória dos farroupilhas comandados por José Gomes de Vasconcellos Jardim e Onofre Pires da Silveira Canto.

Em 1909, iniciou as atividades do Cemitério da Irmandade São Miguel e Almas.

Em 1915, ampliação do Cemitério Evangélico, chamado a segunda parte de Cemitério São José II.

Em 1926, a Santa Casa adquiriu “carros fúnebres” para remoção de adultos, virgens e crianças, além de um veículo para o transporte de coroas.

- Outros também prestavam este serviço, como um caminhão com quatro lugares para indigentes, apelidado pelos populares de “Maria Crioula”.

Em 1931, ampliação do Cemitério São Miguel e Almas. Inauguração da primeira parte das galerias com catacumbas. Projeto de Armando Boni.

- Com o crescimento urbano, a cidade envolveu totalmente a chamada região dos cemitérios. Como a área para a sua ocupação era um morro, portanto um terreno acidentado que dificultaria o sepultamento no solo, foi desenvolvido um projeto pioneiro com a utilização de catacumbas dispostas em diversas galerias e pavimentos sustentados por colunas permitindo, desta forma, um melhor aproveitamento do terreno.

- O Cemitério da Irmandade do Arcanjo São Miguel e Almas foi o primeiro “cemitério vertical” da América Latina e reúne centenas de obras de arte produzidas entre 1820 e 1940, criadas por artistas europeus e locais, que podem ser observadas nos túmulos de personagens anônimos ou de destaque.

- O Cemitério da Santa Casa foi, por muito tempo, o único de Porto Alegre a realizar o “enterro do pobre” no seu Campo Santo.

A partir de 1934, a Instituição passou a contar com a parceria da União Pelotense São Francisco de Paula, fundada por um grupo de mulheres da sociedade pelotense radicadas em Porto Alegre.

- A associação filantrópica, conhecida como “Enterro do Pobre”, encarregava-se do fornecimento de caixões para os necessitados.

Em 1936, é fundado o Cemitério São João numa área de aproximadamente 9,5 hectares, possui cerca de doze mil jazigos (temporários e perpétuos), além de cinco capelas para velório, no Passo d’Areia, distante do bairro Azenha.

Em 1940, a cidade de Porto Alegre assume seu caráter de centro administrativo, comercial, industrial e financeiro do Estado do Rio Grande do Sul.

A partir de 1945, as Irmandades receberam da Santa Casa duas galerias de catacumbas intituladas com seus nomes, como forma de homenagem.

Final do século XX, instalação nos Altos da Azenha os cemitérios:
- Batista,
- Espanhol,
- União Israelita¸ o Cemitério União Israelita Porto Alegrense é mantido pela União Israelita Porto Alegrense, cuja sinagoga foi fundada em 1910.

Na década de 1960, os automóveis de serviços fúnebres, “Maria Crioula” foram desativados.

Em 27 de abril de 1972, o Cemitério Ecumênico João XXIII foi inaugurado em ato público.

- O cemitério ocupa o antigo terreno do Esporte Clube Cruzeiro.

Em 1992, o Cemitério Belém Velho foi encampado pela prefeitura, em razão de denúncias de irregularidade. Com uma área de 2 hectares, possui cerca de mil jazigos. Não há previsão para a construção de mais jazigos.

Desde 16 de março de 1993, o Cemitério Ecumênico João XXIII é mantido e administrado pela Associação Cristã de Moços do Rio Grande do Sul.

Arte Cemiterial

- No Rio Grande do Sul, durante o Segundo Reinado (1840-89), a nobreza local, cujos jazigos encontram-se no Cemitério da Santa Casa, não reafirmou o seu status social com túmulos monumentais, ao contrário da aristocracia do restante do país.

- O apogeu da arte funerária em Porto Alegre aconteceu entre 1900 e 1940, período de expansão industrial, comercial e econômica da cidade e do apogeu do governo positivista de Júlio de Castilhos, também denominado ditadura científica positivista. Fazia parte do pensamento do governo positivista desta época o patrocínio de monumentos públicos e jazigos monumentais, entre os quais se podem citar os monumentos funerários de Júlio de Castilhos, Pinheiro Machado e Otávio Rocha. Em geral, essas sepulturas foram financiadas pelo governo estadual, por corporações e entidades empresariais.

- Na primeira metade do século, era usual que, em torno destes mausoléus, existisse um verdadeiro culto cívico.

- O Cemitério da Santa Casa representa um verdadeiro museu ao ar livre, com mais de trezentas estátuas de valor significativo e que, segundo Bellomo (1988), podem ser classificadas em três grupos: tipologia cristã, com seus anjos, santos, crucifixos e pietás; tipologia alegórica, com representações de sentimentos (desespero, dor, consolo) e princípios religiosos (fé, coragem, esperança); e, finalmente, tipologia cívico-celebrativa, enaltecendo-se personagens do mundo político.

Após 1940, com a mudança dos padrões sociais e o declínio da ideologia positivista, inicia-se a decadência da arte cemiterial, que quase atinge a paralisação, depois de 1950.

- Todas as sociedades desenvolvem um ou mais sistemas fúnebres pelos quais pode se entender a morte em seus aspectos pessoais e sociais. Em muitas culturas, a noção de dar aos mortos uma boa despedida é um tema proeminente. Isso pode incluir o gasto de grandes somas em dinheiro em um caixão luxuoso, com o morto adereçado com roupas de luxo, jóias e maquiagens. Depois do advento da fotografia, tornou-se hábito entre a classe dominante fotografar o morto. A tradição foi incorporada pelas classes populares, nas quais ela ainda está viva. Veja-se, por exemplo, o sensível texto de Koury (1999), acerca do processo de luto de uma mulher nordestina pelo filho morto tragicamente: - "O retrato do meu filho vivia no meu peito. Na foto parece que meu menino está rodeado de luz..."

- De qualquer maneira, o funeral é percebido como um reflexo das realizações da vida do indivíduo e um conforto para os vivos. O sistema mortuário é o meio que a sociedade encontra de reconstituir sua integridade após a perda de um dos membros.

- Trata-se do portão de uma capela mortuária, adornado pela figura de dois anjos. Desde tempos imemoriais, ao penetrar nos umbrais da morte, fazia-se necessária a presença protetora de um guardião, um acompanhante. Hermes, na Grécia, fazia o papel do deus mensageiro, o daimon, guia das almas pelos mundos inferiores, espírito protetor, sábio, guardião dos mistérios do outro lado. "Anjos protetores, dêem-nos o acesso" poderia ser a legenda desta foto.

- No Cemitério São Miguel e Almas, um dos melhores exemplos de arte funerária de Porto Alegre se encontra no mausoléu da tradicional Família Mathias Velho, onde anjos abrem o túmulo de Cristo diante de um romano espantado. A família era proprietária das terras localizadas no município de Canoas, denominadas Fazenda da Brigadeira, cuja sede compreende hoje o bairro Mathias Velho. Além disso, a família tinha terras em Rio Pardo e Mostardas.

Atualmente, o Cemitério da Santa Casa expressa, através da “arte cemiterial”, as transformações sociais, econômicas, políticas e culturais ocorridas ao longo do tempo na história do Estado.

Cemitérios de Porto Alegre

Cemitério Comunidade São José
Cemitério da Santa Casa


"Revertere ad locum tuum"

- A expressão “Revertere ad locum tuum” sinaliza o pórtico de entrada do Cemitério da Santa Casa de Porto Alegre.
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Cemitério Belém Velho
Rua Nossa Senhora do Rosário, n.° 5025, no bairro Belém Velho.
O Cemitério Belém Velho é um dos três cemitérios municipais de Porto Alegre.

Cemitério Irmandade do Arcanjo São Miguel e Almas
Av. Prof. Oscar Pereira, 400, Bairro Azenha, Porto Alegre – RS.
Funcionamento 24h.
Obs.: O horário de visita as galerias é das 08h às 18h.
Telefone Central: 51 30218350
Serviços e Estrutura Disponíveis:
Atendimento ao Cliente 24h;
Lancheria com Self Service 24hs;
Segurança e Monitoramento 24h;
Amplo estacionamento (Administrado pela Empresa Moving | VINCI Park);
 Área Protegida Unimed 24H;
Ambiente monitorado por Câmeras;
Igreja para missas de corpo presente (Mediante disponibilidade);
Diversas Capelas;
Capela de cerimoniais (Com serviços de áudio e imagem, bem como visualização de cerimônia via internet a disposição dos clientes – verificar disponibilidade);
Missa aberta ao público todos os Domingos às 9h e toda a primeira Sexta feira do mês às 16h30min;
Serviço de encomendação de Almas;
Sepultamentos;
Serviço de Cremação;
Velário
Provedoria Irmandade do Arcanjo São Miguel e Almas
Rua Jerônimo Coelho,102 – Loja Térreo, Centro Histórico, Porto Alegre – RS.
Funcionamento: 08h30min às 12h e das 13h às 17h30min.
Telefone Central: 51 32876400.
Serviços e Estrutura:
Atendimento ao Cliente;
Recebimento de pagamento de Anuidades, Taxas de Conservação e Perpetuidades;
Secretaria e Provedoria da Irmandade;

Provedoria da Irmandade São Miguel e Almas
R.Jeronimo Coelho, 102, Térreo Centro Histórico - Porto Alegre
Telefone: (51) 3287.6400

Pessoas famosas enterradas:
Aldo Locatelli, artista plástico;
Caio Fernando Abreu, escritor e jornalista (transferido para o Cemitério Ecumênico João XXIII);
Érico Veríssimo, escritor;
Ildo Meneghetti, ex-governador do Rio Grande do Sul;
Lupicínio Rodrigues, cantor;
Mário Quintana, poeta;
Tatata Pimentel, jornalista e apresentador de televisão.

Cemitério Ecumênico João XXIII
Avenida Natal, n.° 60, no bairro Medianeira.

Pessoas famosas enterradas:
Everaldo Marques da Silva (1944-1974), futebolista;
José Lewgoy (1920-2003), ator;
Jorge Camargo (1955-1988), músico;

Cemitério Evangélico de Porto Alegre
Está situado na Rua Guilherme Schell, 467, no bairro Santo Antônio.

Pessoas famosas enterradas:
Iara Bauer Pires (1944-2015), Mãe, cantora, artista plástica, artesã;

Cemitério União Israelita Porto Alegrense
É um dos três cemitérios judaicos localizados no estado do Rio Grande do Sul.

Pessoas famosas enterradas:
Salomon Smolianoff (1897-1976), falsificador e sobrevivente do Holocausto;

Cemitério São Miguel e Almas
Avenida Prof. Oscar Pereira, 1175, no bairro Azenha.

Cemitério São José
O Cemitério São José está situado entre três outros cemitérios: - Cemitério da Santa Casa de Misericórdia, o Cemitério São Miguel e Almas e o Cemitério Israelita.
Próximo também está o prédio do Crematório Metropolitano São José.

Infelizmente nos últimos anos a direção do Cemitério São José está transformando um antigo campo repleto de obras de arte funerária com inestimável valor histórico num estacionamento para o crematório.

O total descaso com a preservação de um bem histórico é justificado com omissas e por incompetência de uma entidade que pelo seu longo histórico, deveria preservar as obras ali contidas.

Personalidades enterradas:
Alberto Bins (1859-1967), industrial e ex-prefeito de Porto Alegre;

Cemitério da Santa Casa de Misericórdia
O Cemitério da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, inaugurado em 1850 e o mais antigo em atividade no Sul do Brasil, conserva em seus 10,4 hectares muito da história da Capital gaúcha e do próprio Rio Grande do Sul.

Pessoas famosas enterradas:
Plácido de Castro (1873-1908), líder da Revolução Acriana
Teixeirinha (1927-1985), cantor e compositor
Júlio de Castilhos (1860-1903), político e jornalista
Iberê Camargo (1914-1994), artista plástico
José Gomes Pinheiro Machado (1851-1915), político
Lila Ripoll (1905-1967), poetisa
Conde de Porto Alegre (1804-1875)
Segundo Visconde de Pelotas (1824-1893)
Barão de Nonoai (1829-1897)
Barão de Guaíba (1813-1902)
Barão de Gravataí (1797-1853)
Barão de Camaquã (1822-1893)

Fundado em abril de 1850, é o cemitério mais antigo do estado do Rio Grande do Sul ainda em atividade. Possui cerca de quarenta mil jazigos, além de seis capelas para velório. Reunindo belas esculturas em bronze, mármore, ferro e pedra; algumas foram assinadas por escultores conhecidos, tal como André Arjonas.

- Atualmente o cemitério possui onze hectares de área, contado com as galerias para os sepultamentos em gavetas; área nobre para os jazigos e monumentos funerários; local para os sepultamentos comuns e para indigentes. Ele reúne um belo e rico acervo de monumentos com esculturas de mármore, de granito e de bronze, realizados por marmoristas e escultores locais e de demais partes do Brasil.
Vê-se a forte influência da arte funerária européia na ala histórica do cemitério.

Cemitério Municipal São João

Cemitério Tristeza
Está situado na Rua Liberal, n.° 19, no bairro Ipanema.

- Antigamente chamado "Cemitério da Cavalhada", é um dos três cemitérios municipais de Porto Alegre e possui cerca de 600 jazigos, a maioria perpetuados, e realiza sepultamentos apenas para famílias que possuam jazigos construídos.
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Visão do Cemitério e da Morte

O Pensamento Positivista
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"Os vivos são sempre e cada vez mais governados pelos mortos"
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No Cemitério da Santa Casa de Misericórdia da cidade de Porto Alegre encontram-se os jazigos de muitas figuras históricas do estado do Rio Grande do Sul. Diversos desses túmulos foram construídos durante o governo positivista de Júlio de Castilhos, pois fazia parte do pensamento oficial a celebração cívica dos líderes políticos vinculados ao grupo dominante. Os jazigos e monumentos pertencentes à tipologia cívico-celebrativa, além de servirem como sepultura, celebravam as memórias dos vultos destacados do mundo político.

As doutrinas positivistas chegaram ao Rio Grande do Sul através da influência dos militares que cursavam a Escola Militar do Rio de Janeiro, no final do século XIX, em que a pregação dirigida por Benjamin Constant era intensa. Entre os prosélitos, desatacou-se a figura de Júlio de Castilhos, identificado com as premissas republicanas, antiliberais, tradicionalistas, patriarcais e anti-socialistas, combinando o caráter autoritário do positivismo com o caudilhismo rio-grandense, que possivelmente exacerbou a doutrina positivista (Bellomo, 1993).

A doutrina positivista surgiu no século XIX, criada e divulgada por Auguste Comte e caracterizada como uma filosofia burguesa liberal, ao mesmo tempo conservadora e progressista. Dentro das premissas da doutrina, a humanidade está em permanente evolução em direção ao progresso, porém dentro de uma ordem preestabelecida, cujas infrações são percebidas como negativas. Por isso, o positivismo é anti-revolucionário.

Havia uma opção pela ditadura republicana, percebida como única forma de governo capaz de atingir os objetivos propostos. O indivíduo só existiria no coletivo. O artista, portanto, deveria conferir aos líderes da comunidade a imortalidade da arte, que teria como objetivo aprimorar o caráter dos indivíduos, por meio da educação moral, da exaltação da coragem, da prudência e da firmeza. Assim, o positivismo pensava atingir a moralização das instituições e fornecer às gerações futuras elementos morais, através de figuras exemplares.

Na prática, o caudilhismo substituiu a antiga nobreza imperial.

A revolução federalista foi uma das mais sangrentas da história do estado, travada entre duas facções: liberais federalistas (maragatos) e republicanos positivistas (chimangos). O conflito, apesar da participação das classes populares, revelou-se antes de mais nada intra-oligárquico. A prática da violência nessa disputa, que normalizou a degola e outras formas brutais de eliminação de adversários, não foi isolada, mas uma decisão política, sintonizada com o terror organizado no sentido jacobino do termo, cujas repercussões e bipolaridade fazem-se sentir até hoje na história do estado (Flores, 1993).
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Julio de Castilhos
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Júlio de Castilhos governou o estado do Rio Grande do Sul no período de 1893 a 1897 e foi um dos fundadores e dirigentes do Partido Republicano Rio-Grandense, de orientação positivista, no qual exerceu uma verdadeira ditadura. A revolução federalista (1893-95) representou a transição da monarquia para a república, no Rio Grande do Sul, e refletiu a individualidade histórica de homens em luta pelo poder regional.
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Cortejo Fúnebre a Julio de Castilhos, multidão segue pela avenida João Pessoa
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Júlio de Castilhos morreu em 1903, e seu túmulo, construído pelo escultor Décio Vilares, é formado por uma pirâmide com uma águia no topo, contendo a inscrição "A Júlio de Castilhos, o Rio Grande do Sul" e a máxima positivista 

"Os vivos são sempre e cada vez mais governados pelos mortos". Além disso, ele põe em evidência o escudo do estado e o lema Ordem e Progresso. Na base da pirâmide, uma moça sentada representa a pátria, segurando na mão direita a bandeira nacional e, na esquerda, uma coroa de louros e o escudo do Rio Grande do Sul.
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Pinheiro Machado
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Monumento funerário ao senador Pinheiro Machado, líder republicano gaúcho pertencente à mesma facção de Julio de Castilhos, assassinado em 1915, no Rio de Janeiro. Esse monumento constitui o maior grupo escultórico da arte funerária no estado do RS.
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Cortejo Fúnebre ao Senador Pinheiro Machado em Porto Alegre - 1915
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Cortejo Fúnebre ao senador Pinheiro Machado na Capital Federal (Rio de Janeiro) - 09.09.1915
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O sepultamento do senador, organizado pelo governo de Borges de Medeiros, foi uma verdadeira apoteose positivista. O túmulo, obra do escultor Rodolfo Pinto, é considerado o mais monumental de Porto Alegre. Representa Pinheiro Machado sobre um leito romano, coberto pela bandeira nacional, tendo ao lado a pátria, representada por uma jovem com um barrete frígio, fazendo um gesto protetor. 

Aos pés do leito, uma mulher representa Clio, a musa da história, registrando a vida do morto em seu livro e apontando o herói celebrizado como exemplo para as novas gerações, simbolizadas por um grupo de crianças. Baixos-relevos mostram cenas de culto cívico e a marcha da humanidade. Um dos baixos-relevos mostra um casal realizando um ritual cívico no altar da pátria. Outro mostra uma procissão de figuras desnudas em torno da palavra imortalidade (Bellomo, 1993).

O conjunto tumular foi concebido ideologicamente dentro do espírito positivista, utilizando a simbologia alegórica típica dessa corrente de pensamento. A imortalidade é percebida como a conservação da memória do líder morto, símbolo e modelo para as gerações futuras. Estes monumentos, sem dúvida, corporificam um dos lados da desigualdade — o morrer da classe dominante.

Mausoléu de José Plácido de Castro, gaúcho fundador do estado do Acre e morto em 1908, em crime que ficou impune, celebra-se o morto e denuncia-se o sistema político vigente. A justiça, de olhos desvendados, empurra a balança com uma espada, em cujo prato há um saco com dinheiro. Há ainda um leão flechado pelas costas, alusão à morte por traição. As inscrições tumulares denunciam a impunidade do crime.
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Plácido de Castro, rio-grandense partidário da corrente que seguia as idéias de Gaspar Silveira Martins, liberal federalista, opositor de Júlio de Castilhos, mudou-se para o Acre, após a derrota da revolução federalista, onde assumiu o comando dos acreanos rebelados contra o governo boliviano e contra a entrega da região a um grupo anglo-americano. Em 1902, iniciou-se uma rebelião, e Plácido de Castro atacou os bolivianos em Xapuri (local do conflito com Chico Mendes, um século mais tarde) proclamando o estado independente do Acre. Após alguns meses, os brasileiros conquistaram todo o território do Acre e promoveram a rendição da Bolívia. Plácido de Castro, figura de grande prestígio junto à população, foi prefeito da região do Alto Acre. Morreu assassinado em 1908 (Lacombe, 1979).

A morte de Plácido de Castro foi um crime de natureza essencialmente política, "um magnicídio com todas as suas características. O prestígio que desfrutava junto ao povo, opondo embargo ao despotismo dos elementos oficiais terão aconselhado sua eliminação, na impossibilidade de afastá-lo do Acre" (Goycochea, 1973). A justiça nunca se manifestou sobre o crime, embora tenha sido identificado o grupo assassino, com mandantes vinculados à polícia local.


Família Chaves Barcelos , as alegorias femininas representadas, encontra-se no jazigo.
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Túmulo de Texeirinha
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Gal. Daltro Filho
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Cemitério Evangélico

Fundado em 1856, o Cemitério Evangélico de Porto Alegre, foi o primeiro Cemitério-Jardim do estado.
Sua utilização para sepultamentos é aberta à todas as denominações religiosas. 
Rua Guilherme, nº 467, Azenha - CEP: 90640-040

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Cemitério da Irmandade São Miguel e Almas, inaugurado em 1931.
Avenida Oscar Pereira, nº 100, Azenha - CEP: 90640-070
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Placa de inauguração
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Antigo portão 
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São Miguel Arcanjo
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Galerias
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Cemitério Ecumênico João XXIII, foi fundado no dia 27 de abril de 1972. 
Hoje, o empreendimento faz parte da história da capital.
A obra, impregnada do espírito do ecumenismo, foi erguida no terreno onde se localizava a Colina Melancólica (antigo estúdio do Esporte Clube Cruzeiro) a partir de 1971, a fim de atender uma grande carência de Porto Alegre para servir aos adeptos de todas as crenças e religiões. Desde essa época, houve consciência da seriedade e pioneirismo do trabalho. Para assegurar a perenidade da Necrópole, foram destinados importantes recursos à sua manutenção permanente.

Hoje, o João XXIII é referência internacional na construção de cemitérios verticais, tendo a distinção de ser a maior Necrópole em concreto armado do mundo. Foi uma longa jornada, que ainda não acabou. Continua fazendo parte do respeito à memória dos porto-alegrenses.
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Cemitério Tristeza
Antigo Cemitério da Cavalhada, foi  municipalizado em 1954. Possui cerca de 600 jazigos, em sua grande maioria perpetuados. Realiza sepultamentos apenas para famílias que possuam jazigos construídos.
Rua Liberal, nº 19, Tristeza - CEP: 

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Cemitério União Israelita de Porto Alegre
Avenida Prof. Oscar Pereira, nº 1175, Azenha - CEP: 
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Cemitério Espanhol
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Entrada
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Cemitério Batista
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Cemitério Jardim da Paz
Estrada João Oliveira Remião, nº 1347 - Lomba do Pinheiro - CEP: 91550-000
Cemitério Luterano Evangélico Cristo
Avenida Oscar Pereira, nº 977, Azenha - CEP: 90640-070
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Cemitério Municipal São João
Localizado no bairro Higienópolis, o maior cemitério municipal de Porto Alegre iniciou suas atividades em agosto de 1936. Ocupando uma área deى,5  hectares, conta com cerca de 12.600 jazigos entre perpétuos e arrendados.
Rua Ari Marinho, nº 197, São João - CEP: 90520-300
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Cemitério Belém Novo - Sociedade Beneficiente Nossa Senhora do Belém
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Cemitério Belém Velho
Localizado no bairro Belém Velho, foi implantado no século passado, sendo encampado em 1992 pela prefeitura em razão de denúncias de irregularidades. Com uma área de aproximadamente dois hectares, possui 1.026 jazigos. O cemitério não tem capacidade para a para construção de novos jazigos.
Rua Nossa Senhora do Rosário, nº 5205, Belém Velho - CEP: 

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Cemitério São José da Vila Nova
Estrada Monte Cristo, nº 810, Vila Nova - CEP: 91750-000
Fotografia da Lata tirada no Cemitério São José da Vila Nova 
Aluno Robson Monteiro  - 2000
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Crematório Metropolitano São José 
Em operação desde abril de 2002, o Crematório Metropolitano São José disponibilizou, a partir de julho de 2003, a mais moderna estrutura de atendimento e serviços do Brasil em cremação, sepultamentos e capelas para velório.
Avenida Prof. Oscar Pereira, 584, Azenha - CEP: 
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Trata-se de um empreendimento totalmente diferenciado e com padrão superior de serviços, contando com capelas especialmente decoradas, climatização, circuito interno de TV com monitores para informações sobre capelas e horários das cerimônias, câmeras para transmissão de cerimônias on-line pela Internet, sistema de sonorização ambiente, vigilância permanente através de diversas câmeras localizadas em pontos estratégicos, estacionamento próprio e cafeteria com vista panorâmica para a cidade de Porto Alegre.

As Desigualdades da Morte

A morte dos pobres ou a pobreza do morrer. "Os homens pobres enterram seus anjos com um pano qualquer, quando o possuem... mais uma cruz feita com paus achados na estrada e rezas de uma tristeza alegre pela sorte de não seguir o destino que outros tantos estão tendo de suportar" (Koury, 1998).

Ao observar, com consternação, o campo santo do Cemitério da Santa Casa, o único cemitério que acolhe pobres em toda a capital do estado, escondido atrás dos monumentos funerários das figuras ilustres, não é possível deixar de constatar, no concreto, as desigualdades no morrer (foto 5). Um quadrado nu de terra vermelha, semeado e tornado a semear de cruzes. 

O enterramento gratuito dos corpos tem uma permanência estipulada de três anos, período mínimo necessário para proceder à exumação de cadáveres, de acordo com o artigo 311 do Decreto Estadual nº 23430 (Código Sanitário Estadual), de 24 de outubro de 1973, referente a cemitérios públicos e privados do estado. As sepulturas no chão batido, identificadas por uma cruz de ferro e uma placa com o número, lembram um campo de batalha e de miséria. Não há fotos ou nomes. "Campo santo", lugar dos pobres. Os enfeites são garrafas plásticas, flores plásticas, velas.
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Brum (1999, p. 36), o "enterro de pobre", observa, no depoimento de um homem que acabara de enterrar o filho morto no campo santo da Santa Casa, entre as duas mil cruzes dispostas como em um campo de guerra: "Não há nada mais triste que enterro de pobre, porque o pobre começa a ser enterrado em vida." 

As condições de vida e de morte de contingentes da população, cuja sina "é uma cova rasa, para facilitar o despejo do corpo quando vencerem os três anos de prazo, um caixão doado, em um cemitério de lomba, e esse episódio tem acontecido sucessivamente por mais de quinhentos anos".
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Roda dos Excluídos
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Infantil

Os primeiros registros sobre a mortalidade infantil em Porto Alegre estão associados à roda dos expostos da Santa Casa da Misericórdia, semelhante a outras rodas descritas em outras regiões do Brasil. Na roda era colocada a criança enjeitada, preservando-se o anonimato do depositário. Após a Lei do Ventre Livre, aumentou o número de crianças negras abandonadas na roda dos expostos, porque ao senhor não interessava sustentar uma criança liberta. A mortalidade infantil nesse grupo de crianças era mais elevada do que entre crianças brancas.

A mortalidade infantil na cidade de Porto Alegre apresentava cifras altíssimas nos primórdios do século XX: 221,3 óbitos/1.000 nascidos vivos em 1900, 185,0/1.000, em 1910, e 279,0/1.000, em 1920 (Bonow, 1979). Os índices representam aproximadamente vinte mortes para cada cem crianças menores de um ano e correspondem a um nível de saúde bastante precário. 

Os coeficientes de mortalidade infantil no município de Porto Alegre apresentavam valores maiores que os do estado (1900: 118,19; 1910: 115,8; 1920: 90,0/1.000 nascidos vivos), presumivelmente pelos índices maiores de sub-registro no interior da província. A mortalidade infantil mostra comportamento descendente no Rio Grande do Sul e na capital, porém as populações de menor renda apresentam taxas maiores do que a população em geral (Barcellos, 1986; Fischmann, 1980).

Túmulos de bebês nascidos e mortos no mesmo dia, muitas vezes fotografados para o ritual fúnebre, de acordo com os ditames culturais, ou para guardar alguma lembrança da vida ainda não vivida. Eram crianças de famílias mais abastadas, porque o bebê do pobre não tem nome nem retrato.

Mulheres

As desigualdades de gênero ficam evidentes nos jazigos de família, onde aparece apenas 'senhor Fulano e esposa', seguido pelo sobrenome do marido. Mulheres que entraram na morte sem um nome próprio, identificadas e nomeadas a partir da ótica patriarcal. "O patriarcado não sucumbe nem na morte". Mulheres descritas no jazigo segundo atributos e características dos papéis de gênero: 'esposa', 'colaboradora inteligente', 'companheira na vida e no silêncio da eternidade' de homens adjetivados como 'estrela', 'prócer' e outras qualificações. Este fato tem sido documentado por historiadores que afirmam conhecer a mulher romana através das inscrições mortuárias, criadas por seus maridos e filhos (Chauí, 1984).

Durante os anos do castilhismo, as mulheres foram estigmatizadas e relegadas aos tradicionais papéis estereotipados de esposas e mães. A ditadura científica positivista de Júlio de Castilhos entendia o papel da mulher restrito ao espaço doméstico, guardiã da honra da família, reclusa no lar, para evitar as tentações do mundo exterior. Desprovida de libido, devia permanecer fiel ao marido, mesmo depois da morte deste, responsável pela preservação da memória da família e elo de ligação entre os vivos e os mortos. Essa misoginia do positivismo contraria a trajetória da mulher rio-grandense, pelo menos as das classes mais abastadas, que, naquela época, já usufruíam de uma relativa independência. Mulheres que administravam sozinhas estâncias e propriedades, durante os constantes conflitos que permearam o Rio Grande no século XIX.

Além dessa posição em relação ao gênero, os positivistas expressaram opiniões conservadoras em relação à saúde pública. Acusaram a higiene oficial de despótica, de arrancar os filhos às mães para lançá-los em hospitais insalubres, de devassar a propriedade alheia com desinfecções e outras medidas sanitárias. Os castilhistas lideraram a luta antivacinação, em oposição às medidas adotadas por Oswaldo Cruz durante o governo Rodrigues Alves. Segundo o apostolado antivacina, apoiado pelo governo positivista de Borges de Medeiros, eles apostrofavam que "o materialismo médico nada respeita, nem o pudor, nem o respeito devido à delicadeza feminina, nem a bondade para com as crianças, nem o respeito à velhice" (Singer, 1981).

Nos jazigos do cemitério da Santa Casa observa-se um uso constante de alegorias femininas, algumas de inspiração neoclássica: a justiça, a pátria, a desolação. Também aparecem as figuras femininas de cunho religioso: virgens, anjos, pietás. A cidade de Porto Alegre, representada por uma mulher, aparece no jazigo monumental de Otávio Rocha. 
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Inscrições

A inserção social do indivíduo aparece não somente no luxo e na ornamentação dos jazigos, mas também na descrição das honrarias que o morto adquiriu em vida. Foram arrolados honrarias militares e políticas, títulos de bravura e nobreza, excelência no desempenho de atividades burguesas.

As mortes violentas também se fizeram visíveis. 
No início do século XX, predominavam os assassinatos, atualmente predominam os acidentes. Essas mortes produzem um agudo sentimento de injustiça nas famílias vitimadas, que utilizam o jazigo como espaço de denúncia. 
Pode ser considerada um contundente documento da categoria violência. O chamamento "Assassinado!" acompanha o nome do morto e a data do óbito.
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As Frases de Luto 

De despedida, de desconsolo, plasmadas em metal, nas figuras de pequenos anjos, na estatuária, poderiam constituir por si só um trabalho em separado. 
"Rio-Grandenses, podeis confiar: este velho soldado há de servir a vossa terra com a certeza de que amanhã, ao rememorardes esta etapa da vossa vida política, sereis forçados a dizer que ele foi sempre um homem de bem", é a frase que adorna o mausoléu do general Daltro Filho, interventor no estado do Rio Grande do Sul, nomeado por Getúlio Vargas, o primeiro túmulo em que aparece a figura de um gaúcho vestido com trajes típicos.

Há situações modestas, túmulos tão pobres que a identificação do morto estava pichada com pincel atômico. 

Frases dispostas em bilhetes, lembretes, corações de cartolina, flores de papel, despedida sem consolo.


Curiosidades
Cemitério da Santa Casa

Inscrição no pórtico principal do Cemitério:

“Reverte ad locum tuum”
Significa: Volta ao teu lugar.

Cemitério: - lugar onde se dorme, se descansa. No século III da era cristã, a palavra ganhou o sentido de dormitório onde os mortos esperam o dia da ressurreição universal. A palavra cemitério vem do latim coemeteriun e do grego koimeterion (eu durmo).

No século IV, foi adotado o uso de enterramento dos mortos dentro das igrejas ou em volta delas. Porém, no século XIX, por decreto Papal, devido aos inúmeros abusos, teve fim essa tradição milenar.


Muro do Cemitério da Santa Casa: - o primeiro muro foi contratado em 02 de julho de 1845 com Fermiano Pereira Soares e o açoriano da Ilha de São Jorge, João Baptista Soares da Silveira, mesmo construtor da Ponte dos Açorianos e das fundações do Theatro São Pedro.

Conceitos
espaços cemiteriais

Túmulo: - monumento fúnebre erguido em memória de alguém no lugar onde se acha sepultado.

Sepultura, Campa, Carneiro, Catacumba, Cova, Jazigo, Sepulcro, Tumba, Túmulo: - local onde se sepultam os cadáveres.

Catacumbas: - galerias subterrâneas em cujas paredes se faziam tumbas.

Tumba: - pedra sepulcral, caixão ou esquife.

Jazigo: - pequena edificação nos cemitérios, destinada ao sepultamento de várias pessoas ou da família.

Mausoléu: - em alusão ao túmulo que Artemisa, viúva de Mausolo, rei da Cária, antiga cidade da Ásia Menor, mandou erguer ao marido. Sepulcro de Mausolo (rei da Cária – século IV a.C. em Halicarnasso, tido como uma das sete maravilhas do mundo antigo). Sepulcro suntuoso.

Nicho: - cavidade ou vão na parede ou muro para colocar estátua, imagem ou qualquer objeto ornamental.

Campo Santo: - centenas de cruzes fincadas sobre sepulturas rasas.

Capela: - pequena igreja de um só altar.

Necrópole: - como eram chamadas as partes das cidades antigas destinadas para o sepultamento dos mortos. Sinônimo de cemitério.
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REFERÊNCIAS:

Adaptado do trabalho do grupo de estudos da ULBRA,
Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul Porto Alegre. 1846 Relatório provincial do barão de Caxias do ano de 1846.         [ Links ]
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2 comentários:

  1. Texto elucidativo e rico em informações. No imaginário da Morte reproduzem-se a opulência e a miserabilidade da existência humano. No espaço cemiterial se percebe com clareza os papéis que os individuos exercem na sociedade. O estigma da pobreza ou da riqueza deixam marcas indeléveis,além da própria existência física. Carlos Roberto da Costa Leite( Beto) Museu da Comunicação Hipólito José da Costa.

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  2. Parabéns pelo seu trabalho.
    www.genealogiars.com

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